quinta-feira, abril 20, 2017

Felipe Aguiar, jovem empresário que segue os passos do pai

              O jovem empresário Felipe Aguiar, filho do empresário Osmarino Parente Aguiar é o braço direito de seu pai, dono da rede Drogarias Alvorada, na cidade de Itaituba. Ele é itaitubense de nascimento, nascido em 30 de janeiro de 1996. Seus estudos tem sido feitos, todos, no próprio município. Estudou no Polegar, quando essa escola iniciou suas atividades; depois, passou pelo Instituto de Educação e pelo Centro Educacional Anchieta, até chegar à faculdade. Atualmente cursa Administração na FAI, que concluirá ainda este ano. E não quer parar. Sua intenção é fazer pós-graduação.
            O Jornal do Comercio perguntou se ele foi influenciado pela família, para optar pela atividade empresarial, ao que Felipe respondeu: “Eu nasci no comércio e vivo no comércio desde muito cedo. Na medida em que eu fui crescendo, fui entendendo que aquilo era da gente. Hoje, estamos administrando junto com meu pai o que é da família”.
            Felipe disse que não sente nenhuma dificuldade, mesmo porque, a familiaridade que tem com esse segmento do mercado ajuda muito a lidar com as questões atinentes ao meio. “A gente é do ramo de farmácia e por isso conhece bem. A família está nesse ramo; além das drogarias Alvorada, tem meus tios, e há primos, que também trabalham na mesma atividade”.
            Nos últimos anos houve muitas mudanças na maneira como funcionam as farmácias, que passaram a vender diversos outros produtos. Como não havia uma divisão clara nos setores com produtos farmacêuticos e os demais produtos, a Anvisa baixou algumas normas que obrigaram os estabelecimentos a se adequarem, não, sem antes causar um alvoroço enorme, ao exigir que esses locais só podiam vender remédios.
            “Poder vender outros produtos, como se faz hoje, é fundamental. Esse é um ponto importante que tem contribuído para que a gente cresça. O medicamento se vende por si só, mas, se você disponibiliza outros produtos, o cliente acaba vindo até sua loja. Se ele vai comprar um medicamento, mas, está precisando de outro item que a gente tem, ele termina vindo até nós. Pode ser um cosmético, um eletrônico ou qualquer outro produto que a gente venda”, afirmou Felipe.
            Quando o governo baixou as normas que estão em vigência, hoje, determinando mudanças radicais na separação dos produtos farmacêuticos  dos demais, houve um momento de muita tensão no meio dos proprietários de farmácias, porque não foi concedido um prazo razoável para que todos se adequassem. Aquele foi um momento complicado?
            “Foi muito complicado para todas as farmácias, acredito eu, porque ninguém trabalhava somente com medicamentos, e de uma hora para outra o governo baixou uma normal vetando isso; não foi fácil. No nosso caso, visando sempre oferecer o melhor para nosso cliente, entramos com um pedido de liminar, a qual foi concedida. Hoje, isso está regulamentado”, respondeu Felipe.
            Outro ponto que tem sido motivo de discussão para muitos donos de farmácia, mas, que o grupo Alvorada já resolveu faz tempo é a presença de farmacêutico. “Sim, já resolvemos isso há bastante tempo. Aqui, na 23ª Rua com S. José, tem farmacêutico durante seis horas, e na Drogaria Alvorada da 7ª Rua com a 13 de Maio, que vende psicotrópicos, o expediente do profissional é de oito horas” afirmou Felipe.
            Expansão - “Eu estive conversando com meu pai sobre isso. Como a gente cresceu bastante em Itaituba, chegou a hora de pensar em expandir para outros mercados, e temos conversado sobre isso. Vamos analisar tudo com tranquilidade, e conforme for, poderemos crescer para Campo Verde, ou Moraes de Almeida ou Novo Progresso, sempre dentro do ramo de farmácia” falou Felipe.
            Crise – Com referência à crise, Felipe entende ela ainda é menos grave em Itaituba do que na maior parte do Brasil. “A crise existe, e não dá para negar isso. Porém, quando se faz uma comparação com o que acontece com o país, de um modo geral, aqui a gente tem sentido menos, principalmente por conta da produção de ouro. Temos sentido mais, nas últimas semanas, por causa do fechamento de uma grande compradora de ouro. Mas, quando conversamos com os vendedores que nos visitam, eles são unânimes em afirmar que em Itaituba a situação é menos grave do que por aí afora por onde eles andam” finalizou. 

             Na edição 229 do Jornal do Comércio