sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Aos santarenos: Reciprocidade é uma via de mão dupla

Leitor aborda comentário de Weliton Lima sobre concessão da BR 163

Muito bem colocadas as palavras no comentário do jornalista Weliton Lima, repercutido por esse blog que eu costumo acessão aqui da capital amazonense para me inteirar sobre os acontecimentos da região onde nasci, a respeito dessa questão da concessão da BR 163, que inicialmente só está prevista vir até Miritituba, mas, que o pessoal de Santarém quer que vá até lá.

Será ótimo se for, mas, por ser uma concessão que vai ser tocada por um particular, não vai ser fácil acontecer, porque no capitalismo o lucro tem que estar à frente de tudo, antes de tudo, mais que tudo. É assim que funciona no mundo inteiro, e não vai ser nesse caso que será diferente.

O governo vai agilizar o asfaltamento do trecho Campo Verde – Rurópolis? Se houver vontade política, será que o governo terá dinheiro em caixa para isso?
A demanda que por enquanto não é nem de longe parecida com a que já existe hoje até Miritituba, vai interessar aos candidatos?

Existem muitas perguntas sem resposta.

Outra coisa que chama minha atenção é a solidariedade dos prefeitos dos municípios que fazem parte dessa região, que se apressaram em dizer que apoiam o pleito de Santarém.

Acho que eles estão certos, e de certa forma dão um tapa de pelica nos santarenos, que só tem olhos para eles mesmos. Parece que os outros municípios não existem, pois suas demandas nunca encontram eco nos políticos santarenos, ou na comunidade em geral daquele município.

Lembram do Movimento Pela Criação do Estado do Tapajós? Durante muitos anos ficou restrito ao território santareno, como se somente lá fosse algum dia ser emancipado.

Seria muito bom se a gente tivesse a estrada toda muito bem asfaltada até Santarém. Todos serão beneficiados no dia que isso acontecer. Quiçá seja mais rápido do que vem sendo feito. Quem dera que pudesse ser logo agora na esteira dessa concessão. Mas, que o episódio sirva para os santarenos olharem com olhares diferentes para os seus irmãos, dos municípios irmãos, que fazem parte de sua mesorregião. Aí, a partir do momento em que entenderem que uma mão lava a outra, que a união faz a força, talvez a solidariedade passe a ser uma prática comum, e não uma exceção, como é o caso presente.

Em tempo: Até o ano de 2004 eu viajava constantemente para essa região de Itaituba e outros municípios próximos, o que me fez conhecer bem a realidade de vocês.

Atayde Braz Mota de Oliveira

Monte-alegrense residente em Manaus