quinta-feira, novembro 05, 2015

Com população bem maior do que diz o IBGE, Itaituba perde dinheiro

O esforço do governo municipal em convencer o IBGE a fazer a revisão do censo populacional de Itaituba, até o momento não surtiu resultado, e como o critério de repasses das transferências constitucionais para os municípios é populacional, mês após mês Itaituba vem deixando de receber um percentual maior de recursos como, por exemplo, do FPM - Fundo de Participação dos Municípios.
Nesse momento de crise, um dinheirinho a mais nos cofres da prefeitura seria como um bálsamo para aliviar o sufoco da administração municipal em saldar alguns de seus compromissos pendentes, e até quem sabe comprar mais asfalto que é o que toda a população deseja nesse momento.
Oficialmente, o município de Itaituba possui noventa e oito mil quatrocentos e quarenta e seis habitantes; essa é a população estimada pelo IBGE; e nessa peleja para que esse número seja revisto, o governo municipal poderá se utilizar a seu favor de um argumento muito forte que é o número de eleitores do município.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, Itaituba possui atualmente setenta e um mil e quinhentos e noventa e oito eleitores, ou seja, a diferença entre o numero de habitantes e de eleitores está ficando cada dia menor e baseado nesses dados pode-se inferir que há algo errado, ou com o número de eleitores, ou então com número de habitantes, o que é o mais provável.
Em Santarém, por exemplo, a população é de duzentos e noventa e dois  mil e quinhentos e vinte habitantes e o número de eleitores é de duzentos e quatro mil novecentos e oitenta e três.
Em Altamira, que é um município com muitas similaridades com Itaituba, a população estimada pelo IBGE é de cento e oito mil e trezentos e oitenta e dois habitantes, e os eleitores cadastrados pela justiça eleitoral são sessenta e oito mil setecentos e quarenta e quatro.
Por esses dois exemplos, dá para ver que a margem entre o número de habitantes e o de eleitores é bem maior que a de Itaituba e com base nessas informações a administração municipal pode fortalecer os seus argumentos e voltar a questionar junto ao IBGE uma nova revisão do censo, pois com essa defasagem no número de seus habitantes, o município deixar de receber entre quinhentos e seiscentos mil reais por mês, segundo cálculos da Confederação Nacional dos Municípios.
Por outro lado, esse prejuízo que o município está tendo agora deve servir de lição para os próximos gestores que costumam dar de ombros, quando os agentes do IBGE batem na porta da prefeitura em busca de apoio para realizar o censo decenal.

Jornalista Weliton Lima, comentário do telejornal Focalizando, quinta-feira, 05/11/2015