sexta-feira, agosto 19, 2016

Menos dinheiro na campanha e o rigor da lei é igual a menos poluição sonora e visual

O período da campanha eleitoral começou oficialmente na quarta-feira (16).
A partir dessa data, os candidatos terão quarenta e cinco dias para realizar comícios, distribuir material gráfico e fazer passeatas e carreatas.
O movimento nas ruas dos cabos eleitorais e de carros de som com propaganda política nesse início de campanha foi muito tímido, praticamente não existiu; isso é o reflexo da determinação da nova lei eleitoral que impôs teto de gasto para as campanhas e criou normas mais rígidas de controle de doações de dinheiro para os candidatos.
Sem poder gastar como em outras campanhas, os candidatos terão que priorizar os investimentos e, a escassez de recursos pode ser avaliada pela baixa procura por material de propaganda. As gráficas que a essa época, em eleições anteriores, estavam abarrotadas de encomendas, principalmente do tradicional santinho, aquele impresso com a foto e o número do candidato, este ano, o movimento caiu mais de 50% em relação à última campanha.
Por enquanto as gráficas só estão recebendo pedidos de orçamento. Até os candidatos mais endinheirados precisam ter cuidado com seus gastos porque despesa não contabilizada pode cassar o registro da candidatura.

Mas, essa "crise" que atingiu as campanhas tem o seu lado positivo, pois com menos dinheiro disponíveis para gastar, o número de carros de som contratados pelos candidatos será menor; assim teremos menos poluição sonora, menos santinhos derramados nas ruas e até as inconvenientes visitas de cabos eleitorais pedindo voto de porta em porta,  também irão diminuir. E a população, com certeza agradece.   
Jornalista Weliton Lima
Comentário do Focalizando de quinta-feira, 18/08