quarta-feira, janeiro 25, 2017

FPM do dia 10 e do dia 20 foram bloqueados, e o do dia também deve ser

O bloqueio do FPM foi outro assunto tratado pela reportagem do blog, com Valmir, a quem foi perguntado como está essa questão.

“Bloqueado. Está tudo retido. Travou o do dia 10, do dia 20 e a tendência é reter também do dia 30”, disse Valmir.

E como o prefeito vai fazer para pagar a folha de pagamento, pois estamos chegando ao final do mês?

“Olha, nós não tivemos acesso ainda a nenhuma conta bancária da prefeitura. Posso dizer que estamos trabalhando no escuro. Quando sair a senha digital das contas é que nós vamos saber da situação e vamos dizer para a sociedade o que vai ser feito”, afirmou o gestor.  

Ele disse que providências jurídicas estão sendo tomadas.

“Estamos entrando com uma ação contra a ex-prefeito (Eliene Nunes) por apropriação indébita, pois foi descontado e não foi repassado para a previdência social. Vamos entrar com outra ação para tentar fazer o governo federal desbloquear os repasses, pois nós não temos culpa disso. Os advogados estão e vamos esperar a decisão da Justiça. Espero que até o dia 2 ou dia 3 de fevereiro tenhamos uma solução”, disse o prefeito.

A reportagem do blog quis saber do gestor, até quando dá para ir com esse pouco folego.

“Olha, eu acho, que o que vai acontecer é que a gente vai pagar a folha, mas, sem pagar os encargos sociais, e eu não sei até onde isso pode ir. A prefeitura não tem condições de pagar, todo mês, R$ 3 milhões. Não há condições de trabalhar desse jeito.

Esses trabalhos que a prefeitura está fazendo, não custam muito caro. A gente fez as primeiras compras agora em janeiro, para pagar em fevereiro. Estamos na expectativa de resolver esse problema e vamos ver como fica”, falou Valmir.

Outro assunto que não poderia falta na conversa com o blog foi sobre as declarações da ex-prefeita Eliene Nunes, que afirmou ter deixado quase R$ 11 em caixa, e que o débito junto ao INSS não era só dela, mas, também de outras administrações.

“O débito deixado por ela com a previdência foi de R$ 38 milhões, mas, a dívida da prefeitura é de R$ 79 milhões.

Ela cometeu crime quando não informou o valor correto da folha. Ela sonegou, e quando perdeu a eleição ela informou o restante da folha.

A ex-prefeita comunicava uma folha de R$ 3 milhões, quando a folha era R$ 11 milhões. Quando ela lançou isso, a prefeitura ficou inadimplente. Quando ela fez o parcelamento dos governos anteriores, menos do meu, a ex-prefeita assinou um documento autorizando que, no caso de atraso no recolhimento do INSS, o desconto poderia ser feito diretamente do FPM. O resultado é esse, tudo travado”, finalizou Valmir.