domingo, outubro 30, 2016

A eleição que ainda não terminou – Parte 1

Resultado de imagem para silhueta de políticoQuem pensa que a eleição de 2 de outubro passado terminou, está muito enganado. Ainda poderá acontecer muita coisa em Itaituba.

Uma das questões pendentes diz respeito à eleição para prefeito, vencida
de forma incontestável pelo ex-prefeito Valmir Climaco.
         
Há, na Justiça Eleitoral local, um recurso da então candidata Eliene Nunes, contra Valmir, sob a alegação de que ele teria adotado prática de caixa 2 na campanha.

Segundo os advogados dela, o ex-prefeito teria declarado valores menores do 
que teria sido gasto em um comício no qual o ministro Helder Barbalho esteve 
presente.

Um advogado consultado pelo blog, disse que pelo fato do vencedor do pleito 
ter obtido votação superior a 50% dos votos, caso o juiz eleitoral entenda que 
as provas são convincentes, a eleição poderá ser anulada. Se entender que 
não há provas que justifiquem tal decisão, pode mandar arquivar o caso.

O candidato Ivan D’Almeida, que foi o segundo colocado, também tem 
interesse nesse recurso.

Porém, seja qual for a decisão do juiz titular da 34ª Zona Eleitoral, será 
uma decisão em primeira instância, cabendo, portanto, recursos para 
segunda instância, o TRE e terceira instância, o TSE.

Ontem, no meu programa na Alternativa FM, abordei esse caso da forma mais 
clara possível.

Pedi que as pessoas prestassem bem atenção para o que eu estava dizendo, 
para evitar qualquer mal-entendido.

Disse que quem vai julgar é a Justiça Eleitoral, e que eu estava apenas 
fazendo conjecturas sobre o que pode ocorrer.

Mesmo assim, no final do programa recebi um telefonema de uma eleitoral de 
Valmir, que me informou ter recebido uma chamada em seu celular feito por 
uma amiga, a qual afirmava que eu teria dito que já estava decidido que a 
eleição teria sido anulada.

Não houve julgamento nenhum, o que deverá acontecer nos próximos dias, 
sem que seja possível afirmar quando, pois isso depende do juiz 
responsável pelo caso. Nada mais além disso.

Assim sendo, o que há, de fato, é uma grande expectativa a respeito da 
decisão que a Justiça Eleitoral irá tomar.