segunda-feira, janeiro 25, 2016

Você virou escravo do WhatsApp?

Marilene Parente
Você vivia uma vida boa, almoçava com a sua família, conversava com as suas amigas, prestava atenção nas reuniões do trabalho e socializava nas festas, até que de repente, você o conheceu: o WhatsApp. Ele te conquistou logo de cara e jurou que se você ficasse com ele, teria na palma das suas mãos todas as pessoas que você mais amava ao mesmo tempo. Mas, você descobriu que ele consome todo o teu tempo, criando problemas em praticamente tudo que você faz.
E quando você percebe a tempo que está exagerando, que o zap está começando a atrapalhar seu dia a dia, eis que silenciar os grupos no WhatsApp parece ser a melhor solução. Silenciar por UM ANO então, só pode ter sido obra divina! Mas nem tanto. Porque agora a vida acontece no WhatsApp, e se você não acompanha, é como se você não existisse! “Poxa, nem me convidou para a sua festa de aniversário…”, resposta: “Mas eu convidei, mandei um WhatsApp, você não leu?”
A culpa é toda sua. Todos esperam que você leia os seus WhatsApps, como se cada um fosse único! Pessoas terminam relacionamentos não só por causa do WhatsApp como também por WhatsApp, por isso fique esperta, você corre o risco de manter o seu status “Em um relacionamento sério” sozinha, só porque não leu a última mensagem do seu (ex)-namorado.
Por onde passo, vejo grupos de pessoas próximas fisicamente umas das outras, mas, ao mesmo tempo distantes, como zumbis perambulando pela vida. Estão ligadas nas redes sociais, principalmente o WhatsApp que se transformou em uma febre contagiosa que pode causar muitos problemas na saúde da convivência, até no seio da família.
            Conheço pessoas da mesma família, que sentam perto umas das outras, mas, que não mantém nenhum laço nesses momentos, porque cada um tem um celular na mão, zapeando pra lá e pra cá incessantemente, como se o tempo fosse acabar e essa fosse a derradeira coisa que pudesse fazer na vida antes de tudo terminar.
            Enquanto eu produzia este artigo, visitei diversas páginas na internet, que tratavam do assunto. Encontrei diversos depoimentos que achei muito interessante. Resolvi compartilhar alguns com os leitores, na esperança de que eles possam ajudar nessa discussão sobre até onde vai a normalidade do uso das redes sociais.
            O WhatsApp é um aplicativo que foi feito para facilitar nossas vidas e não nos atrapalhar. Basta saber usar essa ferramenta de maneira construtiva para economizar tempo, rir, estudar, papear e não se deixar envolver de tal maneira que a convivência seja afetada. Odontologia 7º período, Caxias.
Grupo: Francine Bittencourt, Jéssica Alvares, Larissa Frazão, Nathalya Lübe, Stephany Soares e Thayane Vieira
Adorei o tema, pois as pessoas ficaram mergulhadas em um mundo totalmente virtual e esquecem, ou sem ao menos serem capazes de perceber o quanto é importante o toque, o abraço , o cheiro, o beijo, ou seja, o ao vivo. Nada de ambientes virtuais sem controle, e sim, vamos voltar um pouquinho para o tradicional olho no olho ao vivo; é muito mais prazeroso. (Patrícia de Vasconcelos Costa Nunes)
Apesar do WhatsApp tirar todo seu foco, atenção, você não conseguir desgrudar mais do telefone, ele tem uma ótima serventia para a comunicação rápida e econômica, mas que ele tem tirado atenção de todos isso é fato; as pessoas sentam uma do lado da outra e não se falam, só teclam. (Anônima)
Não tenho intenção de convencer ninguém a parar de usar as redes sociais, no caso presente, especificamente o WhatsApp. O objetivo é chamar atenção de quem se prejudica por causa de seu uso excessivo, pois tudo que é demais faz mal. O WhatsApp é muito útil até no trabalho, dependendo do que cada um faz. O problema é usar na medida certa.

Artigo publicado na edição 209 do Jornal do Comércio