quinta-feira, janeiro 07, 2016

Começamos 2016 na mesma toada quanto à violência no trânsito

O ano de 2016 começou na mesma toada de 2015, quando se tratar de números de acidentes de transito e, se nenhuma medida de impacto for tomada para conter a essa violência alarmante que se instalou no nosso trânsito, só Deus sabe como iremos fechar essa estatística no final deste ano.
Proporcionalmente ao número de habitantes, Itaituba tem mais vitimas de transito que Santarém, que tem uma frota de veículos quase três vezes maior que a nossa. E porque isso acontece? Porque aqui em Itaituba mais que em qualquer outro lugar do Brasil, as leis não são respeitadas, ninguém obedece a sinalização do transito.
Na transamazônica os motociclistas usam a pista dos ciclistas para fazer ultrapassagens, avançando inclusive a faixa de pedestre, menores dirigem despreocupadamente tanto faz ser de dia como de noite, motoqueiros trafegam sem capacetes, carregando três, às vezes até quatro pessoas numa moto.
Todas essas irregularidades fazem parte do rol das imprudências que são praticadas diariamente nas ruas de nossa cidade, mas de todas essas cenas de irresponsabilidades a mais absurda que já assisti foi ontem à noite, duas mulheres trafegando numa moto e a carona levando uma criança de colo sentada em uma de suas pernas.
Imaginem só o risco que corria aquele bebe. São imprudências como essa que acabei de citar que colocam o transito de Itaituba entre os mais caóticos do Brasil e só há uma forma de fazer condutor irresponsável entrar nos trilhos da lei, que é fiscalização rigorosa, mas como fazer essa fiscalização se os órgãos competente estão desaparelhados para fazer o seu trabalho.
O Detran não tem nem um centímetro de espaço no seu pátio para recolher os veículos irregulares e a COMTRI precisa passar por uma reestruturação que lhe dê autonomia financeira, aumentar o numero de agentes e garantir condições ideais para o trabalho de rua dos agentes e assim, melhorar a imagem do órgão junto a opinião publica. Mas o desafio de humanizar o trânsito deve ser uma tarefa de todos, e a sociedade também precisa assumir a sua parte de culpa nessa historia.
A família tem um papel decisivo na mudança desse quadro de violência que se instalou no transito, impedindo que seus filhos façam do seu transporte uma arma que está tirando a vida de muita gente; e as vitimas em sua grande maioria são jovens que estão ingressando ou prestes a ingressar no mercado de trabalho. Sem o envolvimento da sociedade nessa luta, infelizmente vamos continuar assistindo em 2016 mais e mais famílias chorando a perda de seus entes queridos...

Jornalista Weliton Lima, comentário do Focalizando desta quinta, 07/01/2016