quinta-feira, agosto 13, 2015

A praia de Alter do Chão continua linda. E limpa

A praia de Alter do Chão continua linda. E limpa (Foto: Octavio Cardoso)

Um estudo de balneabilidade comprovou que as águas das praias da vila balneária de Alter do Chão, em Santarém, região Oeste do Pará, estão próprias para o banho. Na manhã de ontem (12), a prefeitura divulgou o resultado. No início do ano, o Ministério Público Estadual divulgou dados mostrando que, em 2014, foram registrados 13 casos de hepatite A na vila. No entanto, ainda não se sabe a origem dos casos. Por isso, o órgão solicitou à Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) um estudo técnico para saber o nível de contaminação da água da praia. 
Na época, o estudo de análise microbiológica foi realizado pelo laboratório interdisciplinar em Biologia Aplicada. As coletas foram realizadas em duas etapas, a primeira no dia 10 de fevereiro, a segunda no dia 14 de fevereiro. Por ter chovido na vila, foi preciso esperar 48 horas para a segunda coleta, para não ocorrer alteração. Porém, o resultado apresentado apontou altos índices de contaminação de coliformes totais e termotolerantes. A notícia repercutiu de forma negativa, prejudicando até mesmo o turismo em Alter do Chão, e causando total desânimo entre os moradores. Mesmo assim, não houve divulgação de novos registros da doença.

PONTUAL
A nova pesquisa também foi realizada pela Ufopa, através do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas, coordenado pelo professor Reinaldo Peleja, do laboratório de Biologia Ambiental da instituição. O novo estudo surgiu a partir de um pedido da Prefeitura Municipal de Santarém. “É importante deixar claro à população que o estudo da balneabilidade é a pesquisa das condições da água para o uso da recreação, do lazer. A partir desse relatório podemos assegurar para a população que as águas de Alter do Chão estão próprias para banho”, reforçou o secretário municipal de Meio Ambiente, Podalyro Neto. O professor Peleja avaliou que a primeira pesquisa foi pontual. “É bom deixar claro que esse trabalho de agora não é comparativo. Ele está sendo realizado em cima dos padrões de repetição das coletas que se tem para tirar uma média. Não tivemos acesso aos dados da primeira coleta”, esclareceu.
(Diário do Pará)