quinta-feira, julho 09, 2015

Com essa crise, o ouro volta a ser a salvação da nossa economia

Desde 1990, quando o plano Collor confiscou as cadernetas de poupanças, a economia de Itaituba não apresentava sinais tão evidentes de estagnação e, talvez nem naquela época tenha havido tantos estabelecimentos fechados no centro comercial como se tem hoje.
E esse não é o único indicador a preocupar a classe empresarial. Nas lojas as vendas, principalmente as de bens duráveis, despencaram no último trimestre e as demissões no comércio já estão acontecendo, e esse quadro recessivo deve se agravar ainda mais porque a inadimplência anda nas alturas, pois de acordo com dados do serviço de proteção ao credito, quase 30% dos clientes do comercio estão com o nome sujo na praça. 
Na construção civil, o adiamento da data de lançamento do edital para a construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós fez murchar a bolha imobiliária que surgiu há uns dois anos.
Os negócios no ramo da construção civil, que é um dos segmentos da economia que mais gera empregos, estão praticamente parados e a escassez de clientes fez aumentar oferta de imóveis, tanto para venda como para aluguel, e quem pegou dinheiro emprestado para construir, está enfrentando dificuldades para pagar os bancos; e o pior é que o governo ainda aumentou os juros e reduziu o valor desse tipo de financiamento.
Além disso, os bancos estão mais seletivos na hora de fechar novos contratos e o resultado disso foi uma desaceleração completa do setor,  levando várias imobiliárias a fechar as portas.
Como os empreendimentos que já se instalaram e os que ainda estão em fase de instalação no distrito de Miritituba não geraram os postos de trabalho que muita gente imaginava que fossem criados, a economia do município, mais uma vez, está se valendo do ouro. Mesmo com todos os problemas que a mineração enfrenta, ainda assim, movimenta em Itaituba trinta milhões de reais ao mês, segundo dados da AMOT, e na batida desse ritmo o ouro é que deve continuar alimentando a economia do município pelos próximos meses ou quem sabe, até pelos próximos anos, pois é impossível nesse momento prevê até quando essa crise vai
durar...

      Weliton Lima, jornalista, comentário veiculado no telejornal Focalizando, hoje