sexta-feira, novembro 06, 2015

Operação prende vereador e policiais em garimpo ilegal de Mato Grosso

PF deflagrou a operação 'Corrida do Ouro' em Pontes e Lacerda.
Alvo é quadrilha que explora garimpo ilegal na Serra da Borda.


Garimpeiros exploraram partes superior e inferior da serra (Foto: Reprodução / TVCA)G1 - Um vereador e cinco policiais civis e militares foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (6) durante a operação "Corrida do Ouro". A operação tem como alvo uma quadrilha responsável por explorar um garimpo ilegal situado na Serra da Borda, região de Pontes e Lacerda (a 483 km de Cuiabá).
Nos últimos dois meses o local atraiu um contingente de garimpeiros profissionais e ocasionais que chegou a atingir sete mil pessoas, mas a Justiça Federal determinou a desocupação da área por não existir autorização para atividade mineradora.
Um vereador e cinco policiais civis e militares foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (6) durante a operação "Corrida do Ouro". A operação tem como alvo uma quadrilha responsável por explorar um garimpo ilegal situado na Serra da Borda, região de Pontes e Lacerda (a 483 km de Cuiabá).
Nos últimos dois meses o local atraiu um contingente de garimpeiros profissionais e ocasionais que chegou a atingir sete mil pessoas, mas a Justiça Federal determinou a desocupação da área por não existir autorização para atividade mineradora.
Controle do garimpo
“Identificamos núcleos de atuação, sendo policiais e não policiais que andavam armados pelo local, extorquindo garimpeiros e tomando conta do comércio no garimpo. Ou seja, eles desenvolviam diversas atividades no garimpo quando na verdade deveriam cumprir o seu papel como policiais e não como gerentes daquele local, tendo em vista que são pessoas que tem conhecimento da lei”, criticou o delegado.
Os policiais envolvidos, segundo as investigações da PF, conseguiam obter diversas vantagens financeiras se aproveitando da atividade garimpeira. Até mesmo cobrando quantias de mulheres que se prostituíram na região. Não existe uma ideia concreta do quanto era cobrado, mas os policiais acreditam que os valores variam por tipo de serviço, entre 20% a 25%.
Devido às prisões durante a operação nesta sexta-feira, a Polícia Civil informou que vai apurar o envolvimento de policiais em um inquérito. A Polícia Militar informou que o militar da reserva deverá responder, provavelmente, a uma ação penal na Justiça comum. Por sua vez, a Secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp) de Mato Grosso informou que integra as investigações sobre a quadrilha presente no garimpo e que lamenta o envolvimento de policiais, os quais deverão ser punidos por desvio de conduta.