terça-feira, maio 31, 2016

Prefeitura vai gastar R$ 300 mil no shopping popular, enquanto setores da administração municipal estão espalhados pela cidade

A prefeitura resolveu desembolsar mais de trezentos mil reais para construir um shopping popular numa das áreas mais valorizadas da cidade. Quando ficar pronto, o local deve abrigar cerca de sessenta vendedores ambulantes.
A medida atende a uma recomendação do Ministério Público para a administração municipal desobstruir as calçadas e passeios públicos do centro da cidade.
A recomendação poderia ser cumprida simplesmente com a retirada dos camelôs das calçadas, mas a prefeita resolveu investir trezentos e treze mil para acomodar os vendedores ambulantes.
Do ponto de vista político, essa obra pode até ser importante para a prefeita, mas é questionável quando se avalia a utilização desse espaço para a construção desse shopping popular; não que os ambulantes não mereçam um local para se estabelecerem como empreendedores; não é esse o questionamento. O temor é que com as administrações sempre muito frouxas e às vezes até desleixadas, esse empreendimento venha atrair mais ambulantes que o previsto e não resolva o problema das ocupações irregulares.
Esse investimento também é criticado por quem gostaria de ver esses recursos sendo usados para recuperar o prédio da prefeitura na travessa 15 de agosto que está abandonado, enquanto as repartições públicas municipais estão espalhadas por vários pontos da cidade e os alugueis representam uma sangria considerável para os cofres públicos.
Todos esses questionamentos são compreensíveis, mas o problema é que a lógica dos políticos nunca é a lógica da população.    
Jornalista Weliton Lima.

Artigo veiculado no telejornal Focalizando, quinta-feira, 26/05/2016