segunda-feira, março 06, 2017

Interdição da BR é uma das opções para pressionar Brasília por causa das MPs

Resultado de imagem para fotos de garimpos
O setor produtivo de Itaituba e de outros municípios desta região, afetados pelas MPs do governo federal que engessam a atividade garimpeira, está se mobilizando para evitar que elas passem do jeito que o governo as enviou para o Congresso Nacional.

Inclusive, esse será um dos assuntos tratados na reunião do final da tarde de hoje, na Câmara Municipal, de iniciativa do Consórcio Tapajós, com apoio de diversas entidades.

Uma das possibilidades mais prováveis será interditar as BR 163 e 230, caso não prosperem as negociações para que haja emendas às MPs.

Mas, o que se discute é que será uma interdição seletiva, na qual será impedido o tráfego de todos os veículos pesados que estiverem transportando grãos do Norte de Mato Grosso.

Os organizadores não se sentem confortáveis com isso, mas, entendem que essa é a ferramente para forte com a qual a região conta para fazer Brasília compreender a gravidade do momento e da situação da economia da região.

Entretanto, por enquanto, aposta-se em que os políticos da capital federal estudem o assunto com responsabilidade, para que sejam processadas as mudanças necessárias que permitam a manutenção das atividades de quem precisa trabalhar, tanto no garimpo, quanto na agricultura, quanto na pecuária, três dos setores diretamente impactados pelas três medidas provisórias.

Fazendas de Novo Progresso, que estavam em área branca, na qual tinham permissão para trabalhar, foram afetadas por uma dessas MPs, a 756.

O resultado imediato disso é que os grandes frigoríficos que compram gado na região, incluindo um que está sediado naquele município, não estão mais comprando gado desses produtores, o que inviabiliza totalmente suas atividades.

Essa é uma das perversas consequência provocadas pelos ambientalistas do Ministérios do Meio Ambiente, cujo titular é Sarney Filho.

Foi esse ministro quem convenceu o presidente Michel Temer a assinas as MPs, com o argumento de que era preciso ampliar a área de reservas ambientais na área, por causa de peixes ornamentais que correm risco.

Isso foi feito sem nenhum estudo, tratando de medidas draconianas perversas para milhares de brasileiros, que reclamam da ausência do governo federal, que em vez de se instalar na região para dar oportunidade a que os produtores se regularizem, só sabe baixar por aqui com forças repressoras.

A Brasauro, empresa que tinha previsão de investir na implantação de sua planta no Jamanxinzinho, somente este ano, em torno de 595 milhões de dólares, baixou essa expectativa para apenas 25 milhões de dólares, num duro golpe na economia de Itaituba, Trairão e Novo Progresso.

É o Brasil jogando contra sua própria economia.