sábado, abril 01, 2017

Precisamos reagir às medidas provisórias 756/16 e 758/16, com as armas que temos

As armas das quais dispomos para combater esses absurdos perpetrados contra nós, a partir de Brasília, como essas famigeradas medidas provisórias 756/16 e 758/16, são poucas. Precisamos utilizá-las para que nos ouçam e nos vejam. Vamos permitir sem nenhum tipo de reação, que milhões de toneladas de grãos embarquem na nossa cara, movimentando riqueza de um lado para outro, sem que fique nada com a gente?
Não queremos atrapalhar ninguém pelo prazer de atrapalhar; não queremos prejudicar os produtores de grãos de Mato Grosso, nem as empresas de transportes, mas, ou reagimos, ou então, procuremos outro lugar para trabalhar, porque aqui caminha para ficar inviável, de tanta maldade que o governo já fez com a gente, e continua fazendo.
Em 2008, quando estava viajando de Moto pela América do Sul, com o Jadir, a gente foi entrevistado pela afiliada da Rede Globo, em Blumenau.
O primeiro questionamento que me foi feito, foi a respeito da destruição da Amazônia. Eu respondi com uma pergunta: você faz ideia de quantos brasileiros vivem? Disse-lhe que eram mais de 20 milhões de pessoas.
Prossegui, informando-o de que sendo eu um caboclo nascido e criado aqui, não quero ver esse imenso patrimônio natural destruído. Porém, como cidadão brasileiro, quero ter o direito de viver com dignidade, o que as autoridades querem nos tirar. Por isso, chega de assistir impassíveis a esse cerceamento dos nossos direitos de brasileiros. Ou será que nossa brasilidade vele menos do que a do pessoal do Sul e do Sudeste?
Dentro da lei, sem depredar patrimônio público ou privado, vamos fazer o que for preciso para que essas medidas provisórias não passem do jeito que foram geradas.

Jota Parente