terça-feira, junho 20, 2017

A triste realidade da nossa seleção

No futebol Itaitubense já vi Vasco jogar, Flamengo, Botafogo e outras grandes equipes. O gramado do Olegário Furtado ser considerado o melhor do Pará na década de 80, o Auto Esporte ganhar oito títulos consecutivos e ser quebrada essa hegemonia pelo Itaituba de Weliton, Sardinha e Marlúcio, o tripé do meio campo em 1983; o São Cristóvão de Wilmar Freire ser campeão, assim como o Ajax do Rose.

Vi, também, o Genasc de Joaquim Albino ganhar um campeonato, vi Antônio Cardoso, o Dafinha, implorar de joelhos para Samuca tirar a TV Itaituba do ar num dia em que a Globo retransmitiria uma partida de futebol, no mesmo dia de um jogo que marcava a inauguração da cerca de madeira feita pelo próprio Dafinha, que tinha assumido a LIDA de Itaituba.

Vi seu Amaro, juiz, apitando um jogo com um terçado no calção; vi o América de Intimanhã Couto ganhar o último campeonato Itaitubense no Olegário Furtado, e tantas outras histórias inusitadas. Porém, jamais tinha visto tanta humilhação e falta de consideração e bom censo por parte da CONJUCEL, da Prefeitura Municipal de Itaituba, para com a seleção de Itaituba e a população que prestigiou a segunda partida da nossa seleção na Copa Oeste do Pará. 

Tive a impressão de que o material foi emprestado. Os calções de um, as meias pretas de outro e as camisas foram pegar de algum eleitor que deram no período da campanha política.

Sem nenhuma padronização das cores do município; um verde chumbo, meias pretas, e de fato a seleção estava de luto. 

Em conversa com o coordenador da CONJUCEL, Francimar Uchôa (Miúdo), ele me confirmou que fez o pedido dos uniformes padrão A e B, mas que o
vice-prefeito (Nicodemos Aguiar) se encarregou de providenciar o material, trazendo essa bela obra de arte.

O mais vergonhoso é que os números foram colados com esparadrapo e caiam a todo instante, servindo de piada para os torcedores; dois dos principais jogadores (da seleção de Itaituba) tiveram que sair de campo, pois não havia números (em suas camisas).

Tudo isso afetou grandemente o psicológico da equipe que assim perdeu o jogo dentro de casa.

A pergunta é: se não tem condição, por que fazer? Já ficou temeroso em relação a Copa Ouro, o que podem fazer.   

Eu creio que o prefeito Valmir Climaco não sabia de toda essa presepada, pois conhecendo-o como o conheço, jamais permitiria que isso acontecesse. Porém, mais um fato triste ligado ao esporte e cultura aconteceu no seu governo.

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
A gente não quer só comida.
A gente quer comida, diversão
e arte!


Ivan Araújo