terça-feira, junho 13, 2017

Prefeitura aperta o cerco para que donos de LAVA a JATO se regularizem, mas, taxa de até R$ 3.000,00 assusta

Na beira do rio Tapajós o serviço vai ser proibido

Resultado de imagem para fotos de lava a jato            Ainda no governo da ex-prefeita Eliene Nunes, o Ministério Público Estadual cobrou da prefeitura a regularização dos serviços de Lava a Jato em Itaituba, incluindo uma cobrança mais incisiva sobre os que atuam na área conhecida como beira rio, na margem do Tapajós. O presidente da Associação dos Lava a Jato conversou com a reportagem do blog sobre esse assunto.

Blog do JP - Gléuson Apinagés, a SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem apertado para que os Lava a Jato se regularizem. Como é que está esse processo, que começou no governo passado, mas, deu uma parada?

Gléuson - No governo passado fomos cobrados para fazermos uma regularização, uma adequação; só que houve uma pausa na ação da fiscalização, e também houve a paralisação da parte dos donos de Lava a Jato. Quando foi agora, fomos chamados, fomos convocados, o vice-presidente Bolão e nós fomos comunicados que iria haver uma reunião com o secretário de Meio Ambiente para que haja uma adequação e uma regularização dos Lava a Jato.

Hoje está todo mundo se precavendo, todo mundo correndo atrás para que se regularize. Há uma conscientização de todos ou da maioria de que não dá mais para adiar. Já uma consciência de todos, porque são muitos, mas quase todos já estão cientes que tem se regularizar, pois quem não fizer sua regularização e uma adequação vai ser fechado, vai ter seu Lava a Jato fechado. São palavra do secretário de Meio Ambiente.

Blog do JP - Quantos Lava a Jato existem na cidade atualmente?

Gléuson - Eu acredito que existem mais de 100 Lava a Jato, porque eu já fiz um levantamento, um cadastramento, e consegui só em um determinado bairro, 25 Lava- Jato.

Blog do JP - Todos os Lava a Jato da cidade já estão associados?

Gléuson - Ainda falta um bocado. Houve essa paralisação do trabalho de fiscalização do governo passado; então, houve uma acomodação de muitos, por esses fatores, mas, muitos estão querendo se regularizar.

Blog do JP - Você acha que a maioria já está filiada à associação?

Gléuson - Eu acredito que 40% já estão na associação, e quem está fora vai procurar se regularizar, pois pela Associação fica concentrada e provavelmente fica mais cômodo resolver os problemas. Com certeza, eu posso até lhe relatar que através da Associação nós já conseguimos um valor bem mais em conta do alvará. Já conseguimos uma redução da taxa da secretaria de Meio Ambiente, que era alta. Já conseguimos alguns benefícios com o Corpo de Bombeiro. Quando a gente chega a qualquer órgão em nome da Associação dos Lava a Jato, nós conseguimos um valor bem mais em conta.

Blog do JP - Qual é a principal dificuldade que vocês estão enfrentando hoje processo de regularização?

Gléuson – A principal dificuldade, posso lhe dizer que é a questão de um documento que precisa ser tirado para legalização, que é o alvará de Tributos, porque é cobrado por metro quadrado. Então, quando se faz a metragem não sai muito barato, e não é muito viável para o bolso, sobretudo para o dono de um pequeno Lava a Jato pagar uma taxa alta que é cobrada. E nós estamos aí tentando buscar respostas junto ao prefeito Valmir Clímaco e ao secretário de Meio Ambiente para que haja uma viabilidade para que possamos pagar essa taxa de alvará de Tributos.

Taxa de até R$ 3.000,00 assusta 
Blog do JP - É verdade que tem caso em que o ambiente é maior, já que é por metro quadrado, onde chegou a passar de R$ 3.000,00 essa taxa?

Gléuson - Já teve um Lava a Jato onde foi feito o cálculo do alvará de Tributos que de acordo com a metragem do local passou de R$ 3.000,00. (Esse local foi o Lava a Jato Nogueira).

Blog do JP – E como está a discussão sobre os que trabalham na beira do rio?


Gléuson - Essa foi a primeira coisa que cobrada do secretário de Meio Ambiente, a questão dos lavadores da beira do rio, aonde isso causa uma polêmica. Os que trabalham lá cobram do secretário pelo fato de pagarem seus impostos sem ter direito a nenhum documento para sua legalização, sendo que não há nenhuma legalização ali na beira do rio. Então, essa é uma coisa que já foi relatada, sendo informado que vai haver uma ação ali e não vai poder continuar na beira do rio. Foi o que foi relatado pelo secretário de Meio Ambiente. Isso ficou claro. Ninguém vai poder continuar com Lava a Jato ali, na beira do Tapajós.