sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Câmara iniciou 18ª Legislatura

A 18ª Legislatura da Câmara Municipal de Itaituba começou ontem, 02/02, com uma sessão solene cansativa, que durou quase 240 minutos, ou quatro horas.

A decisão da mesa diretora, de conceder 10 minutos para a fala de cada vereador foi um erro que poderia ter sido facilmente evitado, caso alguém tivesse tido o cuidado de multiplicar esse número por 15, o total de vereadores, totalizando 150 minutos, ou duas horas e meia.

Dois ou três vereadores usaram um pouco menos do seu tempo, mas, alguns extrapolaram e com isso a previsão inicial do tempo foi ultrapassada.

O prefeito Valmir Climaco, acompanhado da primeira dama e titular da SEMDAS, Solange Aguiar, chegou minutos antes do horário marcado para o início da sessão solene.

Primeiro orador a usar a palavra, o vereador do PSDB, Davi Salomão fez o discurso mais bem elaborado e consistente.

Ele cumprimentou o prefeito pelo início de governo muito positivo, mostrando muita disposição para o trabalho, o que espera que seja a marca do gestor até o final do mandato.

“O prefeito deve saber ouvir a Câmara, a qual deve saber o ouvir o prefeito, para que os dois poderes trabalhem em harmonia. É importante que haja consenso para que se monte uma agenda propositiva”, disse ele.

O edil do PSDB ressaltou que é preciso manter elevado o nível dos debates, pois as discussões em baixo nível nada acrescentam de positivo.

Davi também falou sobre a necessidade de Itaituba ter ganhos reais com a implantação de tantos novos empreendimentos, de modo direto referindo-se aos portos de Miritituba. “O que está ficando para Itaituba”? questionou ele.

Também as constantes reclamações da população contra a Celpa foram citadas por ele, que prometeu ser uma voz do povo a esse respeito.

Peninha – Dois pontos destacados do discurso do vereador Peninha (PMDB) foram a questão da falta de empregos no município, que segundo ele, é o maior problema que Itaituba enfrenta hoje.

Ele também ressaltou que, embora compreenda que existe muita gente que não tem um teto seu para morar, há uma indústria de invasão de terrenos, onde certas pessoas, quase sempre as mesmas, aproveitam para tirar lotes para vender posteriormente. Disse que é preciso acabar com essa prática.

Peninha deverá ser o líder do partido do prefeito na Câmara, embora a comunicação por ofício ainda não tenha sido enviada pelo PMDB.

Maria – Vereadora de quinto mandato, Maria Pretinha destacou um ponto que arrancou aplausos no início do seu discurso.

“Prefeito Valmir Climaco, o senhor não é um governante perseguidor”.

Ela falou sobre sua recente viagem a Belém, em companhia dos vereadores Manuel Dentista e José Belloni. Na capital eles trataram com autoridades do governo do Estado, sobre a construção da escola de ensino médio de Miritituba, obra que já deveria ter sido feita há muito tempo, mas, que emperrou e prejudica centenas de alunos daquele distrito.

Diego – Iniciando seu primeiro mandato, o vereador Diego Mota começou cumprimentando todos os colegas da imprensa, da qual faz parte.

“Esta Câmara vai ser muito cobrada pela população, pois houve uma renovação de dois terços da composição passada para esta. Isso deixou claro, que o povo queria mudança. Nós teremos que responder a essa expectativa com muito trabalho”, falou Diego.

Dirceu – Dirceu Biolchi (SD), falou das dificuldades que enfrentou no primeiro mandato, por ser o representante de uma região que fica muito distante da sede do município.

Disse que a situação da rodovia Transgarimpeira é muito complicada, e que ele tem feito o que pode para recuperar trechos onde o trafego de veículos fica muito complicado por causa do pesado inverno.

Outro ponto abordado por ele foi a morosidade do governo municipal na regularização de terrenos. No caso de Moraes Almeida, pouca gente conseguiu. Ele espera que no governo de Valmir isso mude.

Nem – Vereador mais bem votado na eleição de outubro passado, Nem de Miritituba disse que o distrito que representa tem muitas demandas para serem atendidas.

Os portos chegaram, ressaltou, mas, os problemas trazidos por esse crescimento são maiores do que as contrapartidas.

Nem afirmou que esta semana foi deixar seu filho na escola municipal onde o mesmo estuda, e quando chegou no local foi assustado ao ver que chove mais dentro das salas do que do lado de fora do prédio.

Há salas, disse ele, nas quais durante a chuva os alunos são obrigados a deixarem suas carteiras, para não se molharem. Acredita Nem, que o atual governo resolverá essa situação.

Bellonni – José Belloni falou que sabe da responsabilidade que pesa sobre seus ombros como representante do distrito de Campo Verde.

O vereador do PSDB fez justiça a um homem que foi incansável na luta pela melhoria do distrito, que foi o saudoso ex-vereador João Crente.

Por dois mandatos, lembro Belloni, João Crentes empenhou-se ao máximo para conseguir as coisas para o distrito que tão bem representou.

O ex-vereador morreu no final do segundo mandato.

Casa cheia – A área reservada para o público ficou pequena, e muita gente ficou em pé. Porém, como a sessão solene foi por demais cansativa, meio-dia, cerca de metade das pessoas já tinha deixado o local.


Quando terminou, havia pouca gente.