segunda-feira, setembro 24, 2018

40 milhões não tem candidato a presidente. Entre as mulheres, 51% ainda estão sem candidato a presidente

A duas semanas do primeiro turno, o número de mulheres sem candidato a presidente é elevado: na pesquisa Datafolha da última quinta-feira, ao responder de forma espontânea à pergunta “em quem você vai votar?”, 51% delas afirmaram ainda não saber (38%) ou pretender votar nulo ou branco (13%), o que corresponde a 39,4 milhões de eleitoras. Na ponta do lápis, para cada homem sem candidato, há duas mulheres na mesma situação. A pedido do GLOBO, o Datafolha mapeou seu perfil socioeconômico. O resultado revela que 45,3% moram no Sudeste e 54% ganham até dois salários mínimos por mês.

Este grupo, que totaliza 27% de todo o eleitorado, pode definir quais candidatos irão para o segundo turno, o que vai exigir dos postulantes à Presidência esforço redobrado para conquistar sua confiança na reta final. Na avaliação de cientistas políticos, os dados detalhados da pesquisa refletem a frustração com os políticos e o pragmatismo do eleitorado feminino de baixa renda, que ainda não conseguiu identificar entre os candidatos uma resposta a seus anseios.
Tradicionalmente, o eleitorado feminino costuma decidir seu voto mais perto do dia da votação, na comparação com os homens. A mesma pesquisa espontânea do Datafolha que apontou percentual de 51% das eleitoras indecisas ou que votarão branco ou nulo, revelou que, entre os homens, o índice era de 29% (20,2 milhões). Em junho, esse percentual era de 80% entre as eleitoras e 58% entre o público masculino. (O Globo)

The Economist analisa perspectitivas sobre Bolsonaro

mais recente número da revista Economist, publicado nesta quinta (20), dedica sua capa e o editorial ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), que é retratado como "a mais recente ameaça da América Latina."


Bússola do pensamento econômico liberal, a publicação britânica afirma que o candidato Bolsonaro soube explorar "de forma brilhante" o mal-estar reinante no país, assolado por uma recessão que fez a renda per capita encolher 10% entre 2014 e 2016 e com uma taxa de desemprego da ordem de 12%.

Ao apresentar o candidato a seus leitores, a Economist lembra que, até os escândalos da Lava Jato, Bolsonaro era somente um deputado com um histórico de ofensas – a revista menciona as frases do deputado de que não estupraria uma deputada porque ela não merece e que preferia ter um filho morto a um filho gay.


"De repente, essa disposição de quebrar tabus está sendo tomada como prova de que ele é diferente do establishment político de Brasília", afirma a publicação.

A Economist também ressaltou a conversão tardia de Bolsonaro ao credo do liberalismo econômico: "Para os brasileiros desesperados para se livrarem de políticos corruptos e traficantes de drogas assassinos, o sr. Bolsonaro se apresenta como um xerife sensato. Cristão evangélico, ele mistura o conservadorismo social com o liberalismo econômico, ao qual ele se converteu recentemente".

E menciona Paulo Guedes, cotado para ser ministro da Fazenda, que passou pela Universidade de Chicago, um bastião de idéias de livre mercado. Guedes defende a privatização de todas as empresas estatais brasileiras e a simplificação "brutal" dos impostos.

As pesquisas mostram que a fórmula está funcionando. Na interpretação da publicação, a facada que o candidato levou em Juiz de Fora (MG) não apenas o tornou mais popular, como "protegeu-o de um exame mais minucioso pela mídia e seus oponentes." E conclui que, se o segundo turno for travado entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), o antipetismo poderia fazer do capitão reformado o próximo presidente.

A principal crítica do editorial, contudo, é ao que a publicação chama de "admiração preocupante de Bolsonaro pela ditadura."


"A América Latina já experimentou antes misturando políticas autoritárias e economia liberal. Augusto Pinochet, um governante brutal do Chile entre 1973 e 1990, foi aconselhado pelos chamados 'Chicago Boys', economistas adeptos do livre-mercado. Eles ajudaram a estabelecer o terreno para a prosperidade relativa de hoje no Chile, mas a um custo humano e social terrível. 


Os brasileiros têm um fatalismo sobre a corrupção, resumido na frase “rouba, mas faz”. Eles não deveriam se deixar se levar pelo sr. Bolsonaro [...]. A América Latina conhece todos os tipos de homens fortes, a maioria deles terríveis. Para provas recentes, olhe apenas para os desastres na Venezuela e na Nicarágua."


No final, a revista conclui que Bolsonaro "pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse." Mas afirma que o "flerte com autoritarismo" preocupa.


Vai ter disputa pela presidência da Câmara. Nova chapa foi registrada

Chapa de Manuel Dentista foi registrada e vai ter disputa pela presidência da Câmara.

Acabei de falar com o secretário administrativo da Câmara, Salomão Silva, que confirmou o registro de uma segunda chapa para disputar a presidência, quarta-feira.

A chapa vai confrontar a do atual presidente João Bastos Rodrigues, que até ontem estava tranquilo.

A composição é a seguinte:

Candidato a presidente: vereador Manoel Dentista

Vice-presidente: vereador Daniel Martins

Primeiro secretário: Raimison Abreu

Segundo secretário: vereador José Belonne

Terceiro secretário: vereador Júnior Pires

O vereador Raimison Abreu fazia parte da chapa de Cebola.

Como ele não poderia estar nas duas chapas, ele deu entrada em ofício solicitando a retirada de seu nome da chapa do atual presidente

Agora resta esperar a movimentação dos caciques, no caso, O prefeito Valmir Clímaco e Ivan D'Almeida, que tem muito interesse nessa disputa.

domingo, setembro 23, 2018

América do Sul, de Moto - Parte 6 - Tintim Por Tintim

Foto com policial de trânsito, em Medelin
Fomos bem recebidos em praticamente todos os lugares pelos quais passamos. Mas, na Colômbia, foi diferente. Eu e meu amigo Jadir recebemos um tratamento diferenciado pelo fato de sermos brasileiros. Aonde a gente chegava naquele país de povo educado e acolhedor, na hora que dizíamos que éramos brasileiros, o tratamento que já era bom, ficava ainda melhor. Isso nos impressionou muito.

Ainda no dia 20/10, a caminho de Socorro, onde terminou o relato do capítulo anterior, passamos por inúmeras fazendas de todos os tamanhos. O que vimos encheu os olhos, pois são propriedades bem cuidadas, onde se trabalha com gado de leite e de corte, além de trabalharem com agricultura. Em nenhum momento vimos pobreza extrema naquela região.

Encontramos tantas, mas tantas barreiras na estrada, que tinha hora que a gente mal saía de uma e se deparava com outra. As do exército só nos mandaram parar uma vez. Já a Policia de Carretera, equivalente à nossa Polícia Rodoviária, essa mandou a gente parar duas vezes. Numa dessas barreiras, dois jovens soldados do exército colombiano, com caras de poucos amigos, pediram os nossos documentos. Depois que os mostramos eles quiseram saber o que levávamos em nossas mochilas. São roupas e materiais de higiene, dissemos. Então abram as duas. 


Eu no metro cable, subindo a 1.700 metros, para a parte alta da cidade 
No momento em que começávamos a desamarrar a bagagem, o sargento que estava sentado um pouco distante, levantou e foi lá saber o que estava acontecendo. Eu respondi que os soldados tinham pedido os nossos documentos e que agora queriam que a gente abrisse as bagagens, o que estávamos começando a fazer.

Enquanto eu falava, ele foi dar uma olhada nas placas das nossas motos e viu que na minha havia uma bandeirinha do Brasil. Vocês são do Brasil, perguntou ele. Sim, senhor, somos, respondemos. Então não precisa abrir bagagem nenhum. Podem seguir viagem. Ficamos contentes, porque a gente iria perder muito tempo desarrumando e arrumando, de novo, nossas mochilas e felizes pela deferência por sermos brasileiros.

No dia 21 de outubro, em Socorro, levantamos muito cedo, apesar do frio que fazia. Às 6:30 pegamos a estrada rumo a Medellin, capital do departamento de Antioquia. Como no dia anterior havíamos começado a subir a Cordilheira dos Andes, continuamos subindo. Quanto mais alto a gente chegava, mais o frio aumentava. Passamos dos 2.500 metros de altitude e a partir desse ponto as motos começaram a reclamar bastante, por causa da rarefação do oxigênio, fato que prejudicava a combustão. 

A minha Yamaha XTZ 125 falhou menos que a Honda Bros 150 do Jadir. Em elevadas altitudes a diferença de rendimento das duas máquinas foi bastante acentuado, a ponto de eu adiantar-me tanto, que precisava esperar meu companheiro de viagem, diversas vezes. Além disso, passamos a conviver com uma infinidade de curvas de todos os níveis e todos os ângulos. Eu gostei e me dei bem nesse tipo de estrada. Adorava fazer aquele monte de curvas, uma seguida da outra, durante horas. Meu amigo Jadir detestava.

Em Santa Rosa, uma cidade que fica na rota para Medellin, paramos numa concessionária Yamaha para ver o que podia ser feito para que as motos não falhassem. Falamos com o mecânico responsável, o qual nos disse que com o passar do tempo as motos se adaptariam e o problema seria naturalmente resolvido. Mas, na medida em que a gente avançava, a situação da moto do Jadir só piorava. E aquele mecânico não sabia do que falava, porque tivemos problemas sérios por conta disso, como veremos mais tarde. Lá em Santa Rosa, para conseguir chegar à bendita concessionária enfrentamos uma rua cujo declive era tão grande que faria a descida travessa 15 de Agosto de Itaituba parecer um terreno plano.

Faltavam vinte minutos para o meio-dia quando entramos na bela cidade de Medellin, que para nós brasileiros, e porque não dizer do mundo inteiro, ficou conhecida por causa do Cartel de Medellin, que dominava o comercial mundial de cocaína nos tempos de Pablo Escobar, que tinha o seu quartel general lá. Mas, Medellin é muito mais que isso. É uma cidade belíssima, situada num vale, nos Andes, cercada de montanhas, com uma temperatura média de 21 graus, a qual tem mais de dois milhões de habitantes, tendo sido fundada em 1675 pelos espanhóis. Juntando com a população de municípios vizinhos, que já fazem parte da grande Medellin, são mais de três milhões e meio de habitantes. É um dos mais importantes centros industriais da Colômbia e tem uma diversidade cultural que precisa ser conhecida.

Logo que entramos em Medellin a gente parou perto de uns guardas de trânsito. Eu desci da moto e me aproximei de um deles para fazer algumas perguntas a respeito da melhor rota a seguir, pois não tínhamos a intenção de demorar na cidade. Disse a ele que éramos brasileiros e que estávamos fazendo a volta pela América do Sul, que estávamos registrando tudo e que tínhamos a intenção de escrever um livro sobre nossa aventura. Mostrem seus documentos, disse ele. Por aqui passam muitos dizendo que são brasileiros, tentando nos enganar, porque sabem que a gente gosta do povo daquele país vizinho. Mas, seu guarda, disse eu, realmente somos brasileiros. Naquele momento eu comecei a falar português. Não porque a gente tivesse qualquer problema com a documentação, que estava rigorosamente em dia, mas, para quebrar aquele clima meio tenso.

Quando ele, Oscar León, se convenceu que realmente éramos brasileiros, seu comportamento mudou radicalmente. Chamou três colegas seus que estavam um pouco afastados para que viessem fazer uma foto para entrar em nosso livro. Depois disso, foi só festa. Fizemos algumas fotos e seguimos adiante. Não sem antes eu e o Jadir perdermos o contato por alguns momentos. O trânsito na cidade é muito intenso e isso ajudou a gente a se perder um do outro.

Perto da saída de Medellin passamos sob o “metro cable”, que é um tipo de metrô aéreo que deu muito certo e ajudou até na diminuição da violência na cidade. Na verdade, trata-se de um grande teleférico, com 90 cabines para oito lugares cada, as quais são sustentadas por cabos muito grossos. A linha começa a uma altura de pouco mais de dez metros e sobe até mais de 1.700 metros, onde existem bairros da cidade no alto dos morros. Paramos para pedir algumas informações e resolvemos ir até o “metro cable” para conhecer. Compramos os bilhetes e fomos até o ponto mais alto, de onde pudemos ver toda Medellin, cuja parte mais alta lembra algumas cidades brasileiras, pois é cercada de morros e tem o rio que emprestou seu nome à cidade, totalmente poluído.

No momento que estávamos saindo da cidade erramos o trajeto, descendo por uma rua com uma ladeira tão íngreme, mas tão íngreme, em primeira marcha e pisando no freio. Foi preciso ajuda para virar as motos ao contrário, pois seria muito perigoso tentar fazer a curva sem que alguém nos ajudasse. Engatei uma primeira e a moto subiu reclamando. Como o Jadir não aparecia, resolvi voltar para ver o que estava acontecendo. Encontrei-o ofegante, empurrando sua moto, com o motor ligado, primeira marcha engatada e com a ajuda de um colombiano. Foi uma sensação muito desagradável aquela. 

Às três da tarde paramos na pequena cidade de Guarine, porque a Honda Bros estava falhando muito. Um mecânico mexeu durante mais de uma hora, mas não conseguiu melhorar nada. O jeito foi seguir em frente até Rio Negro, já que o mecânico nos informou que lá havia uma concessionária Honda. E de fato havia. Mas, essa parte da história fica para o próximo capítulo.


Jota Parente

TV Tapajoara Lançará Seu Sinal Digital dia 20 de Outubro



2018 marca o aniversário de 30 anos da TV Tapajoara, afiliada da Rede SBT, emissora que tem uma ligação muito forte com a comunidade, pela atenção que sempre dispensou ao esporte, a cultura e a vida cotidiana de Itaituba, contando e registrando a história do município. A reportagem do Jornal do Comércio ouviu o diretor Ivan Araújo, que falou sobre o começo, discorreu sobre o trabalho no decorrer desses anos todos e sobre os novos tempos.

Jota Parente – 30 anos de uma história muito rica, não é Ivan?

Ivan – A TV Tapajoara tem uma história linda e singular. Foi criada pelo artista, compositor, boêmio político e empresário Sílvio de Paiva Macedo no final da década de 1980, mais precisamente no ano de 1988. O Sílvio trouxe para a emissora, a veia artística que ele tem, conseguindo introduzir isso na primeira equipe de trabalho, da qual faziam parte, dentre outros, Nazaré Nanci, Sebastião Lima, Marilene Silva e muitos outros colaboradores. A Tapajoara já nasceu com a vocação nessa área da cultura, da história e das linguagens artísticas. Tudo começou com Sílvio Macedo e Marilu Macedo.

Em 1993 essa emissora foi vendida para o empresário Wirland da Luz Machado Freire, figura lendária da região, que foi uma grande liderança na política, com grande popularidade. Em 1993 iniciou-se uma nova etapa nessa emissora, na gestão do amigo José Parente de Sousa, que nos convidou para vir para a TV Tapajoara. Fazia cerca de dois anos que nós tínhamos implantado a TV Eldorado, afiada da Rede Bandeirantes, do então deputado Wilmar Freire. Ficamos lá até aquele ano, e quando, você, meu amigo Jota Parente, veio para cá, foi lançado o primeiro programa local na emissora, nessa nova fase, que foi o Focalizando, uma idealização em conjunto com a equipe.

O programa seguiu o formato do Aqui, Agora, com câmera solta e stand up. Foi um grande sucesso na Rede SBT e aqui também. Na primeira turma que veio na ocasião estava o Jota Parente, eu (Ivan Araújo), o Fleury Colares e a Maria do Carmo. Em 2002, por circunstâncias da vida, Jota Parente passou por momentos difíceis, com a doença grave e a morte de sua esposa, D. Eliêde, que foi nossa diretora comercial, tendo que se afastar, mudando-se por um breve período para Santarém.

Naquela ocasião, nós assumimos a direção da emissora. A gente deu continuidade a esse trabalho, implantando novos programas, nos aproximando ainda mais da comunidade, criando novos programas. Ali surgiram o Festival de Danças, o Ita em Canções, a Copa Ouro e as excursões a Alter do Chão. A gente implantou, também, uma política de humanização na emissora, onde a tecnologia não era a coisa mais importante. Formamos esse grande grupo, que tem Marlúcio Couto, Weliton Lima e Mauro Torres, completando a terceira etapa na vida da Tapajoara que está até os dias de hoje. É uma história construída coletivamente.

Jota ParenteIvan, na maioria das cidades do Brasil, existe a Rede Globo, e depois vem as outras redes como coadjuvantes. Em Itaituba é diferente, pois o SBT (TV Tapajoara) disputa o papel de protagonista em alguns momentos, e tem uma presença muito forte entre os telespectadores. Isso é fruto de muito trabalho, não é?

Ivan – Isso é fruto da aproximação com a comunidade. Não existe progresso sem trabalho. E nós trabalhamos ressaltando valores. Primeiro, da família, segundo, os valores cristãos e terceiro, os valores divinos. Aproximar da comunidade é buscar as nossas pautas no meio dela. Aquilo que acontece diariamente na cidade, nós temos que trazer para nossas 
pautas, se não, nós não vamos interagir com a comunidade.

Isso é fundamentado cientificamente, dentro do que escreveu o jornalista Pedro Coelho, que definiu a televisão por proximidade, que deve trazer os atores sociais para suas pautas. Essa tem sido a nossa receita. Não vejo uma televisão que não se relaciona com a comunidade ter sucesso. Estamos chamando a comunidade organizada para celebrar conosco os nossos 30 anos, em vários eventos voltados para esses segmentos os quais eu mencionei.

Jota ParenteCom muito esforço e com investimentos nada modestos, a TV Tapajoara está entrando na era digital. Em tempos de crise, não é nada fácil...

IvanÉ verdade, o momento não é nada fácil. Mas, a convergência digital já é uma realidade. Nós estamos com todos os equipamentos comprados. Estamos esperando a antena, porque ela só vai para a linha de montagem após a liberação pelo Ministério das Comunicações. Não existe para pronta entrega. Tudo tem que ser feito de acordo com as homologações no Ministério das Comunicações. O prazo que a Linear pediu para entregar foi 17 de setembro e deveremos esperar mais uns dez dias para o material chegar aqui para começar a montar. Já acertamos a agenda com a Linear que vai implantar o sistema aqui. Está marcado para o dia 20 de outubro o lançamento do nosso sinal digital, com uma grande festa no Espaço Português.

Eu gostaria de falar um pouco sobre o que é convergência digital, sobre a qual se fala tanto e pouca gente sabe o que é. Aqui em Itaituba, principalmente. Temos dificuldade até de as pessoas sintonizarem o canal digital que já está funcionando. A convergência digital envolve os instrumentos de mídia, que são televisão, telefone, computador, etc… Com isso, vamos estar no aparelho de TV, no celular e no computador convencional, além de outros. E nós vamos entrar com muita potência, três vezes mais do que a nossa concorrente (TV Itaituba – Record), que já está operando com sinal digital. Teremos cinco vezes mais potência do que a emissora local da maior rede do país (Rede Globo), e assim vai. Vamos oferecer um sinal incomparavelmente melhor, em comparação com o que oferecemos hoje, a altura do que a população de Itaituba merece.

Propaganda eleitoral em igreja, não pode. É lei

TRE chama a atenção de líderes religiosos para infração à lei eleitoral, que leva até o fechamento dos templos



RIO - No culto da noite da última quarta-feira, na catedral da Igreja Universal do Reino de Deus, em Del Castilho, o bispo Jadson Santos andava de um lado para o outro do púlpito, parecendo inconformado com a fiscalização eleitoral em um templo em Realengo, na Zona Oeste. 

Segundo ele, houve uma busca de propaganda eleitoral por lá, mas nada foi encontrado. O assunto serviu como gancho para que abordasse o tema, afirmando que a igreja era alvo de “perseguição”. Sob os olhares de centenas de fiéis, ele espalmou as mãos no ar, mostrando os dez dedos, e disse:

— Se eu fizer assim, vai dar problema.

O gesto simbolizava o número dez do PRB, partido dos principais candidatos apoiados pela igreja. Baseado em denúncias e dados de relatórios de inteligência, o TRE-RJ intensificou as ações nas últimas semanas, mas ainda não fechou um balanço das autuações. O GLOBO percorreu 11 igrejas, em cinco dias, e encontrou casos em que o pastor chega a pedir voto, muitas vezes simulando orações para candidatos.



A cena mostra o incômodo que vem causando a algumas lideranças religiosas a decisão do juiz coordenador da Fiscalização da Propaganda Eleitoral do TRE-RJ, Mauro Nicolau Junior, em proibir propaganda nas igrejas. Foi emitido um aviso, no último dia 10, no qual a veiculação de propaganda nos templos e nas imediações, além de abordagens aos fiéis que comparecem aos cultos, são atos que caracterizam uma ilegalidade no âmbito eleitoral. 

O infrator está sujeito a sanções que vão da apreensão do material à interdição das igrejas.
O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-RJ, o advogado Eduardo Damian, explica que o aviso traz uma questão que está na lei há anos: a proibição de propaganda eleitoral em qualquer local de uso comum. Segundo ele, o pedido de voto pode vir claramente ou por meio de expressões subliminares, que indiquem que aquele candidato é o escolhido pelo líder religioso:

Páginas da Wikipédia de parlamentares são modificadas a partir de computadores da Câmara e do Senado

O Globo - Votos polêmicos suprimidos, escândalos ocultados, e elogios. O GLOBO identificou ao menos 32 políticos, deputados e senadores, que tiveram suas páginas alteradas. A lista de mudanças feitas por parlamentares (27 deles candidatos nestas eleições) é extensa nas páginas do Wikipédia, enciclopédia online referência nos buscadores da internet. Entre os nomes listados, constam os dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Hélio José (PROS-DF), além dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Herculano Passos (MDB-SP). Todos disputam um novo mandato.

A maioria das publicações parte de computadores ligados à rede da Câmara e do Senado. Num dos IPs identificado como de número 200.219.132.70,  oriundo da Câmara dos Deputados, retirou da página de Zarattini trechos críticos a um projeto de lei proposto pelo parlamentar, referente à regularização de transporte de passageiros via aplicativos como Uber. No trecho retirado, argumentava-se que a PL 5587 acabaria com a “lógica das empresas”. Posteriormente, o texto original foi recuperado.

Analisando o histórico da página de Zarattini é possível verificar mais alterações nesse sentido. No dia 17 de abril, o usuário “Castro vanessa38” retirou um parágrafo  sobre um escândalo em que a esposa de Zarattini, Maria Aparecida Perez, se envolveu durante a gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Condenada por improbidade administrativa, ela firmou contrato sem licitação junto a Fundação Getúlio Vargas quando foi secretária da Educação. O usuário que fez a mudança tem nome parecido com o de uma assessora de Zarattini: Vanessa Castro.
 
— Se houve alteração da nossa parte, foi no início do ano. Mas a gente segue olhando as mudanças, porque qualquer pessoa pode mexer. Além disso, as páginas de parlamentares são alteradas frequentemente, para atualizar projetos aprovados por eles — justificou  Vanessa Castro, que não confirmou ser a responsável pelo perfil “Castro vanessa38”.

O trecho acabou recuperado por outro usuário. No entanto, no dia 10 de agosto, um usuário de nome Wilberty extirpou do texto o segmento “Escândalos Pré 2018”, que incluía o caso da esposa do deputado. No trecho, contavam-se casos de corrupção em que Zarattini esteve envolvido, como quando sofreu denúncias por ter feito repasses ilegais para empresas de ônibus, durante sua gestão como secretário de transportes de Marta Suplicy. Na própria Wikipedia, Wilberty explicou que cortou trecho porque ele carecia de “apoio de fontes confiáveis”. Não é possível saber o IP de Wilberty, pois a Wikipedia protege informações de usuários cadastrados.
 

Apostador de Itaguara leva R$ 21,7 milhões na Mega-Sena

Resultado de imagem para foto de cartão da mega senaUm apostador de Itaguara (MG) acertou sozinho os números sorteados ontem (21) na Mega-Sena. O prêmio é de R$ 21.763.750,54.
O sorteio foi realizado no município de Oliveira (MG). As dezenas sorteadas foram: 13 - 18 - 35 - 40 - 41 - 42.
A quina teve 128 ganhadores, e cada um receberá R$ 15.918,03. Outras 4.287 pessoas acertaram a quadra, com prêmio de R$ 678,96 cada.
O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quarta-feira (26), com prêmio estimado em R$ 2,5 milhões.

Brasileiros não sabem lidar com a morte, diz pesquisa

O brasileiro se julga pouco preparado para enfrentar a morte. Apesar disso, 79,5% concordam que a morte é um fenômeno tão natural quanto crescer, e 81,2% que “a morte é a única certeza que temos”.


Levantamento feito pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep) aponta que 68% dos entrevistados concordam com a frase “eu sei que a morte virá, mas não me sinto pronto para isso”.
Mesmo aceitando a naturalidade do fim da vida, o levantamento mostra que 82,4% das pessoas a relacionam com um grande sofrimento e acreditam que não há nada mais dolorido que a perda de uma pessoa. Segundo o estudo, 75% dos entrevistados têm muito medo de perder alguém. Apenas 1,6% avaliaram não ter receio nenhum de que alguma pessoa próxima morra. O levantamento entrevistou mil pessoas em todo o país.
Falar sobre a morte também não é muito presente no cotidiano dos entrevistados: 73,7% deles admitem que o tema tem sido evitado nas conversas. As pessoas com mais de 55 anos são as que mais falam sobre o assunto: 32,5% deles dizem tratar do tema cotidianamente. A porcentagem cai com a diminuição da faixa etária: de 45 a 55 anos, 29% falam sobre o tema no dia a dia; de 35 a 44 (26%); de 25 a 34 (26,4%); e de 18 a 24 (21%).
Dentre aqueles que falam sobre a morte, 53% têm como interlocutores os amigos; 43%, a mãe; 30%, o marido; 29%, o filho; 27%, a esposa; 27%, colega de religião; e 24%, o pai. O levantamento aponta que 55,3% têm ciência que conversar sobre a morte é importante, mas concordaram com a afirmação de que “as pessoas geralmente não estão preparadas para ouvir”.
O levantamento será apresentado na capital paulista na próxima semana durante uma conferência internacional sobre a morte que reunirá psicólogos, médicos e doulas de cuidados paliativos. A pesquisa aponta que é cada vez menor o tempo que as pessoas passam em velórios e nos rituais de celebração dos entes. Uma das conclusões é de que há uma negação do luto entre os brasileiros.

Fonte: Agência Brasil

Jatene faz repasses milionários e Ministério Público apura caixa 2

 O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) apura os repasses financeiros realizados pelo governo de Simão Jatene (PSDB) a entidades sem fins lucrativos com status de Utilidade Pública (UP) e Organização Social (OS), para coibir qualquer possibilidade de “caixa 2”, principalmente durante o período eleitoral.
Uma das apurações mais recentes, originadas de uma acusação feita pelo MDB no Pará, questiona, em processo extrajudicial, se há legalidade em duas transferências, de quase R$ 400 mil cada, feitas pela Fundação Pro Paz em maio e junho desse ano à Associação Desportiva, Cultural e de Proteção Social (Asdeculps) e à Associação dos Moradores Produtores Rurais Monte Sinai. 
A promotoria garante, no entanto, que essa é só a ponta do iceberg e que as outras associações ligadas ao órgão vinculado a Casa Civil também estão sob investigação, bem como as OS.
Dentre as 48 associações beneficiadas só pelo Pro Paz há grupos de produtores rurais, de solidariedade, de moradores, de amigos de bairro, desportivas e até de carroceiros. Esta última, de Paragominas, levou quase R$ 298 mil no dia 4 de julho.
O mesmo documento, assinado pelo promotor de Justiça de Tutela das Fundações Privadas, Associações de Interesse Social, Falência e Recuperação Judicial e Extrajudicial, Sávio Brabo, afirma que outras 8 associações receberam cerca de R$ 12 milhões do Pro Paz depois do dia 7 de julho, quando iniciou o período de conduta vedada a gestores públicos pela Justiça Eleitoral por conta das Eleições 2018. 
No processo, que também foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para providências, é pedido que o Pro Paz se manifeste em dez dias a contar da notificação, que ocorreu na última quinta-feira, 20.
ASSOCIAÇÕES
 Brabo afirma já ter fechado, desde 2009, quando assumiu a promotoria, até o ano passado, mais de duas mil associações “de fachada”, ou seja, que em vez de atuar em prol da coletividade serviam para arrecadar e desviar recursos públicos.
“Isso não é uma atuação pontual, é algo que fazemos todos os anos, o ano inteiro, e que desbancam essas associações ‘pilantrópicas’. Quando entrei e vi que só naquele ano tinham sido mais de R$ 293 milhões em repasse para um total de 1.244 entidades, quis saber se isso estava ocorrendo dentro da legalidade”, explica. 
Em 2017 houve recordes nos repasses: mais de R$ 1,2 bilhão, mas somente às 122 entidades que sobreviveram ao crivo da promotoria. “Mas a maior parte desses recursos foram para as OS, principalmente para a Pró-Saúde, e eu já estou fiscalizando, com algumas ações já judicializadas, inclusive”, afirma.
O que é qualificação de utilidade pública?
UPs são entidades que prestam serviço público social em diversas esferas -saúde, educação, meio ambiente, etc, e por isso possuem isenções em impostos e tributos, além de estarem aptas a receber recursos públicos. São as Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas que concedem, por meio de projeto de lei, essa qualificação. 
Para que possam existir de forma legal, precisam prestar contas com o MPPA e estar alinhados com o que diz o Marco Regulatório do Terceiro Setor (lei 13.019/2014) que exige, por exemplo, que a escolha de uma UP para receber qualquer tipo de repasse tenha de ser feita por meio de chamamento público – com exceção para repasses oriundos de emendas parlamentares. Aí nesse caso a própria Procuradoria Geral do Estado recomenda que seja analisado previamente se a associação está dentro do que exige a legislação. “Estamos em cima, mas na limitação de nossos braços”, afirma o promotor.
LEGISLAÇÃO 
“Outra exigência da 13.019 é saber se a entidade tem projeto condizente com repasse”, diz Brabo. Ele está entrando com ações de desqualificação porque a Assembleia Legislativa do Estado do Pará concedeu título de Utilidade Pública a entidades depois de terem sido extintas.
Um detalhe que deixa o promotor insatisfeito. É o intervalo de tempo entre a data do empenho (pagamento) e a publicação do ato no Diário Oficial do Estado (DOE), e por isso ele pretende pedir informações sobre o motivo dessa demora ao Governo do Estado. 
“Teve empenho de março que só foi publicado no mês passado. Eu só soube dessas informações todas que constam no processo por ter acesso ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Se para mim, que sou promotor, é difícil ter a informação, como fica o cidadão?”.
Fonte: Diário do Pará

    Wanderley Andrade 'some', não comparece a shows e caso repercute na web

    Wanderley Andrade 'some', não comparece a shows e caso repercute na web (Foto: Reprodução)Todo mundo espera alguma coisa em um sábado à noite? Talvez sim. 

    Independentemente disto, é certo que dezenas de fãs aguardaram o cantor Wanderley Andrade nos shows que ele faria em uma cervejaria e uma casa de shows na noite do último sábado (22). O 'traficante do amor', no entanto, não apareceu em nenhum dos dois locais.

    O caso rapidamente repercutiu em Belém, principalmente após as redes sociais dos ambientes em que ele se apresentaria publicarem sobre os cancelamentos dos shows, sugerindo certo 'desleixo' por parte do músico, que não teria dado explicação alguma para o 'sumiço'.

    Imediatamente, várias pessoas comentaram o caso. "Essa nova... Ele é conhecido como o Rei do Furo... Já passei por isso... A desculpa preferida dele... Tô no aeroporto de Manaus, o voo atrasou" (sic), alfinetou um internauta.

    Outros ainda deram 'conselhos' e relataram problemas anteriores: "O pessoal das casas de show precisa se atentar e não fechar com esse homem, não é a primeira vez que isso acontece"; "Wanderley ataca novamente"; "Ele fez isso em Marabá também e em outras casas daqui, ixi" (sic) e "Em julho/18, ele fechou um show na minha cidade e no dia do mesmo, simplesmente sumiu! Deu furo, total falta de respeito com o público e totalmente irresponsável com seu trabalho" foram alguns dos principais comentários.
    No Twitter, não foi diferente. Veja algumas das publicações sobre o caso:
    A reportagem do DOL, assim como os representantes das casas de shows, segue tentando contato com Wanderley Andrade.
    (DOL)

    Eleição da mesa diretora da Câmara pode ter surpresa

     

    Na surdina, alguns vereadores se movimentam para apresentar uma segunda chapa para disputar a presidência da Câmara.

    Segundo levantou a reportagem deste blog, Manuel Dentista quer a presidência.
    Ao seu lado os vereadores do seu partido, o PSDB, Maria Pretinha e José Belonne, e Daniel Martins, que o ajudam a articular junto a outros vereadores.

    Daqui a pouco vai acontecer um almoço no Apiacás para discutir o assunto.
    Um provável candidato a prefeito em 2020 estaria dando suporte.

    Depois que souber dessa notícia, provavelmente o prefeito Valmir Clímaco irá se mexer, porque ele apoia a candidatura de Cebola para mais um mandato. 

    Há possibilidade de pelo menos oito vereadores estarem presentes, dentre eles, Peninha, que foi convidado.

    Caso vingue, os interessados tem até às 9:00 horas da manhã de segunda-feira para registrar a chapa.

    Até então, o presidente João Bastos Rodrigues estava tranquilo, porque somente sua chapa deu entrada na secretaria.

    sexta-feira, setembro 21, 2018

    Eleição da Mesa Diretora 2019/2020 Será Quarta-feira


    Está confirmada para a próxima quarta-feira, 26 de setembro, a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Itaituba. Quem informou foi o próprio atual presidente, vereador João Bastos Rodrigues (Cebola).

    Ele disse ao blog do Jota Parente, que está tudo certo, tudo amarrado para que seu nome seja confirmado para mais um mandato.

    Essa será a quinta vez que Cebola presidirá a Câmara Municipal.

    O blog do Jota Parente antecipou ainda no primeiro semestre, que as conversas para a eleição da próxima mesa diretora estavam adiantadas, e que Cebola tinha grande chance de continuar no cargo de presidente, com as bençãos do prefeito Valmir Clímaco. Não deu outra.

    Até o momento, ninguém de manifestou para disputar a presidência com Cebola. Se alguém quiser, pode inscrever sua chapa até 48 horas antes da hora marcada para a eleição.

    A composição da única chapa definida e registrada até agora ficou assim:

    Presidente: Vereador João Bastos Rodrigues

    Vice-presidente: Vereador Diego Mota

    Primeiro secretário: Vereador Raimison Abreu

    Segunda secretária: Vereadora Maria Almeida e Silva

    Terceiro secretário: Vereador José Belone

    Publicação de Edital


    quinta-feira, setembro 20, 2018

    Boato do Afastamento do Prefeito Valmir Clímaco do Cargo não tem Fundamento


    Resultado de imagem para foto de fake newsNão saiu em nenhuma rede social, mas, pelo menos no centro da cidade, na zona comercial, comentou-se aos montes no dia de hoje, o possível afastamento de Valmir Climaco do cargo de prefeito de Itaituba.

    As justificativas foram as mais variadas, muitas sem eira, nem beira.
    O que motivou, de fato, toda a especulação foram questões relacionadas ao primeiro mandato de Valmir, no qual o médico Manoel Diniz, ex-secretário de saúde também faz parte.

    Foi publicada no Diário Oficial de Justiça, dia 18 deste mês, uma intimação para o advogado Adalberto Viana, que representa Valmir e Diniz no caso do processo 00003914420118140024, de 2011.

    Ontem uma decisão desfavorável ao prefeito de Itaituba, proferida pelo juiz Clemilton Salomão de Oliveira, titular da Vara Única de Óbidos, integrante do Grupo de Trabalho de Apoio às Comarcas foi protocolada na secretaria administrativa da Câmara Municipal.
    Cópia do documento foi distribuída a todos os vereadores presentes à seção de ontem, e quem estava na Câmara e se interessou, leu o documento.

    Ontem mesmo, durante a seção, chegou a circular um boato criado por um dos presentes, que havia recomendação para que o Poder Legislativo afastasse o prefeito Valmir Climaco por 180 dias.
    Por conta do boato, algumas pessoas me procuraram para saber se era verdade.

    Foi o caso de um colega da imprensa que enviou um áudio, o mesmo ocorrendo com um agente da Comtri que me abordou na rua, e um servidor da Polícia Civil, que chegou a afirmar que tinha lido no Diário Oficial a notícia de que o prefeito estaria afastado.

    Em tempo de Fake News, esse boato sem pé, nem cabeça, não pode ser atribuído a nenhuma das redes sociais, sobretudo ao WhatsApp, que é a mais ágil de todas. Ele fica por conta de uma velha conhecida que andava meio fora do circuito, a Rádio Cipó. Pois não é que ela voltou contudo, nesse caso!

    Conversei há pouco com o prefeito, que se mostrou surpreso com a notícia falsa.

    Jota Parente

    O Uso Eleitoreiro da Obra do Hospital Regional do Tapajós


    Tenho acompanhado nas redes sociais e até nas rodas de conversas, os questionamentos sobre   a inauguração do Hospital Regional do Tapajós.

    Nesse período de campanha eleitoral é curioso ver como os dois lados que polarizam a política no estado tentam usar essa obra para conquistar votos.

    Os aliados do governo exaltam a construção do Hospital Regional como se fosse uma dádiva do governador para a população de Itaituba. Isso está longe de ser verdade. O hospital é, na verdade, um resgate tardio dos longos anos de omissão e abandono imposto pelo estado a essa região.

    a oposição, por sua vez, também explora a construção afirmando que o governador blefa, mais uma vez, ao dizer que vai entregar o hospital em funcionamento antes do final do seu governo.

    Toda essa polêmica serve para escancarar a forma rasteira de fazer política aqui em Itaituba; candidatos usam eleitoralmente uma obra destinada a aliviar o sofrimento das pessoas e salvar vidas, e ainda há quem exalte certos políticos como eles fossem os heróis dessa conquista, mas esquecem a quantidade de vidas que foram perdidas por causa da demora na conclusão dessa obra.

    Há muito tempo a construção do Hospital Regional do Tapajós  passou a ser uma questão humanitária na área da saúde pública e usar essa obra eleitoralmente é simplesmente deplorável, e o mais patético é que essa é a segunda vez que essa obra fundamental, ainda em fase de construção, é usado com fins eleitorais.

    Jornalista Weliton Lima
    Comentário do Focalizando, quinta-feira, 20/09/2018

    FHC: Carta aos Eleitores e Eleitoras do Brasil


    Resultado de imagem para fotos de fernando henriqueEm poucas semanas escolheremos os candidatos que passarão ao segundo turno. Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo. Que hoje dependam, é mérito do próprio povo e de dirigentes políticos que lutaram contra o autoritarismo nas ruas e no Congresso e criaram as condições para a promulgação, há trinta anos, da Constituição que nos rege.

    Em plena vigência do estado de direito nosso primeiro compromisso há de ser com a continuidade da democracia. Ganhe quem ganhar, o povo terá decidido soberanamente o vencedor e ponto final.
    A democracia para mim é um valor pétreo. Mas ela não opera no vazio. Em poucas ocasiões vi condições políticas e sociais tão desafiadoras quanto as atuais. Fui ministro de um governo fruto de outro impeachment, processo sempre traumático. Na época, a inflação beirava 1000 por cento ao ano. 
    O presidente Itamar Franco percebeu que a coesão política era essencial para enfrentar os problemas. Formou um ministério com políticos de vários partidos, incluída a oposição ao seu governo, tal era sua angústia com o possível despedaçamento do país. Com meu apoio e de muitas outras pessoas, lançou-se a estabilizar a economia. Criara as bases políticas para tanto.
    Agora, a fragmentação social e política é maior ainda. Tanto porque as economias contemporâneas criam novas ocupações, mas destroem muitas outras, gerando angústia e medo do futuro, como porque as conexões entre as pessoas se multiplicaram. Ao lado das mídias tradicionais, as “mídias sociais” permitem a cada pessoa participar diretamente da rede de informações (verdadeiras e falsas) que formam a opinião pública. Sem mídia livre não há democracia. 
    Mudanças bruscas de escolhas eleitorais são possíveis, para o bem ou para o mal, a depender da ação de cada um de nós.
    Nas escolhas que faremos o pano de fundo é sombrio. Desatinos de política econômica, herdados pelo atual governo, levaram a uma situação na qual há cerca de treze milhões de desempregados e um déficit público acumulado, sem contar os juros, de quase R$ 400 bilhões só nos últimos quatro anos, aos quais se somarão mais de R$ 100 bilhões em 2018. Essa sequência de déficits primários levou a dívida pública do governo federal a quase R$ 4 trilhões e a dívida pública total a mais de R$ 5 trilhões, cerca de 80% do PIB este ano, a despeito da redução da taxa de juros básica nos últimos dois anos. A situação fiscal da União é precária e a de vários Estados, dramática. 
    Como o novo governo terá gastos obrigatórios (principalmente salários do funcionalismo e benefícios da previdência) que já consomem cerca de 80% das receitas da União, além de uma conta de juros estimada em R$ 380 bilhões em 2019, o quadro fiscal da União tende a se agravar. O agravamento colocará em perigo o controle da inflação e forçará a elevação da taxa de juros. Sem a reversão desse círculo vicioso o país, mais cedo que tarde, mergulhará em uma crise econômica ainda mais profunda.
    Diante de tão dramática situação, os candidatos à Presidência deveriam se recordar do que prometeu Churchill aos ingleses na guerra: sangue, suor e lágrimas. Poucos têm coragem e condição política para isso. No geral, acenam com promessas que não se realizarão com soluções simplistas, que não resolvem as questões desafiadoras. É necessária uma clara definição de rumo, a começar pelo compromisso com o ajuste inadiável das contas públicas. São medidas que exigem explicação ao povo e tempo para que seus benefícios sejam sentidos. A primeira dessas medidas é uma lei da Previdência que elimine privilégios e assegure o equilíbrio do sistema em face do envelhecimento da população brasileira. A fixação de idades mínimas para a aposentadoria é inadiável. 
    Ou os homens públicos em geral e os candidatos em particular dizem a verdade e mostram a insensatez das promessas enganadoras ou, ganhe quem ganhar, o pião continuará a girar sem sair do lugar, sobre um terreno que está afundando.
    Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política. 
    Os partidos têm responsabilidade nessa crise. Nos últimos anos, lançaram-se com voracidade crescente ao butim do Estado, enredando-se na corrupção, não apenas individual, mas institucional: nomeando agentes políticos para, em conivência com chefes de empresas, privadas e públicas, desviarem recursos para os cofres partidários e suas campanhas. É um fato a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos. 
    A proliferação dos partidos (mais de 20 na Câmara Federal e muitos outros na fila para serem registrados) acelerou o “dá-cá, toma-lá” e levou de roldão o sistema eleitoral-partidário que montamos na Constituição de 1988. Ou se restabelece a confiança nos partidos e na política ou nada de duradouro será feito.
    É neste quadro preocupante que se vê a radicalização dos sentimentos políticos. A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos. 
    Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado. 
    Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar. Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem “eles” contra ”nós”. 
    Não é de estagnação econômica, regressão política e social que o Brasil precisa. Somos todos responsáveis para evitar esse descaminho. É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato. Caso contrário, será impossível mudar para melhor a vida do povo. É isto o que está em jogo: o povo e o país. A Nação é o que importa neste momento decisivo.