sexta-feira, novembro 13, 2015

EUA dizem ter atingido Jihadi John em ataque aéreo na Síria

O famoso carrasco do Estado Islâmico apelidado de Jihad John, que aparece em vários vídeos do Estado Islâmico executando reféns, foi alvo de um ataque aéreo americano na Síria na quinta-feira, informou o Pentágono. O porta-voz Peter Cook não informou se Mohamed Emwazi morreu, mas fontes do departamento de Defesa dos EUA afirmam ter quase certeza de que o jihadistas foi atingido e abatido na ofensiva.
'Os resultados da operação realizada durante a madrugada estão sendo avaliados e informações adicionais serão dadas quando for apropriado', segundo comunicado do Pentágono.
Mas às emissoras ABC e CNN, funcionários da Casa Branca afirmaram que Emwazi estava no veículo na hora do ataque, conduzido por um drone. Outra fonte afirmou que as autoridades sabiam que era o carrasco na hora de lançar a ofensiva realizada na cidade síria de Raqqa, reduto dos jihadistas no Norte do país.
Em depoimento televisionado, o primeiro-ministro David Cameron disse não ter certeza de que o extremista foi morto na operação descrita por ele como um esforço conjunto entre os EUA e o Reino Unido. Ele também classificou a ação como um ato de defesa, chamando o jihadista de 'matador bárbaro'.
— Se a operação foi bem sucedida, e nós estamos esperando pela confirmação, será um ataque no coração do Estado Islâmico — afirmou o premier. — Foi um ato de defesa. Foi a coisa certa a ser feita.
Emwazi, um cidadão britânico, nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana que se mudou para o Reino Unido em 1993, quando o jihadista tinha apenas seis anos. Ele se formou em Ciências da Computação pela Universidade de Westminster e se mudou para a Síria em 2012, onde se juntou ao Estado Islâmico.
Desde então, se tornou um dos principais protagonistas das execuções de prisioneiros realizada pelos jihadistas. Entre suas vítimas há jornalistas, trabalhadores humanitários e soldados sírios. Na última vez em que foi visto, ele executou os japoneses Kenji Goto e Haruna Yukawa.
'Ele participou em vídeos que mostram os assassinatos dos jornalistas americanos Steven Sotloff e James Foley, do voluntário americano Abdul-Rahman Kassig, dos voluntários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto e outros inúmeros reféns', detalha o departamento de Defesa.
Mesmo sumido dos vídeos desde janeiro, as autoridades americanas disseram à CNN em julho que ele estava vivo e escondido perto de Raqqa. Analistas descrevem o terrorista como um sádico, relatando que ele obrigou um de seus reféns a dançar tango com ele.
O governo do Reino Unido e as famílias cujos parentes foram executados por Emwasi receberam notificações sobre a operação. Diane Foley, a mãe de James Foley, disse à ABC que a morte do jihadista seria 'um pequeno consolo para nós'.