sexta-feira, abril 29, 2016

MPF paga quase R$ 19 mil de aluguel em Itaituba, mas continua atendendo em Santarém

O Ministério Público Federal, órgão essencial à Justiça já está presente em Itaituba, mas ainda não de fato e de direito, porque embora o órgão já tenha instalações  prontas para abrigar os seus servidores aqui, sua estrutura funcional continua em Santarém.
A previsão de inauguração que era para o mês de março, não se cumpriu. Enquanto isso, quem mora nos municípios de Novo Progresso, Jacareacanga, Aveiro, Trairão e Itaituba, caso queira recorrer ao Ministério Público Federal, terá que se deslocar até Santarém para fazer denúncia.
É claro que existem outros meios para isso, mas, nem todos tem acesso ou dominam a tecnologia necessária para fazê-lo, além de que a maioria das denúncias ainda se faz pessoalmente, e numa região tão carente de atendimento por parte da Justiça é injustificada a ausência do Ministério Público Federal aqui na região do Tapajós.
Quando afirmo que essa ausência é injustificada é porque há um prédio alugado e estruturado para receber os servidores do órgão; aliás, o aluguel do prédio está vigente desde o final do mês de novembro do ano passado ao custo de quase R$ 19 mil ao mês, de acordo com publicação do Diário Oficial da União. 
Esse questionamento é ainda mais pertinente quando se sabe que em outros municípios com menor demanda, o Ministério Público Federal, funciona e atende muito bem o seu público, mas aqui em Itaituba, com uma estrutura muito mais adequada  em comparação a outras cidades, o MPF ainda não abriu as suas portas para população, e considerando  o que está sendo gasto com o pagamento de aluguel de um prédio fechado, pode se dizer que em termos de gestão de recursos públicos o MPF, nesse caso específico de Itaituba não está dando um bom exemplo.


Jornalista Weliton Lima, comentário do telejornal Focalizando, quinta, 28/04/16