quarta-feira, junho 20, 2018

América/Óptica Belém x A Manauara, a segunda semifinal


Produtores rurais receberão documentos

Produtores rurais das comunidades do entorno do Parque Nacional da Amazônia lotam a Câmara Municipal.

Eles deverão receber, daqui a pouco, documentos da terra que lhes darão tranquilidade para trabalhar.

Há mais de 30 anos eles lutam pelo direito de ali viver e produzir. Muitos já estavam lá quando o governo federal criou o Paraná que fez a vida deles virar um inferno.

Em vez de regularizar a situação desses produtos, o governo ficou por mais de duas décadas mandando seus fiscais multá-los.

O acesso ao documento é o início de uma nova vida para esse povo, como a professora e ex-vereadora Maria Alves, uma das líderes desse movimento.

Peninha fala sobre fechamento da Receita Federal em Itaituba

Vereador Peninha falou na tribuna, sobre o encerramento das atividades da Receita Federal em Itaituba.

Já tem até data, 7 de julho para fechar as portas esse importante órgão federal.

Peninha lembrou de outros órgãos que foram fechados e outros que permaneceram depois de muita luta.

Quem tiver necessidade de resolver algo na Receita Federal terá que se deslocar até Santarém, pagando passagem , além de outras despesas, nem sempre na certeza de que será atendido.

DNIT promove audiência pública em Santarém, para tratar da hidrovia Teles Pires/Tapajós


A hidrovia Teles Pires/Tapajós poderá sair do papel.
            Foi o que informou o vereador Luiz Fernando Sadeck dos Santos (Peninha), em sua fala na sessão de ontem, na Câmara.
            Peninha disse que a recente crise gerada pela paralização dos caminhoneiros em todo o Brasil despertou o governo federal para a necessidade de levar a sério a implantação de outros modais de transporte da riqueza nacional.
            O mais econômico de todos os meios de transporte de cargas é por água, seja marítimo ou fluvial.
            Nesse sentido, disse o vereador, o governo marcou uma audiência pública para o próximo dia 26, em Santarém, para discutir detalhes da hidrovia Teles Pires/Tapajós, uma opção com a qual sonham os produtores de grãos do estado de Mato Grosso.
            Os técnicos do DNIT vão apresentar dados que justificam a viabilidade do empreendimento de grande importância para a economia nacional.
            Ele vai estar presente a essa reunião para, dentre outras coisas, reivindicar que seja marcado um encontro em Itaituba, pois grande parte do trajeto da aludida hidrovia fica neste município.
            “Nós temos o direito e eles tem a obrigação de vir aqui discutir o projeto conosco. Vamos lá para ouvi-los e requerer uma audiência pública aqui, pois a hidrovia terá grande parte no nosso município”, disse Peninha.

Wescley tem projeto de lei sobre saúde do homem aprovado


            O vereador Wescley Tomaz teve um projeto de lei de sua iniciativa aprovado na sessão de ontem da Câmara Municipal. Trata da atenção à saúde do homem.
            Ainda hoje é grande o número de homens que não procuram médico para fazer exames preventivos, diferente do que ocorre com as mulheres.
            “Regra geral o homem, independente da idade, tem dificuldade de fazer exames preventivos, seja que exame for, mas, principalmente da próstata. Essa é uma realidade. Hoje mesmo a gente está com um caso muito grave no garimpo do Crepurizão, porque os homens ainda tem esse preconceito, deixando para procurar ajuda em cima da hora, muitas vezes, quando não há mais muito o que fazer.
            A ideia do projeto de lei aprovado é fazer com que o município crie uma política pública de atenção à saúde do homem, fazendo campanhas, porque a prevenção é sempre o melhor caminho. É fundamental trabalhar a conscientização dos homens para cuidar da saúde”, disse o vereador.

O Trovão Azul é o primeiro finalista da 12ª Copa Ouro


Apesar do placar dilatado, o Trovão Azul teve muito trabalho para ganhar a primeira vaga para a final da Copa Ouro, pois a Madeireira Angelim deu muito trabalho na noite de ontem.

O escore final foi um tanto extravagante para o equilíbrio que perdurou até perto de quatro minutos para o fim da primeira semifinal.

O primeiro tempo terminou com um magro 1x0 para o Trovão, gol de Rato, chutando do meio da quadra, com a colaboração do goleiro da Madeireira, que teve duas ótimas oportunidades para empatar.

Na etapa final o time azulino chegou a abrir 3x0, parecendo que o jogo estava liquidado, mas, logo depois o time verde e branco reagiu marcando dois gols, deixando o placar em 3x2.

Nem deu tempo de comemorar direito o segundo gol, quando o Trovão Azul aproveitou um descuido da defesa da Madeireira para fazer o quarto.

Daí para frente foi outro jogo.

Como acontece na maioria das vezes na Copa Ouro, a utilização do goleiro linha foi decisivo, e de forma negativa para que o utilizou.

A Madeireira Angelim usou o goleiro linha e deu-se muito, mas, muito mal, pois sofreu mais três gols em roubadas de bola do Trovão.

É verdade que a boa arbitragem de ontem falhou em um lance capital, no quinto gol do Trovão Azul, quando Biolay cometeu falta clara no meio da quadra, a qual não foi anotada, resultando no gol, mas, a essa altura a Madeireira Angelim já estava desarrumada em quadra.

No final, vitória do Trovão Azul por 7x2, numa partida do um nível técnico muito bom, em que a marcação foi o ponto forte de ambos os lados em quase todo o tempo.

Embora o placar cause a impressão de que houve uma supremacia muito grande de uma das equipes, não foi isso que se viu na quadra, conquanto o time da Madeireira Angelim conseguiu segurar o ímpeto do Trovão, fechando-se muito bem na defesa, sem abdicar do ataque.

Os dois árbitros que vieram de Belém para apitar a fase final da 12ª Copa Ouro em substituição aos dois que apitaram a primeira fase são muito bons, tanto tecnicamente, quanto na questão da disciplina. Só não mereceram nota 10 por conta da falha no quinto gol do Trovão Azul, deixando de marcar falta clara de Biolay que fez o gol.

Mesmo com essa falha, a arbitragem pôde ser considerada muito boa, representando uma segurança para a segunda semifinal, que será jogada hoje à noite entre A Manauara x América/Óptica Belém, assim como para a finalíssima.

Público bom, levando-se em consideração que apenas uma das equipes semifinalistas envolvidas tem um grande número de torcedores.

Jota Parente

domingo, junho 17, 2018

Hydro é notificada com mais uma infração em Barcarena

 A empresa Hydro, em Barcarena, nordeste paraense, foi alvo de mais um auto de infração pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) neste sábado (16). As equipes de fiscalização da Semas identificaram a disposição inadequada de material sedimentar. 

O auto de infração observa que o material, oriundo de obras quando da implantação do Depósito de Resíduos Sólidos 2 (DRS2), foi acondicionado sem contenção, à época. 
Com as chuvas na região, este material foi carreado para outras áreas, em descordo ao projeto licenciado pelo órgão ambiental. O material também foi coletado para análise de possíveis impactos. A fiscalização da Semas, cujo trabalho é multiprofissional, notificou a empresa a apresentar, por escrito, a defesa no prazo de 15 dias corridos. O material inadequado foi encontrado depois que equipes da Semas foram deslocadas para o município a fim de verificar denúncias das comunidades. 
Além dos autos de infração, foram geradas notificações, como a determinação de se reduzir 50% a operação da empresa, definida após a refinadora não cumprir a meta estipulada de baixar os níveis das bordas livre das bacias de resíduos em, pelo menos, um metro. Por não ter cumprido o prazo, a Hydro recebeu multa de cerca de R$ 1 milhão por dia de descumprimento. Nos dias posteriores, a empresa conseguiu reduzir os índices das bacias. 
No final de fevereiro, seguindo linha semelhante adotada pelo Governo do Estado, o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) também determinou a redução da produção em 50% e embargou a bacia de rejeitos da empresa, a DSR2. No dia 16 de fevereiro, a empresa Hydro foi autuada pela Semas por conta da identificação de um duto irregular sem a autorização lançando água pluvial da planta industrial diretamente para o ambiente externo, sem o devido tratamento. 
No dia 23 de fevereiro, a Semas fez nova autuação, por conta dos índices encontrados de possível poluição ao meio ambiente.. No dia 13 de março, a Semas emitiu novo auto de infração contra a empresa, autuada por usar um canal antigo, para despejar água pluvial da planta industrial para o ambiente externo sem o tratamento. A Semas determinou o não uso e vedação do canal. 
No dia 18 de março, as equipes de fiscalização da Semas identificaram outra infração: um desvio da drenagem de água pluvial do galpão de carvão da empresa para uma canaleta de drenagem da empresa Albras, que passa pela área da Alunorte, outra empresa localizada na mesma área. O lançamento da água pluvial, decorrente de chuvas na planta industrial da Hydro, ocorreu sem antes passar pelo sistema de tratamento. Já em abril, a Justiça deferiu a Ação Civil Pública, protocolado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), determinando à Hydro que deposite R$ 150 milhões de  caução ao Estado pelos danos ambientais causados em Barcarena.
Outro lado
Por meio de nota, a Hydro informou que durante as inspeções, foi observada a existência de acúmulo de água de chuva oriunda de uma pilha de solo vegetal próxima ao DRS2, que foi objeto de coleta para análise. Entretanto, a Semas emitiu um auto de infração por carreamento de sólidos dessa área, sem haver, contudo, qualquer indício de contaminação. 

Ainda segundo a nota, as visitas confirmaram que a água empoçada originou-se de um escoamento de água de chuva proveniente de uma área de solo orgânico, sem nenhum contato com resíduos do processo industrial. Não há evidências de que esse escoamento superficial possa ter atingido o Igarapé Água Verde situado nas proximidades.

"A Alunorte realizou a análise de amostras da água confirmando valores de pH normais, comprovando que não houve contato com resíduos de bauxita. Os taludes do depósito estão íntegros e as bordas livres das bacias são de aproximadamente 3 metros, o que atesta que não houve rompimento ou transbordo das bacias ou do  depósito de resíduos", completa a nota. A empresa disse ainda que segue cooperando com as autoridades. (O Liberal)

Mais dois, isso mesmo, mais dois dos muitos PMs assassinados em Belém este ano

Dois policiais militares foram morto ontem em Belém, dois cabos

Segurança do vice-governador do Pará, Zequinha Marinho, o cabo identificado como Kenny Danillo Gusmão, de 35 anos, foi assassinado na noite deste sábado (16), no bairro do Mangueirão, em Belém, por homens que estavam em uma moto. A Polícia ainda não sabe como aconteceu o crime, mas testemunha disseram que foi uma tentativa de assalto. 
Danilo estava com a esposa dentro do carro, em rua próxima ao ginásio Mangueirinho, quando reagiu a uma tentativa de assalto e foi baleado na cabeça por dois homens em uma motocicleta. Os criminosos levaram a arma do policial militar. A esposa não ficou ferida. Danilo ainda chegou a ser levado para o Hospital Metropolitano, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Várias guarnições da Polícia Militar mantiveram intensas buscas nos bairros Mangueirão, Parque Verde e Benguí na tentativa de identificar e prender os autores do delito. Quem souber de alguma informação que leve aos autores do crime,  pode utilizar o 181 – Disque -Denúncia.
O Velório do Cabo Danilo será em uma capela na Pax Metropolitana e o enterro no Cemitério Parque da Eternidade em Marituba, no final da tarde de hoje.
Na manhã deste domingo (17), o vice-governador enviou nota de pesar à imprensa.

Nota de pesar
"Existem momentos em que as palavras fogem, diante do sentimento de total perplexidade pela banalização da vida diante da violência que assola, devasta, e tira do nosso convívio pessoas queridas, amigos, companheiros de trabalho, esposos, filhos, pais, irmãos, trabalhadores dignos, honrados, servidores exemplares...Esta noite, aqui em Altamira, me chega a trágica notícia da morte do Cabo Danilo, integrante da minha Equipe de Segurança. 
Vítima de uma tentativa de assalto próximo ao Ginásio Mangueirinho, estava em companhia da esposa quando foi alvejado pelos bandidos que lhe ceifaram a vida aos 35 anos, nos deixando a todos, seus colegas de trabalho da Vice-governadoria do Estado, desolados e totalmente abalados. CB PM Kenny Danilo Lima Gusmão foi um exemplo de servidor, especialmente na função desempenhada junto à nossa segurança, tendo nos acompanhado ao longo desses quatro anos de mandato, com dedicação e profissionalismo irretocáveis.
Externamos nosso mais profundo pesar por esta morte precoce, rogando a Deus que o receba nas Mansões Celestiais e que nos dê conforto a todos nós que iremos ficar sem o convívio de sua juventude e sua alegria, especialmente os seus familiares e amigos".
Outro caso
Outro policial militar também foi morto na noite de ontem (16), na rua dos Mundurucus, com a avenida Jose Bonifácio, em Belém. A polícia acredita que o cabo Silney Pereira Mendonça tenha sido vítima de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, já que os acusados levaram a arma e outros pertences do militar.  O cabo Silney Ferreira Mendonça, de 33 anos, era casado e tinha uma filho. Ele atuava pelo Batalhão de Polícia Penitenciária (BPOP) e há 8 anos fazia parte da PMPA
O militar estava de folga e prestava serviço a uma empresa de sorteio de prêmios. Ele teria se abrigado da chuva, momento em que dois homens chegaram, em uma moto, atirando contra o praça. Detalhes das circunstâncias do crime estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
De acordo com 20º BPM, Rafael Martins de Assis foi identificado como o autor dos disparos contra o policial – informação confirmada por um homem, preso no início da madrugada de hoje e encaminhado à Divisão de Homicídios da PC, que teria emprestado a motocicleta usada no momento do crime. Rafael é foragido do sistema penal. Para localização dele e de outros possíveis envolvidos, uma grande mobilização foi montada por militares do 20º BPM, do Comando de Missões Especiais (CME) e até do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).
Castanhal 
Em Castanhal, nordeste paraense, a noiva de um policial militar, identificado como Haroldo Marcelo Mamede Amoras, foi baleada e morreu durante tentativa de assalto na noite de ontem (16). A vítima foi identificada como Aliny Mara. A esposa do militar foi baleada após suposta troca de tiros no momento da ação. Pelo Facebook, parentes e amigos da vítima lamentaram a perda de Aliny. (Portal ORM)

Deputado e cidadão intervêm e ajudam a prender assaltante de ônibus em Belém


Deputado e cidadão intervêm e ajudam a prender assaltante de ônibus em Belém (Foto: Via/WhatsApp)O deputado estadual Coronel Neil, da Polícia Militar, juntamente com um cidadão não identificado, ajudaram a prender um assaltante na tarde do último sábado (16). O fato ocorreu na rua Manoel Barata, no bairro do Comércio, em Belém.

De acordo com a assessoria de imprensa, o parlamentar estava no carro com a família quando percebeu uma perseguição policial pela travessa Rui Barbosa.

A pé, um policial militar perseguia um dos suspeitos por assaltar um ônibus momentos antes. Ao perceber a distância entre o policial e o bandido, o deputado Coronel Neil saiu do carro que conduzia para ajudar na perseguição.

"Ele conseguiu alcançar e, com a ajuda de um cidadão que estava no local, imobilizou o suspeito até a chegada do policial", disse a assessoria em nota.

Durante a revista foram encontrados três carteiras, dois aparelhos celular e um valor em dinheiro.

O preso foi um dos responsáveis pelo assalto ao ônibus ocorrido minutos antes no centro da cidade.

O outro integrante da dupla foi preso pela guarnição da Polícia Militar responsável pela área. Os dois foram conduzidos para a Central de Flagrantes, em São Brás. (DOL)

Raspadinha Premiada: sorteio foi ontem à tarde


            Blog do Jota Parente 0 Foi feito no final da tarde de ontem, o sorteio da Raspadinha Premiada, promoção que movimentou o comércio de Itaituba, realizada pela CDL, pela ASEII e pelo SINDILOJAS.
            5 pessoas que compraram nos estabelecimentos comerciais que aderiram à promoção e cinco vendedores que fizeram as vendas das raspadinhas sorteados foram contemplados.
            Os clientes sorteados receberão R$ 2 mil cada e os vendedores desses clientes ganharam R$ 200,00. Os prêmios serão entregues nesta segunda, 18 de junho.
            O empresário Patrick Sousa, presidente da CDL, disse que a promoção alcançou resultados positivos.
            Patrick - A experiência de promover a Raspadinha Premiada entre as três entidades foi positiva. Conseguimos motivar o comércio a vender mais, possibilitando que as empresas tivessem mais lucros, e nós só temos a agradecer às empresas que participaram.
            Foi uma ousadia, porque foram distribuídos R$ 26 mil em prêmios, com a participação de 43 empresas. Nossa projeção era alcançar 50 empresas, mas, temos certeza que na próxima esse número será ultrapassado depois que quem ficou de fora constatar o sucesso que foi obtido nessa primeira edição.
            Blog do Jota Parente -  Então, haverá uma segunda edição...
            Patrick – Sim. Nós vamos lançar a segunda edição no dia 1º de agosto, com final marcado para o início do ano de 2019, permanecendo cinco meses no ar para incentivar o comércio a vender mais, incentivando a economia do município.
            Blog do Jota Parente – Para o presidente da Associação Empresarial, Fabrício Schuber, foi dentro do planejado...
            Fabrício – Está de parabéns o presidente Patrick Sousa pelo êxito da promoção. Ele não mediu esforços. Arregaçou as mangas, foi para cima, montando uma ótima equipe de trabalho que foi para as ruas, e assim foi conseguido o número de 43 empresas participantes. A gente acredita que a tendência é só aumentar o número de empresas na próxima pro
moção.
            Eu tenho a expectativa de que eventos como esse motive mais e mais empresas a aderirem às promoções e às entidades que as representam, tornando a classe mais unida, e sendo mais unida, será mais forte.
            Eis os ganhadores:



sexta-feira, junho 15, 2018

A esquerda só não volta ao poder, se não quiser


Resultado de imagem para fotos de reinaldo azevedoPois é, diria que está tudo como o diabo gosta, e o diabo gosta de confusão.
Se a gente for pegar toda a literatura sobre demonologia, e já se escreveu bastante, a gente nota que o capeta, o papel dele é provocar desinteligência entre as pessoas, é romper os vínculos de comunicação, de modo que umas não consigam mais falar com as outras, e a partir daí então ele consegue estabelecer o seu reinado.
Nós estamos passando um pouco por isso. Não há absolutamente nada de surpreendente no que está aí; o que é esta aí é o resultado matemático de uma operação que foi feita. A operação consiste no seguinte: coloque as instituições em descrédito, coloque a política em descrédito, coloque o homem público em descrédito, diga que ninguém presta, diga que a vida política brasileira se resume a um bando de canalhas que estão lhe roubando o tempo inteiro, e nós temos vamos isso que aí está.
A economia piorou; a gente poderia crescer perto de 4%; essa era a perspectiva, e nós vamos crescer bem menos.
De acordo com o Banco Central, a previsão atual é de um crescimento de 1,94%, abaixo de 2%. 82% consideram o governo Temer ruim ou péssimo, e segundo essas pessoas, esse é o pior governo desde Sarney, superando Sarney, que não fechou a porta da hiperinflação; Collor, que chegou a 68% de impopularidade sequestrou a poupança dos brasileiros; Dilma teve 71% de ruim péssimo e Dilma nos deu a maior recessão da história e quebrou o país.
Temer pegou a taxa da SELIC em 14,25% e agora está em seis e meio, menor juro nominal da história menor, juro real da história. Pegou uma inflação de mais 10%, que está hoje em menos de 3%, com previsão de crescer um pouco aí em razão desse último stress.
Temer não fez só isso. Criou a lei de responsabilidade das estatais, retomou os marcos do pré-sal, fez a reforma Educacional, estabeleceu o teto de gastos, e nem esses 82% vão me impedir de dizer que em dois anos foi o governo que mais fez desde Sarney. 82% consideram que o pior governo da história.
A vida das pessoas está boa? Não, a vida das pessoas não está boa; eu não estou dizendo que esteja. Sabe quando o brasileiro vai recuperar a renda que tinha em 2013, só em 2023.
A partir de maio do ano passado foi criada a crise Joesley Batista, uma tramoia entre o Ministério Público e o Supremo, pelo senhor Edson Fachin, com a conivência da senhora Carmem Lúcia. O Brasil entrou um parafuso; 67% passaram a considerar o governo Temer ruim ou péssimo, e uma vez daí o céu é o limite. Ah, mas nós 45% acham que vai melhorar! É mesmo?
30% ainda preferem o Lula, outros 17% querem Bolsonaro, que não sabe o que é o tripé macroeconômico; sobre a economia recomenda que o Gordinho não seja gay, não seja mariquinhas.
O que nós temos hoje é uma perspectiva de choque entre populismo pela frente, e se alguém quer saber, o trabalho que o Ministério Público fez em companhia da direita xucra, eu resumo assim: a esquerda só não volta o poder, se for muito incompetente.
O PT foi deposto a menos de três anos, em um mar de lama em que se encontrava.
Lula tem um potencial de transferência de volta de 47%; não será candidato e a tendência é para apoiar Ciro Gomes.
A esquerda só não volta ao poder se não quiser; a Lava Jato será o mais longo, mais caro e mais traumático caminho entre a esquerda e a esquerda.

Reinaldo Azevedo
UOL e Rede TV

A Copa Não Empolgou


Embora a seleção brasileira venha inspirando confiança no torcedor, pelos resultados que vem conseguindo desde as eliminatórias e até nos amistosos mais recentes, a copa do mundo da Rússia, até agora ainda não despertou na população brasileira o mesmo entusiasmo das copas passadas.
Não é que brasileiro tenha deixado de gostar de futebol, ou, que a copa tenha perdido a importância no cenário esportivo do país. A razão para essa indiferença da população com a copa tem motivos diversos. Um deles, certamente, é que o brasileiro ainda não esqueceu dos escândalos de corrupção com as obras para a copa de 2014 realizada aqui no Brasil.
Outro motivo que está tirando a empolgação do torcedor é a crise econômica que o país vive e que tirou o poder de compra da população, e sem dinheiro no bolso não dá para comprar os tradicionais enfeites verde e amarelo que coloriam as ruas nas copas anteriores.
São raros os pontos em que os moradores se mobilizaram para colocar as bandeirinhas nas ruas.  Até o comércio parece meio tímido na decoração das lojas e nas promoções que geralmente ocorrem nesse período da copa.
Talvez, uma boa campanha da seleção nessa fase inicial da copa possa mudar esse comportamento do torcedor. É isso que todo brasileiro espera, até mesmo aquele que não é muito apaixonado por esporte, e o futebol, especificamente, ainda é uma das poucas coisas que eleva a estima e causa alegria nos brasileiros.
Seria muito ruim o futebol perder o fascínio que exerce no povo brasileiro.
Jornalista Weliton Lima
Comentário do Focalizando de quinta-feira, 14 de junho

Publicação de Edital


17 dias sem mortes no trânsito

Resultado de imagem para fotos de paz no trânsitoNão é a melhor marca do ano, mas, já é alguma coisa que representa sempre uma esperança de que as coisas estejam mudando, mesmo que lentamente.

As mudanças feitas com a transformação de quatro vias em mão única, acompanhada da sinalização de um grande número de ruas deve ter consequências positivas. É o que se espera.

Na edição passada do Jornal do Comércio, foi publicada uma matéria com detalhes do que aconteceu com o trânsito em Itaituba este ano.

16 mortes ainda é um número muito alto para uma cidade desse porte, mas, se não houver um recrudescimento do número de acidentes, sobretudo com mortes, o ano de 2018 poderá terminar com menos óbitos.

O período mais longo deste ano sem registro de mortes por acidentes de trânsito foi de 29 de abril a 29 de maio,  um mês inteiro sem uma vítima fatal.

Quem sabe estamos avançando. Mas, é melhor esperar mais um pouco. Ainda é cedo para comemorar.

Jota Parente

quinta-feira, junho 14, 2018

Publicação de Edital


World Tractor


Hélio Rezende, um itaitubense das arábias

Piloto Hélio Rezende (esquerda)

          Desde a crise no comércio do ouro, registrada no governo do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a partir de janeiro de 1991, as famílias de Itaituba passaram a dar mais valor ao estudo dos filhos, até então relegado a segundo plano por muita gente que conseguia ganhar um bom dinheiro com a atividade garimpeira.
            Essa mudança de comportamento pôde ser percebida a partir do início do Século XXI, quando muitos dos jovens que saíram para estudar fora, começaram a retornar depois de terminar um curso superior. Sem muitas opções na terra onde nasceram, muitos não retornaram.
            Hélio Rezende está entre esses jovens, com a diferença de que mudou de cidade, indo morar em Macapá, pois a família mudou-se para lá. Porém, nunca perdeu sua identificação com a terra em que nasceu, a ponto de iniciar sua carreira de aeronauta aqui mesmo, depois de conseguir o brevê. E nesta edição, o hoje piloto da Omã Air conta sua trajetória vitoriosa.
            Nascido em Itaituba em 02 de maio de 1985, filho de Léo Rezende e Lia Rezende, ela, “in memoriam”, estudo no Instituto de Educação de Itaituba, na Escola Semente do Saber e no Isaac Newton. Em Macapá, chegou a iniciar uma faculdade, mas, a cabeça estava voltada, mesmo, era para a aviação, profissão do pai.
            A infância e parte da adolescência foram vividas em Itaituba, completando essa fase em Macapá, sempre muito ligado ao esporte, sendo um praticante de futebol, sem a mesma inspiração que demonstraria mais tarde como piloto, profissão com a qual se identificou desde cedo, conforme disse em entrevista ao Jornal do Comércio, onde conta detalhes de sua vida.
Jornal do Comércio – Desde quando começou a pensar no que desejaria ser, pensou em ser piloto?
Hélio - Sempre! Meus pensamentos eram sempre voltados para esse fim, e era algo natural que só precisava esperar o tempo chegar. Nunca me imaginei fazendo outra coisa.
            Jornal do Comércio - Até que ponto seu pai, que é piloto desde a segunda metade dos anos 1970 influenciou na sua decisão?
            Hélio - A influência, logicamente, existiu, mas, foi bem natural, afinal, eu literalmente cresci em ambiente de aviação e convivendo com pessoas do meio. Daí, foi um pulo.
Jornal do Comércio - Quando e com que idade você conseguiu seu brevê?
            Hélio - Tirei o brevê com 19 anos, em 2004, e com 20 anos iniciei no primeiro emprego. Até hoje, só trabalhei nessa área. Aos 21 anos fiz o meu primeiro voo solo como Comandante de Táxi Aéreo.
Jornal do Comércio - Em que empresas trabalhou enquanto pilotou aviões de pequeno porte?
            Hélio - Trabalhei em empresas, como TAIL (Táxi Aéreo Itaituba Ltda), Fretax Táxi Aéreo e Norte Jet; em Macapá, trabalhei na Rio Norte Táxi Aéreo, que foi a melhor fase naquele período, voando basicamente no Pará, no Amapá e no Maranhão.
Felizmente, tive a oportunidade de fazer dois voos para Itaituba, partindo de Belém, profissionalmente, como comandante. E antes de iniciar a carreira profissional tive um estágio de alguns meses em Itaituba, adquirindo experiência e horas de voo necessárias para a fase de piloto comercial, apadrinhado pelo Comandante Luiz Feltrin, ícone da aviação na região, o qual ajudou muitos pilotos em diversas fases da carreira. 
Jornal do Comércio - Quando você sentiu que estava na hora de alçar voos mais altos, passando para a aviões de carreira?
            Hélio - No final de 2009 senti a necessidade de experimentar algo diferente na carreira, então vendi um carro e fui para São Paulo fazer alguns cursos necessários na área, apoiado de todas as maneiras possíveis pelo meu pai, o comandante Léo Rezende.
Depois de qualificado, pronto e apto para o desafio, espalhei o meu currículo pelas grandes empresas. Após três meses de espera, a Gol foi a primeira a me chamar, então em abril de 2010 iniciei o treinamento na mesma.
Foi uma experiência de vida e profissional muito enriquecedora, pois, pude vivenciar outro segmento da minha área.
Aprendi muitas coisas e tive a oportunidade de voar por todos os estados e principais aeroportos do Brasil e alguns países da América do Sul, Central e do Norte (Estados Unidos, México, Caribe, Venezuela, Chile, Argentina, Uruguai entre outros), 13 ao todo nesse período. Além de abrir-me as portas, capacitou-me para atuar em outras partes do mundo. A Gol é uma empresa com um clima muito bom para trabalhar, foram 7 bons anos.
Jornal do Comércio - Como o distante e pouco conhecido dos brasileiros, sultanato de Omã surgiu em seu horizonte?
            Hélio - O primeiro contato com a ideia de trabalhar em Omã, na Omã Air aconteceu através de um amigo paraense, de Belém, colega de trabalho na Gol, que já estava com a seleção agendada no país árabe. Ele me convidou. Então constatei que tinham alguns pilotos da Gol migrando para esse país, pois a nossa experiência no avião - Boeing 737 se encaixava no perfil desejado por eles.
Isso foi lá pela metade de 2016. No começo relutei e passei alguns meses pensando na mudança, até que na virada do ano para 2017 decidi, e após feita a seleção, após esperar alguns meses, desembarquei em Mascate para a nova vida, em agosto de 2017. 
Jornal do Comércio - O choque cultural foi forte na chegada?
            Hélio – Obviamente, existe a diferença de cultura, porém, também existe muito mito a respeito. As pessoas locais têm a sua crença, e a seguem à risca, como vestimentas e costumes religiosos; porém, nos países do Oriente Médio existem muitos expatriados (termo usado para residentes que vêm de outros países), de todos os lugares do mundo (até de Itaituba), então, não há um choque de cultura tão forte ao chegar.
Datas como natal e páscoa são normalmente exploradas comercialmente. Aqui mesmo, no condomínio aonde moro, 90% dos moradores são de fora, então, tem horas que nem lembramos que estamos no Oriente Médio. Além disso, os árabes são muito amigáveis e não há qualquer tipo de censura da parte deles para com os estrangeiros; há um grande respeito de ambas as partes em relação às diferenças.
Aonde se vê restrição é na parte relacionada a festas e bebida alcoólica.  Realmente é bem diferente do Brasil. Não existem festas como as nossas, não há bares para comprar bebida alcoólica. Outra coisa bem diferente é a segurança, aqui simplesmente não existem roubos ou violência.
Na parte da alimentação, sinto falta das comidas regionais do Pará, porém, por outro lado, há vários tipos de restaurantes e quase todos os tipos de comida.
Jornal do Comércio - Como você descreve essa experiência de alguns meses nessa atividade em Omã?
Hélio - A experiência de trabalhar aqui é algo bem rico como se imagina; é uma das áreas mais movimentadas do mundo em termos de tráfego aéreo. Outra coisa interessante é dividir a cabine de comando com pilotos de diversos lugares do mundo, com espanhóis, húngaros, suecos, russos, ucranianos, africanos, indianos, egípcios, panamenhos, peruanos entre outros…
Eu faço rotas de países árabes e países da Ásia. Já estive na Índia, no Paquistão, no Sri Lanka e outros. Na parte da administração e rotina operacional, os árabes são bem mais disciplinados e menos flexíveis que os brasileiros. Na aviação comercial há uma linguagem bem padronizada mundialmente, então, muita coisa da rotina aqui é algo que já via na Gol, não houve muito impacto. 
Jornal do Comércio - E como é o lazer?
            Hélio – O dia a dia aqui não é muito diferente do que eu tinha antes; contato com os amigos brasileiros da empresa, cinema, futebol, praia, visitar alguns pontos turísticos da cidade e arredores, além de descansar, pois afinal, o ritmo de trabalho aqui é bem mais intenso.
Jornal do Comércio – Como é a relação de estrangeiros com as mulheres árabes?
            Hélio - A relação de estrangeiros com as mulheres locais se resume à cordialidade, pois muitas trabalham em diversos setores da empresa, trabalham em bancos, etc... Até onde sei, não é permitido o envolvimento delas com estrangeiros, mesmo porque os árabes são muito tradicionalistas. Mas, em Omã tem gente de muitos lugares, da Europa e da Ásia, principalmente, e os brasileiros que querem namorar, não tem problema, pois podem namorá-las à vontade.
Jornal do Comércio – Quanto tempo pretende ficar no Oriente Médio?
            Hélio - Meu plano inicial é ficar 3 ou 4 anos, cumprir o contrato, aprender mais e aprimorar o inglês. Creio que nesse tempo terei mais embasamento para decidir o próximo passo.
Posso tentar ingressar numa empresa maior daqui da região, ou permanecer e apostar no crescimento da Omã Air, pois, há muita expectativa em torno disso; e paralelo à isso, ficar sempre atento ao mercado de trabalho no Brasil, que infelizmente, por hora se encontra estagnado e não apresenta perspectiva a curto e médio prazo; afinal de contas, a aviação é totalmente ligada à economia do país. Se a economia está bem, a aviação vai bem, se a economia não vai bem, isso reflete diretamente na aviação.