quinta-feira, dezembro 31, 2015

Quando a vaidade é maior do que a ousadia, o fracasso pode bater à porta, nos negócios, ou na política

Assisti a uma entrevista muito interessante, do empresário Geraldo Rufino, concedida a João Dória Jr, no final da semana passada.

Ele disse que quebrou algumas vezes, para depois recomeçar, até chegar aonde se encontra atualmente.

Em 2015 seu faturamento foi de R$ 50 milhões, estimando que vai chegar a R$ 70 milhões em 2016, com ou sem crise.

Perguntado por que havia quebrado há alguns anos, ele respondeu que todas as vezes que faliu, foi por sua culpa.

Afirmou que nunca terceirizou a culpa, e que a ousadia do empresário misturou-se com um grande componente de vaidade, e aí, deu com os burros n’água.

Transportando isso para o cenário político itaitubense, parece que a vaidade da prefeita Eliene Nunes tem sido maior do que sua ousadia, que aliás, quando se trata de política, tem sido muito tímida, e até na contramão do que rezam as tradições políticas, posto que ela se livrou das lideranças que a conduziram ao cargo de prefeita e não tem conseguido lá grandes aquisições.

Com a experiência de quem viveu quase um mandato inteiro em Brasília, o ex-deputado Dudimar Paxiúba me chamou atenção para alguns detalhes sobre essa questão da perda do PSD pela prefeita, ou de qualquer outro partido, em qualquer município do porte ou até maior do que Itaituba.

Ele lembrou que deputado federal está sendo disputado a tapa em Brasília, seja pela presidente Dilma Rousseff, ou pela oposição a ela, nesses momentos de grande turbulência da política nacional.

Mas, não bastasse isso, disse Dudimar, o único político com mandato que leva verba do Fundo Partidário para qualquer partido é o deputado federal.

Nem, prefeito, nem governador, nem deputado estadual, nem senador, nem presidente da Republica leva. Apenas o deputado federal faz isso.

Então, para ele, o lance do deputado federal Chapadinha ter tomado o partido da prefeita Eliene Nunes é absolutamente normal, e atende às regras do jogo político.

Kassab não tem nada contra Eliene, com quem sempre se muito deu bem. Apenas fez a mexida que entendeu que precisava ser feita no tabuleiro da política, naquele momento.

Ocorre que depois que o blog do Jota Parente noticiou que o ex-prefeito Valmir Climaco estava tentando tomar o PSD da prefeita, muitos comentários raivosos e xingamentos foram feitos.

O tempo se encarregou de provar que a notícia era quente.

Eliene, pouco depois que a informação foi veiculada, foi alertada por uma pessoa que priva de sua amizade, que lhe falou que ela deveria sair do PSD enquanto era tempo, pela porta da frente, para evitar um possível desgaste futuro.

Mas, ela não deu ouvidos.

Pelo contrário! Ainda argumentou que estava mais forte do que nunca, pois o presidente nacional do partido, o ministro Gilberto Kassab havia lhe entregado o PSD mulher, em todo o estado do Pará.

Poucos dias depois, o castigo chegou a galope.

A vaidade foi mais forte do que a ousadia, impedindo que Eliene fizesse uma avaliação madura da situação.

E como disse Geraldo Faustino, quando a vaidade é maior do que a ousadia, o empresário quebra. E isso também pode muito bem ser dito sobre a atividade política.


E quanto à possibilidade de ela conseguir desgastar Valmir por causa desse fato, não parece muito provável, pois o contribuinte tem coisas muito mais urgentes para se preocupar neste momento.