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terça-feira, janeiro 23, 2018

Comissão do SINTEPP estuda parecer sobre disparidade salarial...

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Professora Sueli
            Weliton Lima - Uma comissão (do Sintepp) formada pelos professores Silvinho Campos, Celso Noronha, Sueli Sousa e Tiago Maciel vem trabalhando há vários dias para produzir um parecer sintético sobre as distorções criadas na folha de pagamento dos professores nos últimos cinco anos.
            De acordo com parecer prévio da comissão, em 2013, quando foi criado o PCCR da categoria, a diferença salarial entre um professor licenciado e um professor com magistério era de 43%. Agora é de apenas 18%. Isso ocorre, segundo a comissão, porque o salário de professor de nível médio é reajustado pelo piso nacional do magistério, enquanto o reajuste do professor com licenciatura plena depende de negociação com a administração municipal.
            Em 2009, por exemplo, o piso nacional do professor de nível médio era de R$ 950,00, e agora, em 2018, o piso nacional foi reajustado para R$ 2.455,35, por uma jornada semana de 40 horas. Isso representa um aumento superior a 158%.
            Já nesse mesmo período, o reajuste salarial do professor licenciado foi de apenas 82%. E essa distorção vem provocando o achatamento salarial entre os dois níveis. Isso tem gerado insatisfação nos professores com qualificação superior.
            Professora Sueli Sousa – Em Itaituba, com a lei aprovada em 2012, que regulamenta todos os trabalhadores da Educação, PCCR, há uma disparidade entre níveis salariais do professor de magistério. Os governos, de 2009 para cá, reproduzem a mesma forma de gestão. Pagam os 33 professores que ainda tem na rede, com magistério.
            A categoria tem que ter maturidade para entender que não dá para a gente continuar assim, porque daqui a uns dez anos, o professor de nível superior vai estar ganhando menos do que o professor de nível médio.
            Com professor mal remunerado, não vamos ter um ensino de qualidade. A qualidade passa, diretamente por profissionais valorizados. A carreira do magistério em Itaituba, pagando R$ 12,00 a hora aula para professor, ou R$ 14,00, e R$ 18,00 para quem tem mestrado, não dá.
            Weliton Lima – Esses e outros pontos analisados por essa comissão vão ser discutidos em uma assembleia geral marcada para a próxima quinta-feira...
            Professora Sueli Sousa – Os trabalhadores tem que ter essa responsabilidade, e não, esperar que o governo vá garantir a sua valorização por decreto. A nossa luta deve permanecer sempre. Quinta-feira os trabalhadores estarão referendando uma proposta, que pode ser essa que a gente está levando, e depois da assembleia, vamos apresentar a proposta ao governo, ao secretário de educação.

            Weliton Lima (Focalizando)