quinta-feira, setembro 07, 2017

Gonzaga Barros não desfila. Isso é positivo, ou negativo?

A direção da Escola Gonzaga Barros reuniu  a comunidade escolar para discutir se deveria desfilar, ou não.

A maioria optou por não desfilar, por isso, essa tradicional escola municipal de Itaituba não estará na avenida Getúlio Vargas hoje, 7 de Setembro.

Acho que se esse critério (ouvir os pais) fosse utilizado em outras escolas, o desfile seria esvaziado, já que as autoridades, o máximo que fizeram até hoje, foi mudar o horário do desfile, que foi realizado pela manhã a vida toda.

Muito mais importante do que desfilar no Dia da Raça, ou em 7 de Setembro, seria as escolas fazerem um trabalho voltado para despertar o espírito cívico dos alunos.

Aprendi a respeitar os símbolos brasileiros quando estudei com padres americanos, no Seminário São Pio X, em Santarém.

Toda segunda-feira, às 7 horas da manhã, todos os alunos eram reunidos em frente ao seminário para uma solenidade cívica que marcou a vida de todos os que vivenciaram aquele período.

Cantava-se o Hino Nacional Brasileiro, durante o hasteamento do Pavilhão Nacional.

Mas, nos dias atuais, não basta apenas isso. 

Na medida da faixa etária de cada classe, a partir de determinada idade, os estudantes precisam passar a conviver com a realidade que enfrentam no dia a dia, em vez de serem apenas repositórios de matérias, muitas das quais inócuas.

É preciso preparar cidadãos para o futuro, a partir da realidade do presente, em vez de formar pessoas alienadas, que dizem não gostar de política, tipo das que ficam no whatsapp escrevendo abobrinhas.

E não vai ser marchando, ou deixando de marchar no dia 5 ou no dia 7 de setembro que será despertado o amor à pátria, mesmo porque, isso não é discutido, nem mesmo durante a Semana da Pátria.

Além de tudo que foi dito, há ainda o calor infernal que castiga a região, e Itaituba tem estado particularmente quente neste verão, o que faz com que, mesmo quem é nativo sinta-se mal. Só por esse motivo já se justificaria a decisão dos pais dos alunos do Gonzaga Barros, que optaram por seus filhos não marchar.

Jota Parente