quinta-feira, janeiro 12, 2017

Informe JC da edição 225 do JC

Rony fica?
Rony Freitas precisa provar que tem capacidade para permanecer no cargo de secretário de administração no governo que começou dia 1º. As cobranças serão muitas e as desconfianças vem de dentro e de fora do governo. Há ceticismo de muitos integrantes da equipe de Valmir quanto a esse secretário, e ele terá que provar na prática, que estão todos enganados. Os comentários de pessoas que acompanham o andamento de qualquer gestão municipal com maior atenção também não são favoráveis a ele.

E o Kaiser?
Antônio Kaiser ganhou a confiança do prefeito no decorrer da campanha e ganhou a secretaria agricultura. Mas, apesar de ter uma boa relação com o homem do campo, precisa mostrar serviço para permanecer no cargo. No caso dele, seu sucesso vai depender, além de ter que provar sua competência, de apoio do prefeito, pois diferentemente do que ocorre com a SEMAD, que é uma secretaria estruturada, a SEMAGRA precisa de um monte de coisas, como técnicos e infraestrutura para trabalhar. Se não tiver isso, e a maioria dos que passaram por lá não teve, o secretário estará frito.

Sem oposição
Valmir Climaco pode nadar de braçada no começo de sua gestão, pois não foi manifestada, até o momento, nenhuma oposição ao seu governo. Embora ele não tenha reunido particularmente com todos os vereadores, o que se observa de um modo geral é uma falta de disposição para exercer o papel de oposicionista de nenhum dos quinze edis. Se existe alguma expectativa sobre que caminhou vai trilhar a partir do dia 2 de fevereiro, quando a Câmara dará início efetivo à 18ª legislatura é quanto ao vereador Davi Salomão. No mais, parece tudo tranquilo.

A pior Câmara
A composição da Câmara passada foi a pior que há houve na história de Itaituba, assim como a anterior a ela havia sido a pior e a que está começando agora tem tudo para ficar com o título, enquanto durar a 18ª legislatura. Isso se deve muito ao sistema político brasileiro, no qual o Poder Legislativo, em quase todas as esferas e Brasil afora, não funciona como um poder independente, mas, como uma extensão do Poder Executivo. Prefeitos costumam ficar muito aborrecidos quando recebem qualquer tipo de crítica na Câmara. Se a crítica partir de alguém de sua base aliada, então, o bicho pega, e o autor pode cair em desgraça.

E a imprensa?
Prefeitos não se limitam a ficar zangados apenas com vereadores que tecem críticas ao governo. Costuma sobrar, também, para a imprensa, que mesmo tendo contrato para veiculação de propaganda institucional da administração pública municipal, é cobrada quando critica. Querem que se bata palmas para tudo, mesmo que seja coisa errada. Confunde-se a contratação de espaço para veiculação de chamadas institucionais, com a compra do silêncio dos veículos de comunicação. No primeiro governo, Valmir conviveu razoavelmente bem com isso. Vamos ver como se comporta agora.