domingo, novembro 13, 2016

Das 100 piores cidades, 41 estão no Pará

Das 100 piores cidades, 41 estão no Pará (Foto: Reprodução)
De todo Brasil, o município paraense de Vitória do Xingu é
o segundo pior para se viver (Foto: Reprodução)
O Pará, que há tantos anos é governador pelo PSDB, com intervalo de apenas quatro anos em que Ana Júlia do PT foi governadora, muito ruim, por sinal, ostenta números nada lisonjeiros no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Verdade é que o saudoso Almir Gabriel foi um bom governador. Zeloso no trato da coisa pública, reconhecidamente um bom gestor, ele fez bastante em oito anos de governo.

Já quanto a Simão Jatene não se pode dizer a mesma coisa. Ele se vangloria de ser bom administrador por conseguir manter as finanças do Estado em boa situação, o que é uma obrigação de qualquer governante. 

Uma das condições inquestionáveis para que se tenha uma boa qualidade de vida é manter os índices de violência em patamares civilizados. Isso Jatene não tem conseguido. Também não tem levado desenvolvimento por meio de investimentos em saneamento e educação, itens no qual nosso estado tem números horrorosos.

Por essa e por muitas outras é que o o Pará 41 cidades entre as piores do Brasil em IDH, conforme matéria a seguir publicada no Diário Online, que não deixa dúvida.

Ironicamente, encabeça a lista das piores, a cidade de Presidente Sarney, no Maranhão, em homenagem a um político que atravessou gerações como um dos mais poderosos da República nas quatro últimas décadas. Será que não deu para ele dar uma mãozinha? 

Jota Parente
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Acaba de ser publicado mais um estudo que atesta algo lamentável, mas que todo paraense sente na própria pele, dia após dia: o Estado oferece péssima qualidade de vida aos seus habitantes. Pesquisa do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), relacionou as 100 melhores e as 100 piores cidades brasileiras para se viver. O resultado é triste para o Pará. Dos 5 piores municípios do Brasil, 3 estão no Estado: Vitória do Xingu, Pacajá e Marituba.

Considerando todos os municípios do País, os pesquisadores elaboraram a lista, analisando 5 fatores fundamentais para a qualidade de vida dos moradores: mobilidade urbana, serviços coletivos urbanos, infraestrutura, condições ambientais e condições habitacionais. Como o Governo do Pará sempre figura entre os que menos investem nesses itens, não é de se estranhar que o Estado seja o pior entre os piores. Dos 100 piores municípios nacionais, o Pará tem nada menos do que 41 cidades na relação. Ou seja, quase metade. 

O ranking foi montado a partir de pontuação dada pelos pesquisadores. Quando mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar do lugar. A nível de comparação, o melhor município do Brasil é Buritizal, no norte de São Paulo, que recebeu índice de 0,951. Vitória do Xingu, o pior do Pará - e segundo pior de todo o País -, ficou com nota 0,474. Em todo o Brasil, a única cidade pior do que Vitória do Xingu é Presidente Sarney, no Maranhão, cujo índice foi de 0,444.

Pior cidade do Pará tem menos de 20 mil habitantes
Considerada a segunda pior cidade de todo o País em qualidade de vida e a pior do Pará, Vitória do Xingu tem números impressionantes. Ao mesmo tempo em que sofre com péssima distribuição de água, saneamento básico e esgoto, o município ocupa uma área de 3 mil quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo, a mais rica e populosa do Brasil, com área de 1.500 quilômetros quadrados. Além das condições de vida e desenvolvimento, há outra enorme diferença entre as duas cidades. Vitória do Xingu tem apenas 15 mil habitantes, enquanto que São Paulo possui exatamente 1 mil vezes mais habitantes: 15 milhões.

São Paulo tem 84 cidades entre as melhores
Enquanto o Pará tem o maior número de cidades entre as 100 piores, no outro lado da tabela aparece o Estado de São Paulo, com nada menos do que 84 municípios entre os 100 melhores. De acordo com a pesquisa, mais da metade dos municípios estão em condições ruins em relação a esgoto, coleta de lixo e atendimento de energia - justamente alguns dos pontos mais fracos do Pará. O pesquisador Marcelo Ribeiro, professor da UFRJ e membro do Observatório das Metrópoles, destaca que o levantamento revela uma grande desigualdade social, com as regiões Sul e Sudeste muito à frente do Norte e Nordeste. (Diário Online)