domingo, agosto 28, 2016

Corpo do 3º PM morto em três dias em Belém ainda está no IML

Dol - O corpo do cabo Erineldo Xavier de Souza, da Companhia Fluvial da Polícia Militar (PM), segue no Instituto Médico Legal (IML). O PM foi morto com um tiro na cabeça, na Rua Osvaldo de Caldas Brito com a Avenida Bernardo Sayão, bairro do Jurunas, em Belém, na noite do último sábado (27).

A expectativa é de que o velório do PM ocorra a partir da tarde deste domingo (28) na Igreja dos Capuchinhos; o sepultamento seja realizado na manhã de segunda-feira (29).

Erineldo estava de folga e à paisana. Segundo informações do interativo da PM no local, o policial militar teria reagido a uma tentativa de assalto, após ser abordado por dois criminosos.


Os suspeitos teriam sido identificados como "Alessandro" e "Beroto". Na noite de sábado também foram citados pela PM denominações como "Biruta" e "Rosinha".

Durante a madrugada, uma pessoa identificada como "Leonardo", que seria imão de "Beroto", e outro homem teriam sido assassinados no mesmo bairro, informações que ainda não foram confirmadas. Não se sabe ainda também se as possíveis mortes possuem relação com o homicídio do PM

3º PM MORTO EM 5 DIAS

O crime é mais um caso que aumenta as estatísticas da violência contra policiais no Pará. O cabo Fernando César Forte da Câmara, 33 anos, lotado no 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi baleado com um tiro na cabeça, no início da madrugada do dia 25, no bairro Castanheira, em Belém, atrás de um shopping center, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Na última terça-feira (23), o cabo da PM Márcio José Soares de Farias, 34, foi morto durante uma abordagem, no bairro das Flores, em Benevides, na região metropolitana de Belém.

EXPLICAÇÕES
A reportagem do DOL entrou em contato com a Polícia Civil para saber se há novidades nas investigações do caso. Também entramos em contato com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Segup) e Polícia Militar (PM) para saber que medidas estão sendo tomadas para evitar os índices de violência na Grande Belém e mesmo para proteger os policiais, que deveriam garantir a segurança da população.