quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Mirabela demite todos os trabalhadores e encerrará operação em março

Atualmente a mineradora empregava diretamente cerca de 400 funcionários.

Numa reunião realizada com os trabalhadores na manhã desta quarta-feira (17) a Mirabela Mineração do Brasil informou que todos os funcionários serão demitidos (cumprindo aviso prévio trabalhado) e que a empresa será fechada temporariamente.

Segundo um funcionário relatou ao Giro Ipiau, o gerente financeiro da mineradora, Milson Mundin, destacou que a Mirabela tem 45 milhões de créditos de ICMS, e a diretoria estava, desde outubro do ano passado, tentando receber esse dinheiro, que por lei, pertence a empresa.

Ainda segundo o gerente, os acionistas só iriam continuar investindo com a condição do recebimento dos créditos do governo estadual. Isso daria sobrevida a empresa, por um período, até um eventual aumento no preço do níquel. Os funcionários fizeram cadastramento do aviso prévio, e caso a empresa volte ás operações, os mesmos serão contratados novamente. A operação será paralisada no dia 20 de março. Um pequeno grupo do atual quadro continuará trabalhando após o encerramento para dar manutenção em equipamentos e cuidar de processos burocráticos, condicionantes, meio ambiente e outros.  A assessoria de comunicação da Mirabela irá divulgar uma nota ainda nesta quarta-feira (17), informando mais detalhes sobre o encerramento das atividades da empresa.

Atualmente a mineradora empregava diretamente cerca de 400 funcionários. A Mirabela, situada no município de Itagibá, iniciou a exploração do níquel sulfetado no final do ano de 2008. Época em que a libra do minério era vendida em torno dos U$$ 12,00. Quando a crise no setor começou a surgir e o valor despencar para 8 dólares a libra, a empresa já estaria operando com prejuízo, segundo informou numa entrevista ao GIRO, Milson Mundin, gerente financeiro da Mirabela. Com a atual desaceleração econômica vivida na China, maior comprador do níquel, o valor do minério vem despencando a cada dia, o que segundo os investidores, torna a exploração inviável. (Giro em Ipiaú).

Fonte: Mídia Bahia