segunda-feira, janeiro 16, 2017

Ganhadores da 7ª Edição da Bolada Show de Prêmios

A Bolada Show de Prêmios de sábado passado, 14 de janeiro, teve um total de 492 ganhadores, no sorteio transmitido ao vivo pela Rádio e TV Tapajoara, às 11:15.

Vanessa Oliveira da Silva, que reside em Miritituba, à rua União, número 152, no distrito de Miritituba, ganhou o prêmio de R$ 20.000,00. Ela comprou a cartela de número 048.993.

Manuel Raimundo da Conceição, que mora no Vale do Tapajós, na 36ª Rua, número 30, levou para casa R$ 2.000,00 com a cartela número 111.427.

Também ganhou R$ 2.000,00, Francisco Pereira da Cunha, da 5ª Rua, número 39, do bairro da Paz. Sua cartela tinha o número 053.288.

Houve, ainda, 33 ganhadores com 16 pontos e 6 ganhadores com 17 pontos.

Além desses três prêmios maiores, a 7ª Bolada Show de Prêmios, Especial APAE contemplou, também, os ganhadores da Raspadinha, que totalizaram 450.

O endereço da Bolada Show de Prêmios é na 5ª Rua da Cidade Baixa, em frente ao Carrossel do Manelão.


 
Vanessa Oliveira da Silva
Ganhadora do prêmio de R$ 20 mil

Manuel Raimundo da Conceição
Ganhou R$ 2 mil

Francisco Pereira da Cunha
Ganhou R$ 2 mil

Por que a China está investindo bilhões para se tornar uma potência global do futebol?

Meninos treinam em aula de futebol em Guangzhou  Reconhecida por seus feitos na tecnologia e na indústria, a China prepara-se para um salto que está sendo tratado por especialistas como uma nova revolução: investimentos de bilhões de dólares devem colocar o gigante asiático em definitivo no mapa do futebol internacional, mesmo que ainda esteja longe de ser o país da bola.

BBC Brasil - A segunda maior economia do mundo não tem medido esforços para abrir as portas de um mercado que, até pouco tempo atrás, a tinha como carta fora do baralho. Mas o jogou mudou.
Desde o início de 2015, a China investiu US$ 2 bilhões (R$ 6,44 bilhões) no gigantesco mercado de futebol europeu para comprar fatias ou a totalidade de clubes como o AC de Milão (Itália), o Inter de Milão (Itália) e o Manchester City (Inglaterra).
Também há quem diga que o Liverpool e o Hull City, ambos da Inglaterra, estão na mira dos fundos de investimentos chineses.
E, nos últimos meses, a jovem Superliga da China desembolsou algumas centenas de milhões de dólares para comprar o passe de grandes estrelas do futebol internacional, como o brasileiro Oscar, que deixou o Chelsea (Inglaterra) para jogar pelo Shanghai SIPG.
A operação foi estimada em US$ 73 milhões (R$ 235 milhões), valor que, se confirmado, supera o antigo recorde da contratação do compatriota Hulk para o mesmo time.

Prioridade

O futebol na China virou uma prioridade do governo do presidente Xi Jinping, ele próprio um fã do esporte.
Por trás dessa espécie de força-tarefa coletiva, que dominou o país nos últimos dois anos e envolve governo e empresas (estatais, ou não), há uma série de motivos.
O primeiro deles está no fato de a economia chinesa vir reduzindo o ritmo de expansão, depois de décadas de crescimento de dois dígitos.
Os chineses estão obcecados com a ideia de buscar novas fontes de renda para o país, sobretudo no setor de serviços, tecnologia e inovação ─ a bilionária indústria do esporte tem no futebol seu mercado mais bem-sucedido e um pouco de cada um desses elementos.

Presos seguem as próprias regras, dizem agentes penitenciários de 6 Estados

UOL - Os recentes massacres de presos no Norte do país jogaram luz sobre a rotina de um grupo que sofre com as condições precárias do sistema carcerário brasileiro: os agentes penitenciários. Ao UOL, oito profissionais de seis Estados relataram uma rotina de medo, insegurança e falta de estrutura para trabalhar. Por temor de represálias, sete deles só aceitaram dar entrevista sob condição de não ter o nome revelado.

Rebelião no Complexo do Curado, em Recife, em janeiro de 2015
O Conselho Nacional de Política Criminal, do Ministério da Justiça, recomenda a média de cinco presos por agente. No entanto, os depoimentos ouvidos pela reportagem mostram que há escassez de carcereiros e superlotação de criminosos, combinação que faz com que os presos não se sujeitem às regras das unidades e a sensação de segurança seja nula.

Segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e de governos estaduais, todas as unidades prisionais citadas neste texto estão superlotadas. Também por essa razão, em vez de servirem para punição e ressocialização de infratores, as unidades prisionais viram locais onde bandidos cometem novos delitos e recrutam mais integrantes para facções criminosas.
Eles fazem o que eles quiserem, quando eles quiserem e na hora em que eles quiserem. Você fica preso sem estar preso."

Agente do Rio de Janeiro
"Nossa segurança é Deus"

No cotidiano descrito pelos agentes, a insegurança é total em lugares onde, em teoria, os criminosos estariam neutralizados. Dois agentes do Rio de Janeiro contaram que já viram colegas serem agredidos por detentos. No Complexo do Curado, no Recife, presos ficam com as chaves das celas e teriam mais armas que os agentes de plantão. 

até as algemas necessárias para o transporte de presos estariam em falta.
"A nossa segurança é puramente Deus", diz um agente do Rio.
As condições físicas de algumas unidades também são um risco para os agentes. Um agente da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima, diz que o isolamento tem um jeito fácil de ser burlado: com água. No dia 6, 33 presos foram mortos por outros detentos dentro da unidade prisional.
"Por ser uma construção antiga, os detentos conseguem facilmente derrubar uma parede. Eles sabem que é só molhar a estrutura para conseguir abrir buracos entre as alas. É um tijolo feito de barro", disse.

Os agentes também são alvos frequentes de intimidação. Ao longo do tempo, presos passam a dizer que sabem detalhes de suas vidas pessoais.
"Às vezes você mora numa região em que você encontra parentes de presos, até presos que você viu criança. Eles passam informações. A gente vive sob pressão. Somos uma presa muito fácil", conta um agente do Rio.
"Me sinto zero seguro, principalmente com a superlotação", afirma um agente de São Paulo. "A gente fica receoso de qualquer hora acontecer alguma coisa, porque é a gente que vai ficar com a faca no pescoço."

O vice-presidente do Sinspeam (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Amazonas), Antônio Jorge Santiago, há mais de 30 anos na profissão, diz que seu cargo é o de "refém pago pelo Estado".

Nós não somos heróis. Todo mundo sente medo, principalmente. O medo impera."

Antônio Jorge Santiago, vice-presidente do Sinspeam 
Sem mão de obra para fiscalizar
  
Segundo os relatos, é comum que algumas dezenas de agentes desarmados vigiem centenas de detentos, além do entra e sai de visitantes, materiais e alimentos. Isso abre espaço para que os presos determinem regras próprias para o que pode ou não ser feito dentro de uma unidade prisional.

"Tem presídios com 3.000 pessoas e um efetivo de oito, nove, dez pessoas trabalhando em um dia bom", diz um agente do Rio de Janeiro.

Segundo o Sindasp-PE (Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário de Pernambuco), há em média 12 agentes por plantão para quase 7.000 detentos no Complexo do Curado, no Recife.

POPULAÇÃO CARCERÁRIA NO BRASIL AUMENTOU 85% EM 10 ANOS
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Tite elogia Jair e diz que convocará jogadores do Botafogo para amistoso no Niltão

Há quase sete meses no comando da seleção, Tite colhe o sucesso em forma de números: com ele, a seleção venceu os seis jogos que disputou, sofreu apenas um gol e pulou da sexta colocação para a liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia. O sonho de levar o Brasil ao topo no Mundial do ano que vem está tão vivo quanto o constrangedor afastamento dos antecessores Felipão e Dunga.
– Temos uma base para 2018 e para outra Copa do Mundo. Isso faz o olho brilhar – diz o treinador, em entrevista exclusiva para o Jornal Extra.
Você é adepto da linha dura?
Às vezes, demais. Mais com minha família do que com o atleta. Aconteceu no fim do ano. Estava pilhado, mas feliz. E sensibilizado com o acidente com a Chapecoense. Tive um atrito com minha filha (Gabriele, de 20 anos). Eu estava errado e me desculpei no dia seguinte.
A família se envolve com sua profissão?
Minha mulher (Rosmari) fica preocupada com os atletas que se machucam. Deve ser porque eu me machucava muito. Ela não entende muito, mas busca informação. E me dá uns toques. Às vezes, sou exigente demais com um atleta. Ela me pergunta: “Quantos anos ele tem? Lembra quando você tinha essa idade?”
Você usa dois crucifixos no cordão. E marcou essa entrevista para uma sexta-feira 13. É supersticioso?
Não tenho superstição. Quando vejo uma escada, faço questão de passar embaixo, mas dou uma olhadinha pra cima antes (risos). Gosto do 13 e fui visitar o Zagallo três vezes. Ele é um símbolo. Sobre religião, tenho uma ideia muito clara: a maior religião é fazer o bem. Respeito qualquer crença.
Como será a convocação da seleção, na próxima quinta-feira, para o amistoso com a Colômbia, no dia 25, no Nílton Santos, quando somente jogadores que atuam no Brasil serão chamados? Os clubes estão ainda em início de preparação…
Eles vão se apresentar apenas um dia antes. Provavelmente, usarei duas equipes, cada uma jogando 45 minutos, para não haver risco de estourar algum jogador. Vamos precisar do aval médico e físico. Os escolhidos serão representantes dos dez ou 12 primeiros colocados do Brasileiro. E quem for chamado terá possibilidade real de nova convocação no futuro.

Oito homens têm a mesma riqueza que os 3,6 bilhões mais pobres do mundo



247 - Um novo relatório da organização não governamental Oxfam, divulgado nesta segunda (16), revela que o fosso material entre o 1% e os 99% da humanidade, respectivamente, o topo e a base da pirâmide da riqueza mundial, torna-se cada vez maior, com consequências nefastas para a sociedade. O documento também capta uma tendência preocupante: o abismo entre ricos e pobres está aumentando em uma velocidade muito maior do que a prevista. Baseado no Credit Suisse Wealth Report 2016 e na lista de milionários da Forbes, o relatório alerta que apenas oito homens concentram a mesma riqueza do que as 3,6 bilhões de pessoas que fazem parte da metade mais pobre da humanidade.

"Os oito primeiros colocados na lista da Forbes são o criador da Microsoft, Bill Gates (75 bilhões de dólares), Amancio Ortega (67 bilhões), da grife espanhola Zara; Warren Buffet (60,8 bilhões), da Berkshire Hathaway, Carlos Slim (50 bilhões), das telecomunicações e Jeff Bezos (45,2 bilhões), da Amazon. Figuram ainda o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg (44, 6 bilhões), Larry Ellison (43,6 bilhões), da Oracle, e, por fim, Michael Bloomberg (Bloomberg LP), com 40 bilhões.

Tal riqueza é, na maioria dos casos, hereditária. Nas próximas duas décadas, 500 indivíduos passarão mais de 2,1 trilhões de dólares para seus herdeiros, uma soma maior do que o PIB de um país como a Índia, que tem 1,2 bilhão de habitantes.

Intitulado Uma economia humana para os 99%, o relatório analisa de que maneira grandes empresas e os "super-ricos" trabalham para acirrar o fosso da desigualdade.

A renda de altos executivos, frequentemente engordada pelas ações de suas empresas, tem aumentado vertiginosamente, ao passo que os salários de trabalhadores comuns e a receita de fornecedores têm, na melhor das hipóteses, mantido-se inalterado e, na pior, diminuído.

O estudo aponta que, atualmente, o diretor executivo da maior empresa de informática da Índia ganha 416 vezes mais que um funcionário médio da mesma empresa.


Além disso, os altos lucros das empresas são maximizados pela estratégia de pagar o mínimo possível em impostos, utilizando para este fim paraísos fiscais ou promovendo a concorrência entre países na oferta de incentivos e tributos mais baixos."

Kakay: no Brasil de hoje, só a acusação tem voz

Advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, voltou a apontar os excessos da Operação Lava Jato; para Kakay, o Brasil vive um momento em que "só a acusação tem voz e vez"; "Houve uma perda dos limites de controle por parte do Ministério Público Federal, que gostou da posição de herói, que acreditou ser herói", diz; "O autoritarismo, a espetacularização do processo criminal chegou a um ponto no qual a defesa só é ouvida para cumprir um rito"


Carta Capital - Em entrevista à revista Carta Capital, o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, voltou a apontar os excessos da Operação Lava Jato.
Segundo ele, a Justiça ocupou um espaço de poder deixado por um presidente da República sem legitimidade e um Legislativo acuado pelas inúmeras denúncias de corrupção. "Não existe vácuo de poder. A partir do momento que você tem um Executivo sem credibilidade, um Legislativo acuado, viceja um super-Judiciário, que, como um todo, tem ocupado um espaço que sinceramente não é dele", afirma. 
Para Kakay, o Brasil vive um momento em que "só a acusação tem voz e vez". "Houve uma perda dos limites de controle por parte do Ministério Público Federal, que gostou da posição de herói, que acreditou ser herói", diz.
"O autoritarismo, a espetacularização do processo criminal chegou a um ponto no qual a defesa só é ouvida para cumprir um rito. Se não fosse ouvida, seria um escândalo internacional. A defesa não tem espaço, a paridade de armas foi absolutamente jogada em décimo plano. 
Para apresentar uma denúncia, esses procuradores e delegados, e até a Receita Federal, convocam a mídia e ficam duas horas a esmiuçar a vida do alvo. É claramente ilegal, inconstitucional. Quero saber se a mídia dará depois duas horas para a defesa rebater ponto a ponto. É prejulgamento", acrescenta Kakay. 

Ex-prefeita Eliene Nunes diz que deixou quase R$ 12 milhões nas contas da Prefeitura de Itaituba

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Foto: Jota Parente
Durante os 4 anos de sua gestão (2013-2016), a ex-prefeita de Itaituba Eliene Nunes (PSD) revelou ao Blog o Jeso que deixou como marca a competência na captação de recursos – federal e estadual -, conseguindo aprovar obras importantes, e mais: deixou nas contas da prefeitura os recursos necessários para conclusão das obras em andamento.

A declaração de Eliene vem a reboque do post Dívida da Prefeitura de Itaituba com o INSS chega a R$ 38 milhõespublicado na semana passada.

Segundo ela, o saldo bancário deixado por sua gestão ao recém-empossado prefeito Valmir Climaco  (PMDB) chega a quase R$ 12 milhões, conforme.

 “Apesar da maior crise financeira que tomou conta do Brasil, dificultando a gestão de muitos municípios, conseguimos honrar os compromissos assumidos e manter em dia o pagamento dos servidores públicos, enquanto muitos gestores parcelaram salários em todo país”, lembra a ex-prefeita.
  
“Quando assumi o meu mandato, em 2013, encontrei o município com um grave problema de inadimplência. A dívida previdenciária era milionária, o que acarretou o bloqueio do repasse do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] por 3 meses consecutivos, causando diversos problemas e dificultando a continuidade dos trabalhos, inclusive essenciais, além de uma dívida também milionária com a Celpa”.

Segundo a ex-gestora itaitubense, com muita responsabilidade e habilidade técnica foi possível negociar todas as dívidas deixadas por gestões passadas, inclusive pelo atual prefeito Valmir Climaco.
 
Eliene reforça esclarece hoje há parcelamentos junto à Receita Federal do Brasil que devem ser cumpridos, independente de quem esteja na gestão, sob pena de bloqueio da transferência de recursos.  

“É preciso esclarecer que esta dívida não foi criada no meu governo”, diz.
“E o atual gestor deve ter a responsabilidade de continuar cumprindo com o parcelamento das dívidas deixadas ao longo dos anos”.
Fonte: blog do Jeso

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Comentário do blog: Cabe, agora, ao prefeito Valmir Climaco, falar para a população sobre essa declaração da ex-prefeita Eliene Nunes. Ele, que tem jogado aberto, não pode deixar isso sem uma explicação.

A dívida deixada com a Previdência, fruto de seu governo,
que Eliene Nunes não explicou
Uma coisa que chamou a atenção da editoria deste blog, diz respeito ao completo silêncio de Eliene quando o assunto é o recolhimento a menor dos descontos em folha para a Previdência Social.

Ela passou ao largo dessa questão, limitando-se a dizer que os parcelamentos existem e que, independentemente de quem seja o prefeito, eles tem que ser honrados.

Quanto a isso, nenhuma dúvida. Entretanto, Eliene esconde a verdade, ou tenta mascará-la, quando não trata desse problema, ou do enorme abacaxi que deixou acumular por dois anos seguidos em seu recém findo governo.

Está fartamente provado pela consultoria contratada pela prefeitura, na atual gestão, que o débito de R$ 38 milhões é um fato até então irrefutável, porque a gestão da ex-prefeita declarava uma folha de pagamento bem menor que a real. Mas, sobre isso ela mantém silêncio, provavelmente, porque não tenha o que dizer.

E por que será que ninguém consegue falar com o ex-secretário de Administração, o então poderosíssimo pastor Erisvan Gomes, que parece ter sido tragado pela Terra, porque tudo passava por ele.

Bem que Erisvan podia aparecer para tentar socorrer sua amiga. Porém, igual a ela, provavelmente não tenha como justificar esse mal feito.

Por fim, mesmo existindo os tais R$ 12 milhões, somente o rombo com as contas de energia, passavam de R$ 3 milhões, sem computar o consumo de dezembro de 2016. Somando-se aos R$ 38 milhões do INSS totaliza R$ 41 milhões.


Descontando-se os tais R$ 12 milhões, ainda faltarão R$ 29 milhões que Valmir terá que se virar para pagar.

domingo, janeiro 15, 2017

Com 4.196 mortes, Pará tem recorde de violência

Nunca se matou tanto no Pará. No ano passado, o Estado registrou 4.196 mortes violentas, o que representa um aumento de 11,2% em relação a 2015, quando foram notificados 3.772 casos. A tradução das estatísticas indica que, em 2016, houve praticamente uma morte a cada 2 horas, em todo o Estado. Os dados, obtidos com exclusividade pelo DIÁRIO junto ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), confirmam o que todo o paraense sente na própria pele: o Pará é refém da violência.

Os números do Sisp revelam uma realidade alarmante: 2016 foi o ano com o maior número de mortes violentas de todos os tempos, no Estado. Os dados assustam quase tanto quanto a criminalidade. Dos 4.196 casos de mortes violentas ocorridos no Pará no ano passado, foram 3.639 homicídios, 280 óbitos decorrentes de intervenção policial, 225 latrocínios e 52 lesões corporais seguidas de morte. 

EM BELÉM
Na capital paraense, a situação é ainda mais grave. No ano passado, houve aumento de 21,8% nos homicídios em relação a 2015, com 157 ocorrências a mais. Em 2016, foram registrados 877 assassinatos em Belém, contra 720 em 2015. Assim como aconteceu em relação ao Estado, os números da violência na capital também foram os maiores de todos os tempos. Para piorar, todos os municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB) também apresentaram aumento de homicídios, em 2016. 

Além disso, ainda foram registradas 1.305 mortes no trânsito, em todo o Pará. Ou seja, por qualquer ótica que se analise a violência no Estado, os números são gravíssimos e alarmantes. São dados que expressam a situação dramática da segurança pública no Estado. E explicam a constante sensação de medo e insegurança que aflige o povo paraense dia a dia. A reportagem ouviu um oficial superior da Polícia Militar do Pará, que obviamente pediu para não ser identificado, o qual ressaltou que os números não surpreendem ninguém que vive o dia a dia da segurança pública no Pará. 

Segundo esta fonte, é precário o planejamento integrado e cada órgão atua da forma que bem entende. Na visão dele, “hoje a Secretaria de Segurança Pública (Segup) é peça meramente decorativa, não exerce nenhum controle operacional. É difícil para eu dizer isso, mas a segurança pública do Pará está totalmente sem rumo”.


Diário do Pará

Isso vai dar problema, diz advogado

Comentário do advogado santareno, Hiroíto Tabajara sobre a morte de Osvaldo, em uma cela da 19ª Seccional de Polícia Civil
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Isso pode dar problemas, afinal a "prisão para averiguação/correção" não tem mais cabimento em nosso ordenamento jurídico desde a Constituição Federal/1988.


Para este cidadão estar preso, legalmente, só existiriam duas possibilidades: Cumprimento de Mandado de Prisão, emitido por Juiz competente ou ter sido autuado em Flagrante Delito pela Autoridade Policial.

Preso de correção assassinado dentro de cela em Itaituba

Osvaldo da Paz Pereira, 34, foi encontrado morto pela manhã com lesões pelo pescoço. A Polícia Cívil, de imediato, instaurou procedimento e autuou em flagrante Jardson Corrêa Reis, 35, que dividia a cela com Osvaldo e um terceiro detido, identificado como Waldecir Kamassuri Sampaio, 27.

Osvaldo da Paz Pereira foi detido na tarde de sábado (14) por envolvimento em uma confusão.

Ele estava na cela de correção da Seccional de Itaituba quando, pela parte da noite, foram trazidos pela PM Waldecir e Jardson.

Na manhã de domingo, segundo informou o escrivão Haroldo Batista Macedo, foi feita a triagem e liberados Jardson Corrêa Reis e Waldecir Kamassuri Sampaio.

"O terceiro preso não apareceu e nós fomos verificar na cela mais detalhadamente, imaginando que ele estivesse dormindo, já que estava muito embriagado.

Foi quando deparamos com o homem já sem vida. Fomos atrás dos outros dois que foram liberados e conseguimos recapturar o Jardson, que confessou a agressão e está sendo autuado em flagrante por homicídio", disse o escrivão.

Waldecir Kamassuri está foragido, mas a polícia já tem a sua qualificação criminal. Osvaldo tinha problemas neurológicos e, segundo a família, era proibido de ingerir bebida alcoólica. O corpo foi removido para o IML de Itaituba.


Mauro Torres (WhatsApp)

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Prefeito diz que prefeitura vai aplicar Código de Postural contra quem emporcalha a cidade

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
Esta semana, dois flagrantes foram registrados, os quais mostraram total desrespeito aos serviços de coleta de lixo prestados pela Secretaria de Infraestrura e falta de educação.
O primeiro flagrante está direcionado ao proprietário de uma lanchonete, localizada na 20º rua com 13 de Maio, do bairro Bela Vista. De acordo com as denúncias, as sobras de alimentos deixados pelos clientes, que deveriam ter como destino a lixeira, são na rua.
A imagem pode conter: pássaro, sapatos e atividades ao ar livreO detalhe é que a rua que está localizada este estabelecimento acaba de passar por um mutirão de limpeza. 
Já o proprietário do açougue MAX BEIRA RIO, localizado na avenida São José com João Pessoa, de frente para o rio Tapajós, depois de a SEMINFRA ter realizado operação de limpeza, no dia seguinte, amanheceu com aproximadamente 50 kg de ossada jogada no meio da rua em frente o tal estabelecimento.
Para constatar a denúncia, o prefeito foi averiguar “in loco” tal situação e se deparou com a sujeira deixada pelo comerciante.
A revolta não é só do prefeito, mas de toda a população que abraçou a operação de limpeza.
De acordo com o prefeito, é inaceitável que indivíduos dessa natureza não se conscientizem, não queiram o bem da cidade, não façam o mínimo esforço para colaborar para que a cidade tenha outra cara.
Valmir disse que mandaria a SEMINFRA e a SEMMA tomar as providências que o caso exige, e que se for preciso, a prefeitura interditará os estabelecimentos que continuarem tendo esse tipo de comportamento. Para ele, passou da hora de ser aplicado o Código de Posturas do Município.

Fonte: DireCom-Diretoria de Comunicação-PMI        

Edição de texto: Jota Parente
Fotos: Direcom

Brasil vai demitir 1,4 milhão em 2017

247 - O desemprego no Brasil será de 12,4%, de acordo com a previsão da Organização Internacional do Trabalho, maior do que o dobro da média global (5,5%) e dos países emergentes (5,7%). O índice é quase um ponto percentual maior do que no ano passado. A OIT espera que o País tenha esse ano um milhão e 200 mil desempregados a mais do que hoje: um total de 13,8 milhões de pessoas sem emprego ao fim de 2017.

De acordo com a OIT, o Brasil será responsável por 30% das demissões em todo o planeta. O relatório também demonstra espanto com a rapidez com que o País saiu do pleno emprego, no governo Dilma Rousseff, para o caos atual, e alerta para o risco de convulsão social no Brasil.


Ao apresentar o relatório, Guy Ryder, diretor-geral da OIT, afirmou que os desafios no mercado de trabalho são particularmente graves na América Latina, em decorrência da severa crise econômica brasileira. Ele alertou também para o aumento do descontentamento social.

Pesquisa do Ibope revela que jornal escrito tem mais credibilidade

59% dos entrevistados responderam que confiam mais nos jornais escritos

Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência ao Ibope, aponta que os jornais impressos estão na liderança de confiança dos brasileiros como meio de comunicação. 

O porcentual dos entrevistados que disseram que confiam sempre ou muitas vezes nas notícias publicadas em jornais é de 59%. Rádio e televisão têm 57% e 54%, respectivamente. (O Liberal)

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Mais um capítulo da mesma história

Essa triste situação, infelizmente, ocorrer a cada troca de governo, o prefeito que assume reclama da falta de informações, do sucateamento da máquina administrativa e mais que isso, reclama dos rombos financeiros deixados por seu antecessor
Essa semana estamos acompanhando mais um capítulo dessa história. A divulgação do débito do município com a previdência, revelou números astronômicos que ameaçam comprometer serviços essenciais para a população nesse início de governo Valmir Climaco.
Além do valor elevadíssimo do débito, é preciso observar outros detalhes; um deles é a impossibilidade de a prefeitura arcar com custo dos encargos que incidem sobre a sua folha de pagamento, que crescem na mesma proporção ao tamanho da folha, e sempre que entra um novo governo, a informação é a mesma: a dívida do município com a previdência aumentou.
Esse crescimento só será freado se os gestores se darem conta de que é preciso parar de inchar a folha de pagamento com contratações de assessores políticos recebendo altos salários, pois esses assessores nada produzem para o município; só servem para aumentar o tamanho do rombo nas contas do município com o INSS.
Já os servidores do quadro estável da prefeitura, que todos os meses, religiosamente, contribuem para a previdência, não veem o dinheiro entrar nos cofres do INSS, já estão assustados com o enredo dessa novela.

Weliton Lima, jornalista. Comentário do Focalizando, nesta quinta, 12/01

Consórcio Tapajós reuniu com a AMOT para discutir a MP 758/16

Léo Rezende, pres.
da AMOT
José Antunes, secretário
da AMOT
Hoje, quinta, o diretor executivo do consórcio tapajós Neri dos Prazeres, esteve reunido com o presidente da cooperativa dos garimpeiros AMOT, Léo Cassiano Rezende e também o vice-presidente, advogado José Antunes, que também é o secretário do sindicato dos garimpeiros do município de Itaituba.

Essa reunião teve por objetivo discutir os impactos da medida provisória n º758 de 2016

 

Explicação da Ementa:

A Medida Provisória altera os limites atuais do Parque Nacional (PARNA) do Jamanxim, localizado nos municípios de Itaituba e Trairão, no Pará, criado por decreto de 13 de fevereiro de 2006, e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão, no Pará, criada também por decreto de 13 de fevereiro de 2006.

As mudanças se devem à passagem da Estrada de Ferro 170, também chamada de Ferrogrão, em fase de construção.

A MP, assim, estabelece que áreas excluídas que não forem efetivamente utilizadas, após a instalação da Ferrogrão, serão reintegradas ao PARNA do Jamanxim.

Nery dos Prazeres
secretário do
Consórcio
A Medida Provisória prevê, ainda, que os imóveis rurais privados existentes no PARNA ficam declarados de utilidade pública para fins de desapropriação. 

Com essa nova medida provisória, foi afetada de modo geral, a atividade dos garimpeiros e agricultores, o que já estava ruim por causa de criação do PARNA, que limitava territórios.

Com a nova medida, piorou a situação dos municípios.

O diretor executivo estará se reunindo com os prefeitos de Itaituba, Trairão e Novo Progresso, sindicatos e cooperativas para juntos unir forças em busca de soluções em Brasília. 

Fonte: Consórcio Tapajós, via Facebook
Edição de texto: Jota Parente
Fotos: Jota Parente

Com problemas mecânicos, lancha fica a deriva no rio Amazonas, no PA

Causa da parada foi a quebra do leme. Estavam na lancha 39 pessoas. Caso ocorreu nesta quinta (12) durante o trajeto Monte Alegre e Santarém


Lancha fazia a linha entre Monte Alegre e Santarém (Foto: Nicole Oliveira) Uma lancha conhecida como “Viação Tapajós 2” que faz linha entre Monte Alegre e Santarém, no oeste do Pará, apresentou problemas no motor e ficou a deriva no rio Amazonas na manhã desta quinta-feira (12). Na embarcação estavam 36 passageiros e três tripulantes. No momento do incidente, a correnteza estava muito forte no local, o que causou pânico em quem estava na lancha.

De acordo com um dos passageiros, Amilton Baraúna, que estava fazendo o percurso pela primeira vez, a lancha saiu de Monte Alegre por volta das 6h e após trinta minutos o leme do motor quebrou, causando a parada. A peça é responsável pelo direcionamento da embarcação. “Ouvimos um barulho na lancha, era o leme que tinha desprendido. Os tripulantes nos avisaram do problema e falaram que buscariam uma alternativa. Ficamos a deriva por um tempo e depois eles deram um avante no motor e conseguimos ancorar em uma enseada”, relatou.

Minutos após a ancoragem e como as ondas estavam fortes, um grande volume de água entrou por trás da embarcação, causando um pequeno alagamento.  Ainda segundo o passageiro, não havia superlotação e tinham coletes salva-vidas para todos.

A retirada da embarcação do local é de responsabilidade da empresa proprietária da lancha. A Capitania Fluvial vai acompanhar o caso e vai abrir um inquérito administrativo para apurar as causas do incidente. Serão ouvidos passageiros e tripulantes. Durante o inquérito será verificada a situação da documentação da embarcação e da habilitação dos tripulantes.

Por telefone, a assessoria da empresa Tapajós Expresso informou que a causa da parada da embarcação foi a quebra do leme e o procedimento realizado pelo comandante segue as normas marítimas. Como a lancha tem apenas um motor, ela teve dificuldade para chegar à margem do rio. (G1 Santarém)

Justiça bloqueia até R$ 4 milhões do ministro Blairo Maggi e mais 8

O senador Blairo Maggi (PR-MT) discursa na sessão da votação do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado, em Brasília (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) G1 - Blairo Maggi é acusado de negociar vaga para deputado no TCE-MT (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A Justiça de Mato Grosso determinou, nesta terça-feira (9), o bloqueio de até R$ 4 milhões em bens do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e de outras oito pessoas acusadas de usar dinheiro público para comprar uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para beneficiar o ex-deputado estadual Sérgio Ricardo, que também é réu na ação. A decisão tem caráter liminar e é cabível de recurso.

O ministro disse, em nota, ter ficado surpreso com a decisão, pois não houve nenhum fato novo no processo que tramita na esfera federal, no qual era investigado pela mesma nomeação, e alegou consciência tranquila. "Estou pronto para prestar todos os esclarecimentos à Justiça e, recorrer da medida, por entender não ter sido justa a decisão proferida, ainda que liminarmente", declarou.

Na mesma decisão, o juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, Luiz Aparecido Bortolussi Júnior, determinou o afastamento de Sérgio Ricardo do cargo de conselheiro do TCE-MT. Sérgio Ricardo e o TCE-MT informaram, por meio de assessoria, que ainda não foram notificados da decisão. 

Acusado de improbidade administrativa e dano ao erário, Blairo Maggi teria participado das negociações com o então conselheiro Alencar Soares para que ele se aposentasse e abrisse espaço para que Sérgio Ricardo pudesse assumir o cargo que é vitalício, em maio de 2012, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE-MT). Alencar Soares também é réu no processo, sob acusação de ter recebido R$ 4 milhões para se aposentar antes do prazo.

Carnaval será realizado na Anísio Chaves, garante Nélio Aguiar

Carnaval será realizado na Anísio Chaves, garante Nélio Aguiar, Nélio Aguiar e o Carnaval
 É a segunda facada que o povo evangélico leva em menos de uma semana.
Agora foi nas costas.
Nélio Aguiar, prefeito de Santarém, decidiu e anunciou há pouco, em entrevista à imprensa, que o Carnaval deste ano em Santarém será realizado, pela primeira vez, na avenida Anísio Chaves.
Mas não vai ficar barato não. Os evangélicos prometem troco.
Troco ungido. (blog do Jeso)

População invade delegacia e mata criminoso

População invade delegacia e mata criminoso (Foto: Via Whatsapp)
 Cerca de 80 pessoas do município de Acará, região localizada no nordeste do estado, invadiram a delegacia da cidade na tarde desta quarta-feira (11). De acordo com a Polícia do local, os moradores retiraram um dos presos da cela, levando-o para a área externa da unidade policial, para em seguida espanca-lo até a morte.

Segundo os agentes da segurança pública, o homem morto na frente da delegacia havia cometido um latrocínio contra um vendedor de açaí também na tarde desta quarta. Ainda de acordo com a polícia, o preso matou o comerciante com uma facada no rosto e outra na jugular. O motivo teria sido o fato deste ter lhe negado a quantia R$ 2 reais.

A Polícia Militar de Acará informou ainda que executou todos os procedimentos possíveis para tentar conter a fúria da população, porém, devido ao pouco contingente, não foi possível impedir o ocorrido. (DOL)

Perfil do Empresário

            José Luís Conceição, mais conhecido como Português, é um empresário muito discreto, de 42 anos, que está escrevendo uma bonita história no município de Itaituba. Nasceu na África do Sul, no dia 31 de agosto de 1974. Recentemente ele se tornou bastante conhecido, até nacionalmente, por conta de uma ação social que resultou na doação de uma casa para os garotos Hugo e Léo, com transmissão em rede nacional no programa Celso Portiolli, SBT. Português é destaque no Perfil do Empresário.

JC - Como aconteceu de o senhor nascer na África do Sul?

JLC – Sou um português que de fato nasceu fora do seu país. Meus pais foram para a África do Sul em busca de uma vida melhor, e eu nasci lá, onde vivi até meus treze anos de idade, quando meus pais decidiram retornar para Portugal. Lá eu continuei meus estudos, até chegar ao curso superior, tendo me graduado em Economia, com pós-graduação e Doutorado em Economia de Empresas.

JC - Em Portugal, em que atividades trabalhou?

JLC – Trabalhei em bancos, trabalhei em uma empresa na área da construção civil, onde nasceu minha paixão por essa área, e antes de vir para o Brasil eu era diretor de uma empresa do setor da construção civil, que tinha aproximadamente seis mil funcionários.

JC - Quando se deu sua vinda para o Brasil?

JLC – Eu vim para o Brasil no dia 1º de dezembro de 2005. Vim direto para Itaituba para trabalhar em uma empresa portuguesa sediada em Miritituba, onde fiquei até 2012, ano em que eu iniciei essa nova atividade que é a JJP Construtora. Somos dois sócios, tendo eu entrado com a metade e o outro sócio, que é uma empresa portuguesa, de um amigo de longas datas, que entrou com metade do capital.

JC - Qual a razão de ter deixado Portugal e vir para o Brasil?

JLC – Eu costume dizer que os lugares bons são aqueles onde tudo está por fazer. A Europa vive uma crise de ter que inventar o que fazer, porque está tudo feito e só é preciso manter. E eu vi em Itaituba uma oportunidade, precisamente por isso, porque tem muito por fazer. O município vive uma fase embrionária de desenvolvimento e precisa de muita coisa. O clima foi outro atrativo. Eu gosto muito do clima.

JC - O senhor já tem uma grande identificação com Itaituba ...

JLC – Sim, estou aqui há onze ano, e já me identifico bastante, conhecendo os pontos fortes e os pontos fracos da cidade, sabendo do que ela precisa.

JC - A JJP começou a ficar conhecida a partir de construções no Buriti?

JLC - É verdade. Tudo começou no loteamento Buriti. Inicialmente compramos alguns terrenos, porque achamos que o empreendimento tinha tudo para dar certo. No começo houve um pouco de desconfiança, porque as pessoas comentavam que era muito longe, mas, aos poucos foi dando certo e hoje nós estamos com mais de 400 casas feitas no local, somando as 120 casas construídas ao lado do Buriti. E esperamos fazer muito mais.

JC - Agora a JJP está iniciando um novo projeto...

JLC – É verdade, trata-se do loteamento Cidade Nova, onde a gente está iniciando a implantação da infraestrutura para a construção de 380 casas, para atender a uma parte da população com salários mais baixos, de um salário e meio até o teto de R$ 6,5 mil.

JC - Vai ser construído em parceria com algum banco?

JLC – Certamente sim. Estamos em negociações. Por enquanto não posso adiantar com que banco será. Eu acredito que em meados de fevereiro ou março a infraestrutura estará pronta e em junho, ou no máximo julho vamos iniciar a construção das casas. E já que nós vamos vender as casas na planta, estamos construindo três casas iguais aos três modelos que vamos construir, as quais serão 100% mobiliadas para que as pessoas tenham uma informação exata do tipo de imóvel que estarão adquirindo.

Teremos casas no valor de R$ 85 mil, que serão a maioria, casas de R$ 100 mil e de R$ 120 mil. O acesso é bastante fácil, podendo ser feito pela Transamazônica, entrando ao lado da Feira Agropecuária, dobrando à esquerda no residencial Viva Itaituba, ou pela Estrada do Bis, pelo loteamento Campo Belo. Vamos ter quadra de futebol, quadra de vôlei, academia ao ar livre, uma área verde e uma área institucional que nós vamos discutir com a prefeitura o que vai ser feito, se será uma escola, um posto de saúde, ou outra alternativa.

JC - Pensa em voltar para Portugal?

JLC - Vim com a ideia de ficar uns dois ou três anos, mas, mudei os planos. Aqui eu casei, já tendo duas filhas, uma de quatro e outra de nove anos. Vai ficando cada vez mais difícil voltar a morar em Portugal, porque hoje eu tenho duas raízes aqui. Uma é a família e a outra são os negócios. E pela cidade, pois eu gosto muito de Itaituba, que é uma cidade que ainda vai crescer muito. A gente tem que saber que virão coisas boas, mas, também vai vir muita coisa ruim. Isso é inevitável. Mas, sou otimista quanto ao futuro do município.

Publicado na edição 225 do JC

Informe JC da edição 225 do JC

Rony fica?
Rony Freitas precisa provar que tem capacidade para permanecer no cargo de secretário de administração no governo que começou dia 1º. As cobranças serão muitas e as desconfianças vem de dentro e de fora do governo. Há ceticismo de muitos integrantes da equipe de Valmir quanto a esse secretário, e ele terá que provar na prática, que estão todos enganados. Os comentários de pessoas que acompanham o andamento de qualquer gestão municipal com maior atenção também não são favoráveis a ele.

E o Kaiser?
Antônio Kaiser ganhou a confiança do prefeito no decorrer da campanha e ganhou a secretaria agricultura. Mas, apesar de ter uma boa relação com o homem do campo, precisa mostrar serviço para permanecer no cargo. No caso dele, seu sucesso vai depender, além de ter que provar sua competência, de apoio do prefeito, pois diferentemente do que ocorre com a SEMAD, que é uma secretaria estruturada, a SEMAGRA precisa de um monte de coisas, como técnicos e infraestrutura para trabalhar. Se não tiver isso, e a maioria dos que passaram por lá não teve, o secretário estará frito.

Sem oposição
Valmir Climaco pode nadar de braçada no começo de sua gestão, pois não foi manifestada, até o momento, nenhuma oposição ao seu governo. Embora ele não tenha reunido particularmente com todos os vereadores, o que se observa de um modo geral é uma falta de disposição para exercer o papel de oposicionista de nenhum dos quinze edis. Se existe alguma expectativa sobre que caminhou vai trilhar a partir do dia 2 de fevereiro, quando a Câmara dará início efetivo à 18ª legislatura é quanto ao vereador Davi Salomão. No mais, parece tudo tranquilo.

A pior Câmara
A composição da Câmara passada foi a pior que há houve na história de Itaituba, assim como a anterior a ela havia sido a pior e a que está começando agora tem tudo para ficar com o título, enquanto durar a 18ª legislatura. Isso se deve muito ao sistema político brasileiro, no qual o Poder Legislativo, em quase todas as esferas e Brasil afora, não funciona como um poder independente, mas, como uma extensão do Poder Executivo. Prefeitos costumam ficar muito aborrecidos quando recebem qualquer tipo de crítica na Câmara. Se a crítica partir de alguém de sua base aliada, então, o bicho pega, e o autor pode cair em desgraça.

E a imprensa?
Prefeitos não se limitam a ficar zangados apenas com vereadores que tecem críticas ao governo. Costuma sobrar, também, para a imprensa, que mesmo tendo contrato para veiculação de propaganda institucional da administração pública municipal, é cobrada quando critica. Querem que se bata palmas para tudo, mesmo que seja coisa errada. Confunde-se a contratação de espaço para veiculação de chamadas institucionais, com a compra do silêncio dos veículos de comunicação. No primeiro governo, Valmir conviveu razoavelmente bem com isso. Vamos ver como se comporta agora.