A I Jornada de Comunicação de Itaituba terminou ontem às 18:30. O jornalista Manuel Dutra, doutor em comunicação social, considerou bastante produtivo o encontro com Jornalista, repórteres e comunicadores em geral.
A Jornada começou sexta e terminou ontem. Foram 12 horas de interação entre Dutra e os profissionais de Itaituba e de cidades vizinhas.
De acordo com alguns participantes do evento, a iniciativa do Jornal do Comércio foi louvável.
Diego Mota, da ´TV Cidade Dourada (Rede TV) disse que o pessoal só se reunia para tomar cerveja e jogar conversa fora, afirmando que encontros como esses deveriam acontecer com mais frequência.
Para Andréia Siqueira (Tapajoara), foi uma oportunidade de aprender bastante, apesar do pouco tempo.
Os comentários foram por essa linha, de todos os que foram ouvidos.
Manuel Dutra aproveitou o dia de hoje para conhecer algumas praias de Itaituba, ao lado do professor Jadir Fank, diretor da FAT e de Jota Parente, que organizou o evento. Dutra retornará amanhã cedo para Santarém.
Domingo, Setembro 30, 2007
Terça-feira, Setembro 25, 2007
Renan corta verba da Manaus - Porto Velho
Toda a verborragia eleitoreira do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que anunciou recentemente, aliás pela terceira vez, a retomada das obras da rodovia BR 319, que liga Manaus ao resto do país e que seria o carro-chefe da campanha do mesmo Alfredo para o governo do Estado, pode virar fumaça. E a estrada voltar a cumprir sua função de atoleiro e profusão de capoeira desde quer saiu do papel em 1974.
É o que está escrito no Decreto Legislativo, aprovado pelo Congresso Nacional e assinado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Não há recurso no Orçamento para essa rodovia. Por tanto, senão tem dinheiro não tem obra nem propina para fazer caixa dois de campanha, não é verdade?
Melhor não desembrulhar...
O senador Renan Calheiros bem que avisou para que não mexessem com ele. Além de poderoso, ele sabe das coisas, de muitas coisas que é melhor não desembrulhar. Numa canetada, para ilustrar o tamanho de sua indignação e poder, com os enxerimentos entre Aloizio Mercdante, do dossiê tucano, e a oposição do Senado, ele, simplesmente excluiu da Lei Orçamentária para 2007 os seis trechos rodoviários em construção da BR-319. O decreto foi divulgado ontem no Diário Oficial da União (DOU). E depois que sai no Diário, mano, é mais do que oficial. É pra valer, irreversível e real. Essa obra tem a ver com toda a estratégia de ocupação da Amazônia, o PAC do presidente Lula e os acordos do Planalto com os governos locais, do PMDB e do PT, está entendendo?
Último a saber
O ministro Alfredo Nascimento nunca foi homem de brincar com informação. Formado em Letras e informado sobre a importância dO palavrório oportunista, ele sempre se empenhou em financiar bons profissionais para a comunicação oportuna e matreira da informação. Não foi à-toa que se tornou o melhor prefeito do país, quiçá do universo...
Infelizmente, em nome de uma estratégia de longo prazo destacou seu alto escalão de mídia para a parceria de Itaparica que firmou com Serafim Correa, daí o desfalque em seu staff no setor mídia dos transportes. Provavelmente por isso a assessoria de comunicação de seu Ministério não informou o acontecido – o aborto viário que padeceu por obra e graça da retaliação de Renan – e mandou dizer que as obras permanecem em execução. Será?
É o que está escrito no Decreto Legislativo, aprovado pelo Congresso Nacional e assinado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Não há recurso no Orçamento para essa rodovia. Por tanto, senão tem dinheiro não tem obra nem propina para fazer caixa dois de campanha, não é verdade?
Melhor não desembrulhar...
O senador Renan Calheiros bem que avisou para que não mexessem com ele. Além de poderoso, ele sabe das coisas, de muitas coisas que é melhor não desembrulhar. Numa canetada, para ilustrar o tamanho de sua indignação e poder, com os enxerimentos entre Aloizio Mercdante, do dossiê tucano, e a oposição do Senado, ele, simplesmente excluiu da Lei Orçamentária para 2007 os seis trechos rodoviários em construção da BR-319. O decreto foi divulgado ontem no Diário Oficial da União (DOU). E depois que sai no Diário, mano, é mais do que oficial. É pra valer, irreversível e real. Essa obra tem a ver com toda a estratégia de ocupação da Amazônia, o PAC do presidente Lula e os acordos do Planalto com os governos locais, do PMDB e do PT, está entendendo?
Último a saber
O ministro Alfredo Nascimento nunca foi homem de brincar com informação. Formado em Letras e informado sobre a importância dO palavrório oportunista, ele sempre se empenhou em financiar bons profissionais para a comunicação oportuna e matreira da informação. Não foi à-toa que se tornou o melhor prefeito do país, quiçá do universo...
Infelizmente, em nome de uma estratégia de longo prazo destacou seu alto escalão de mídia para a parceria de Itaparica que firmou com Serafim Correa, daí o desfalque em seu staff no setor mídia dos transportes. Provavelmente por isso a assessoria de comunicação de seu Ministério não informou o acontecido – o aborto viário que padeceu por obra e graça da retaliação de Renan – e mandou dizer que as obras permanecem em execução. Será?
Dengue hemorrágica
Pesquisa mostra que entre 30 infectados, 16 tiveram doença pela primeira vez. Aumento de casos está relacionado a mutações que tornam os vírus mais agressivos.
O resultado de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz, no Recife, deixou os médicos em alerta. A versão mais grave da dengue - a hemorrágica - tem sido registrada em pessoas que ainda não haviam contraído a forma comum da doença. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 442.757 casos de dengue no Brasil entre janeiro e agosto deste ano. Os dados apontam que 926 eram da forma hemorrágica. (G1)
Nota do blog: Vários casos de dengue foram registrado durante este verão em Itaituba. A vereadora Ana Cativo teve dois de seus filhos infectados mês passado, um dos quais passou mal.
é bom a Secretaria de Saúde começar a pensar numa grande campanha, antes mesmo do inverno chegar, pois a notícia divulgada nesta terça dando conta de que muita gente que nunca havia contraído a doença pegou dengue hemorrágica é mais que preocupante.
O resultado de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz, no Recife, deixou os médicos em alerta. A versão mais grave da dengue - a hemorrágica - tem sido registrada em pessoas que ainda não haviam contraído a forma comum da doença. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 442.757 casos de dengue no Brasil entre janeiro e agosto deste ano. Os dados apontam que 926 eram da forma hemorrágica. (G1)
Nota do blog: Vários casos de dengue foram registrado durante este verão em Itaituba. A vereadora Ana Cativo teve dois de seus filhos infectados mês passado, um dos quais passou mal.
é bom a Secretaria de Saúde começar a pensar numa grande campanha, antes mesmo do inverno chegar, pois a notícia divulgada nesta terça dando conta de que muita gente que nunca havia contraído a doença pegou dengue hemorrágica é mais que preocupante.
Destino Altamira
Com uma delegação composta por mais de 80 atletas, a seleção de Itaituba segue nesta quarta-feira para Altamira, onde participará da fase classificatórias dos Jogos Abertos do Pará. Fazem parte atletas das modalidades de futsal, handbol, voleibol, tênis de mesa e atletismo.
Itaituba tem conseguido bons resultados. Ano passado classificou-se em alguma modalidades e voltou de Belém com vitórias importantes.
a ida da delegação foi possível por causa da participação do Poder Público, através da Secretaria de Educação e da iniciativa privada. O retorno acontecerá domingo à noite.
Itaituba tem conseguido bons resultados. Ano passado classificou-se em alguma modalidades e voltou de Belém com vitórias importantes.
a ida da delegação foi possível por causa da participação do Poder Público, através da Secretaria de Educação e da iniciativa privada. O retorno acontecerá domingo à noite.
TCM – João Salame recolhe assinaturas para instalar CPI
Blog do Barata - Pelo menos 14 das 17 assinaturas necessárias para abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), destinada a apurar as denúncias de corrupção envolvendo o TCM, já teriam sido recolhidas, segundo a declaração feita a “O Liberal” pelo deputado João Salame.
O parlamentar do PPS foi o autor da proposta de realização de uma sessão especial na Assembléia Legislativa do Pará para debater as suspeitas de corrupção que tisnam a imagem do TCM.“O Liberal” acrescenta, reproduzindo declarações do deputado João Salame, de acordo com o qual "o caso de Barcarena e outros mais constam de extenso documento entregue aos parlamentares pouco antes da sessão começar.
Caso tais irregularidades se confirmem, contando inclusive com a análise técnica do conselheiro Alcides Alcântara, será inevitável que a AL instale uma CPI". Disse ainda mais o parlamentar do PPS: "Na véspera desta sessão, recebi várias denúncias de prefeituras do interior, algumas muito graves. Mas vamos analisar todas com cuidado. Além disso, o próprio conselheiro Alcides Alcântara confirmou que existe no TCM um achaque de prefeitos. Só esta chantagem já é motivo para que aprofundemos uma investigação no TCM".
O parlamentar do PPS foi o autor da proposta de realização de uma sessão especial na Assembléia Legislativa do Pará para debater as suspeitas de corrupção que tisnam a imagem do TCM.“O Liberal” acrescenta, reproduzindo declarações do deputado João Salame, de acordo com o qual "o caso de Barcarena e outros mais constam de extenso documento entregue aos parlamentares pouco antes da sessão começar.
Caso tais irregularidades se confirmem, contando inclusive com a análise técnica do conselheiro Alcides Alcântara, será inevitável que a AL instale uma CPI". Disse ainda mais o parlamentar do PPS: "Na véspera desta sessão, recebi várias denúncias de prefeituras do interior, algumas muito graves. Mas vamos analisar todas com cuidado. Além disso, o próprio conselheiro Alcides Alcântara confirmou que existe no TCM um achaque de prefeitos. Só esta chantagem já é motivo para que aprofundemos uma investigação no TCM".
A hora H da Assembléia
Do blog 5ª Emenda - Abundam fatos determinados que justificam a instalação da CPI do TCM.São torrencias e diversificadas as evidências de assaltos em série aos cofres públicos, protagonizadas por atores de dentro e de fora do tribunalTodavia, a maioria dos deputados ainda é contra a CPI, que precisa seguir alguns ritos até seu pedido ser encaminhado à Mesa.
Entre os setoristas - que no jargão jornalístico refere-se aos repórteres encarregados de uma área específica - que cobrem a AL, a sensação é que alguns deputados dependem de prefeitos envolvidos até o pescoço nas denúncias do conselheiro Alcântara. Mas já existiriam 14 parlamentares dispostos a assinar o pedido.
Então vamos combinar assim: o deputado que for contra a abertura da CPI inscreve seu nome no crime organizado, por se recusar a investigá-lo. Ou não? Ou, quem sabe, para não aparecer nas investigações, na condição de parlamentar, ou para proteger ex prefeito ou prefeito aliado.
Haveria outra razão? Qual? Quer dizer, ou assina o pedido de CPI, ou a declara-se, por oposição, conivente com a corrupção porque contrário a apurá-la na alçada política, argumento que utilizam para safar-se das enrascadas jurídicas em que se metem.
Pode ser também que a disposição dos deputados só apareça depois de algum tempo, até que as informações levantadas pela Operação Rêmora venham à lume, a esta altura uma questão de interesse absolutamente público, pelo rasgo da lâmina que expôs as vísceras da politica paroara, com vítimas fatais, inclusive, mostradas.
Minha opinião: É isso mesmo, meu caro Juvêncio. Os caras se elegem prometendo uma coisa, mas quando chegam na Assembléia Legislativa se enturmam e passam a defender apenas os seus próprios interesses, ou de grupos que façam parte. Ficarei surpreso se os deputados que defendem a CPI consiguirem levar a mesma adiante.
Entre os setoristas - que no jargão jornalístico refere-se aos repórteres encarregados de uma área específica - que cobrem a AL, a sensação é que alguns deputados dependem de prefeitos envolvidos até o pescoço nas denúncias do conselheiro Alcântara. Mas já existiriam 14 parlamentares dispostos a assinar o pedido.
Então vamos combinar assim: o deputado que for contra a abertura da CPI inscreve seu nome no crime organizado, por se recusar a investigá-lo. Ou não? Ou, quem sabe, para não aparecer nas investigações, na condição de parlamentar, ou para proteger ex prefeito ou prefeito aliado.
Haveria outra razão? Qual? Quer dizer, ou assina o pedido de CPI, ou a declara-se, por oposição, conivente com a corrupção porque contrário a apurá-la na alçada política, argumento que utilizam para safar-se das enrascadas jurídicas em que se metem.
Pode ser também que a disposição dos deputados só apareça depois de algum tempo, até que as informações levantadas pela Operação Rêmora venham à lume, a esta altura uma questão de interesse absolutamente público, pelo rasgo da lâmina que expôs as vísceras da politica paroara, com vítimas fatais, inclusive, mostradas.
Minha opinião: É isso mesmo, meu caro Juvêncio. Os caras se elegem prometendo uma coisa, mas quando chegam na Assembléia Legislativa se enturmam e passam a defender apenas os seus próprios interesses, ou de grupos que façam parte. Ficarei surpreso se os deputados que defendem a CPI consiguirem levar a mesma adiante.
Maria repassa recursos ao comitê pró-criação do estado do Tapajós
A prefeita Maria do Carmo (PT) assinou termo de repasse, na manhã de hoje, no valor de 25 mil para o Movimento pelo Plebiscito e Criação do Novo Estado.
A entidade, presidida pelo professor Edivaldo Bernardo, é responsável pelas ações em favor da luta pela criação do estado do Tapajós.O recurso será repassado em três parcelas: R$ 10 mil e mais 3 de R$ 5 mil até o final do ano.
"Com este repasse, nós vamos poder suprir uma série de necessidades, com transparência e honrando a confiança que está sendo depositada pelo Poder Executivo Municipal”, declarou Edivaldo.- Este é um momento histórico para a nossa região. Fico feliz em poder proporcionar oportunidades desse movimento ir mais longe.
Hoje, a Prefeitura assume o papel na defesa da honra e da cidadania do Oeste do Pará. Não podemos ofuscar a continuidade de um sonho, já que este processo extrapola qualquer limite partidário - completou Maria do Carmo.
Fonte: Prefeitura de Santarém
Meu comentário: Existe uma diferença muito grande no nível de participação do povo de Santarém no Movimento Pela Criação do Estado do Tapajós do que ocorre em outros municípios.
A entidade, presidida pelo professor Edivaldo Bernardo, é responsável pelas ações em favor da luta pela criação do estado do Tapajós.O recurso será repassado em três parcelas: R$ 10 mil e mais 3 de R$ 5 mil até o final do ano.
"Com este repasse, nós vamos poder suprir uma série de necessidades, com transparência e honrando a confiança que está sendo depositada pelo Poder Executivo Municipal”, declarou Edivaldo.- Este é um momento histórico para a nossa região. Fico feliz em poder proporcionar oportunidades desse movimento ir mais longe.
Hoje, a Prefeitura assume o papel na defesa da honra e da cidadania do Oeste do Pará. Não podemos ofuscar a continuidade de um sonho, já que este processo extrapola qualquer limite partidário - completou Maria do Carmo.
Fonte: Prefeitura de Santarém
Meu comentário: Existe uma diferença muito grande no nível de participação do povo de Santarém no Movimento Pela Criação do Estado do Tapajós do que ocorre em outros municípios.
Em Santarém, mesmo que o partido não parece simpático à causa, o prefeito ou prefeita que se mostrar indiferente recebe o troco do eleitor. Aqui em Itaituba isso não tem grande importância.
No recente esforço pelo abaixo-assinado, a Prefeitura de Itaituba teve uma participação decisiva para que se chegasse quase a 17 mil assinaturas.
Não se pode negar que houve um avanço considerável no nível de conscientização. Mas, precisamos melhorar muito.Transporte coletivo: Itaituba terá frota de dez ônibus
Extraído do blog do Dayan
Até o início da 18ª Expoagro dia seis de outubro, Itaituba já terá circulando uma frota de dez ônibus da empresa SW Turismo (Brasília), que já está concluindo a pintura padrão dos mesmos (nas cores amarela/azul).
De acordo com o diretor da Comtri, José de Arimaheia 'Aguiarzinho', os ônibus que virão para Itaituba são novos, confortáveis, com preços acessíveis a população. A tarifa cobrada será no valor de R$ 1,20.
Aguiarzinho disse ainda que a vinda da empresa, foi resultado de sua ida recente a Brasília, onde fez uma exposição de motivos aos investidores, mostrando que Itaituba tem grandes potencialidades de investimentos no setor. Com a circulação dos ônibus, ele considera que agora a cidade estará bem servida em termos de transporte, pois além dos táxis e mototáxis, a população vai dispor também dos coletivos, com três alternativas viáveis de acordo com as necessidades de deslocamento na área urbana.
Para o prefeito Roselito Soares, o transporte coletivo vem para suprir um antigo anseio da comunidade. O estudante do 3º ano do ensino médio Cristiano Sousa que mora no bairro jardim das araras e todos os dias faz um longo percurso até a escola Maria do Socorro Jacob no bairro da floresta, disse que a aquisição dos ônibus coletivos é importante e vem em boa hora, pois vai garantir mais segurança, principalmente na hora de voltar para casa.
Na cidade, o transporte coletivo irá cobrir todos os bairros com um ônibus circular e nove vão atender as demandas de usuários dos bairros do Jardim Aeroporto (Km 05), Piracanã e Floresta até a Getúlio Vargas. (CCS)
Até o início da 18ª Expoagro dia seis de outubro, Itaituba já terá circulando uma frota de dez ônibus da empresa SW Turismo (Brasília), que já está concluindo a pintura padrão dos mesmos (nas cores amarela/azul).
De acordo com o diretor da Comtri, José de Arimaheia 'Aguiarzinho', os ônibus que virão para Itaituba são novos, confortáveis, com preços acessíveis a população. A tarifa cobrada será no valor de R$ 1,20.
Aguiarzinho disse ainda que a vinda da empresa, foi resultado de sua ida recente a Brasília, onde fez uma exposição de motivos aos investidores, mostrando que Itaituba tem grandes potencialidades de investimentos no setor. Com a circulação dos ônibus, ele considera que agora a cidade estará bem servida em termos de transporte, pois além dos táxis e mototáxis, a população vai dispor também dos coletivos, com três alternativas viáveis de acordo com as necessidades de deslocamento na área urbana.
Para o prefeito Roselito Soares, o transporte coletivo vem para suprir um antigo anseio da comunidade. O estudante do 3º ano do ensino médio Cristiano Sousa que mora no bairro jardim das araras e todos os dias faz um longo percurso até a escola Maria do Socorro Jacob no bairro da floresta, disse que a aquisição dos ônibus coletivos é importante e vem em boa hora, pois vai garantir mais segurança, principalmente na hora de voltar para casa.
Na cidade, o transporte coletivo irá cobrir todos os bairros com um ônibus circular e nove vão atender as demandas de usuários dos bairros do Jardim Aeroporto (Km 05), Piracanã e Floresta até a Getúlio Vargas. (CCS)
Domingo, Setembro 23, 2007
Orismar vai com Benigno

Pessoalmente ele manifesta simpatia com a candidatura a prefeito de Valmir Climaco (PMDB). Mas, deixou claro que irá para onde Benigno Reges for.
Orismar Gomes, proprietário do Supermercado Liberdade é uma liderança inconteste do bairro da Liberdade. Por duas vezes elegeu seu irmão Severiano Gomes e quase certamente conseguirá o terceiro mandato. Se retirasse seu apoio, a chance de Severiano seria reduzida a zero.
Quem não o conhece bem nem imagina que aquele jeito quieto, quase mineiro, esconde um articulador que é ouvido e muito bem ouvido por muita gente da Liberdade. Tanto é verdade que todos os candidatos a prefeito há alguns anos buscam seu apoio.
Para que lado irá Benigno?
Valmir Climaco, pré-candidato do PMDB corteja Benigno Reges, ex-prefeito por duas vezes. Roselito o quer em seu palanque em 2008. Ele conversa com todos e não se compromote com ninguém.
Benigno é escorregadio como quiabo cozido. Até que decida com quem vai ficar ele não assume compromisso com ninguém.
Como administrador, ele foi um desastre, tanto no primeiro mandato, para o qual se elegeu, quanto no segundo, que herdou de Wirland Freire, de quem era vice. Mas, como cabo eleitoral, todos o querem.
Seu partido, o PMN, tem bons nomes para disputar a eleição para vereador e essa é uma mercadoria muito valiosa nestes tempos de caça aos votos.
Por enquanto parece que a balança está pendendo mais para o lado de Roselito, que tem feito alguns afagos em Benigno. Mas, Valmir não pensa em desistir de tê-lo junto na próxima eleição para prefeito.
Enquanto isso, Benigno vai cozinhando o galo, esperando a hora certa para decidir. Quem tiver a proposta mais interessante levará seu apoio.
Benigno é escorregadio como quiabo cozido. Até que decida com quem vai ficar ele não assume compromisso com ninguém.
Como administrador, ele foi um desastre, tanto no primeiro mandato, para o qual se elegeu, quanto no segundo, que herdou de Wirland Freire, de quem era vice. Mas, como cabo eleitoral, todos o querem.
Seu partido, o PMN, tem bons nomes para disputar a eleição para vereador e essa é uma mercadoria muito valiosa nestes tempos de caça aos votos.
Por enquanto parece que a balança está pendendo mais para o lado de Roselito, que tem feito alguns afagos em Benigno. Mas, Valmir não pensa em desistir de tê-lo junto na próxima eleição para prefeito.
Enquanto isso, Benigno vai cozinhando o galo, esperando a hora certa para decidir. Quem tiver a proposta mais interessante levará seu apoio.
Legislativo combate desemprego: cada deputado nomeia 45 assessores
Para um observador político, a Assembléia Legislativa está lutando bravamente contra o desemprego no Estado. Na semana que passou, cada um dos 41 deputados, que já contava com trinta assessores no seu gabinete, recebeu mais 15, totalizando 45 assessores à sua inteira disposição.
Para o observador, como, evidentemente, não há trabalho para cada parlamentar ocupar os serviços dos seus 45 assessores, conclui-se que o reforço da lotação dos gabinetes dos parlamentares é um esforço do Poder Legislativo para diminuir o índice de desemprego no Estado.
Outro fato auspicioso comunicado pelo presidente da Casa aos seus ilustres servidores. Nenhum deve se preocupar com o pato do Círio porque na próxima quinta-feira o Legislativo estará pagando o 13º salário ao pessoal, inclusive aos temporários.
Há quem garanta que, se não tirar na loteca, o cidadão pode se considerar feliz e realizado se for nomeado para o Legislativo. Outra observação. Como as atuais instalações do Legislativo não comportam 45 assessores em cada gabinete, eles estão dispensados da freqüência. (Coluna do Hélio Gueiros - Diário do Pará)
Para o observador, como, evidentemente, não há trabalho para cada parlamentar ocupar os serviços dos seus 45 assessores, conclui-se que o reforço da lotação dos gabinetes dos parlamentares é um esforço do Poder Legislativo para diminuir o índice de desemprego no Estado.
Outro fato auspicioso comunicado pelo presidente da Casa aos seus ilustres servidores. Nenhum deve se preocupar com o pato do Círio porque na próxima quinta-feira o Legislativo estará pagando o 13º salário ao pessoal, inclusive aos temporários.
Há quem garanta que, se não tirar na loteca, o cidadão pode se considerar feliz e realizado se for nomeado para o Legislativo. Outra observação. Como as atuais instalações do Legislativo não comportam 45 assessores em cada gabinete, eles estão dispensados da freqüência. (Coluna do Hélio Gueiros - Diário do Pará)
Clube dos 40
Segundo a Setran, 40 municípios vão receber o programa asfalto participativo. Serão justamente aqueles de oposição ao governo passado, tratados a pão e água nos últimos anos.
Para bom entendedor isso significa que quem apoiou o governo passado pode ser tratatado a pão e água por Ana Júlia. Fora dessa lista estão os que já aderiram ao PT e os que estão esperando aprovação para assinar a ficha de filiação.
Para bom entendedor isso significa que quem apoiou o governo passado pode ser tratatado a pão e água por Ana Júlia. Fora dessa lista estão os que já aderiram ao PT e os que estão esperando aprovação para assinar a ficha de filiação.
Sábado, Setembro 22, 2007
Bom negócio
A mudança de lado do ex-vereador Euclides Alves parece ter sido um bom negócio para ele, embora não estivesse nada mal com Valmir.
Uma fonte do blog disse que Euclides tinha uma caçamba alugada para Valmir por 7 mil reais e que recebia ainda salário mensal de dois mil mensais.
Para ir para o lado de Roselito Soares Euclides teria alugado sua caçamba para a Prefeitura de Itaituba, acertou um salário de R$ 3,5 mil para assumir uma diretoria e ainda tem um cota de oito empregos para seu pessoal de R$ 850,00.
Se for assim mesmo, nada mau.
Uma fonte do blog disse que Euclides tinha uma caçamba alugada para Valmir por 7 mil reais e que recebia ainda salário mensal de dois mil mensais.
Para ir para o lado de Roselito Soares Euclides teria alugado sua caçamba para a Prefeitura de Itaituba, acertou um salário de R$ 3,5 mil para assumir uma diretoria e ainda tem um cota de oito empregos para seu pessoal de R$ 850,00.
Se for assim mesmo, nada mau.
Ainda não definiu
O vereador César Aguiar informou ao blog, hoje, que não assinará ficha de filiação no PSDB na convenção de amanhã. Ele ainda está analisando com calma que caminho deve seguir, não descartando a possibilidade de filiar-se ao PDT.
Uma preocupação de César é quanto aos nomes que comporão uma eventual chapa do PDT na eleição do ano que vem na disputa pelas cadeiras da Câmara Municipal. Caso seja permitida coligação na eleição proporcional o problema estará resolvido.
Uma preocupação de César é quanto aos nomes que comporão uma eventual chapa do PDT na eleição do ano que vem na disputa pelas cadeiras da Câmara Municipal. Caso seja permitida coligação na eleição proporcional o problema estará resolvido.
Reunião com Jader
Wilmar Freire e Valmir Climaco viajam amanhã cedo para Belém, onde se encontrarão com Jader Barbalho. Vão tratar de assuntos relativos do PMDB de Itaituba. Edir Pires pode seguir com eles para a reunião na qual seria definida sua entrada no partido de Jader, embora isso ainda não esteja 100% confirmado.
Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Floresta de Rondônia será a primeira licitada para manejo sustentável
Yara Aquino* Repórter da Agência Brasil
Brasília - A primeira área pública a ser licitada para concessão fica na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia. A unidade de conservação do Jamari tem 220 mil hectares de extensão, dos quais 90 mil hectares serão alvo da concessão.
O anúncio foi feito hoje (21) pelo Ministério do Meio Ambiente, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O SFB, órgão encarregado de gerenciar a atividade, foi criado com a Lei de Gestão de Florestas, regulamentada em março. Hoje também é o último dia de consulta pública sobre parâmetros para a exploração dessas áreas.
A exploração da floresta prevê pagamento pelo usos dos recursos naturais e manejo sustentável, que é retirar do local uma quantidade de produtos que não prejudiquem sua recuperação. Dentro dos 90 mil hectares podem ser explorados madeira, frutos, sementes, resinas, óleos etc. Também serão permitidas atividades de serviços como turismo ecológico. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol.
A licitação irá levar em contra os critérios de preço e técnica, sendo que o segundo item fica com o peso maior. Assim, quem oferecer o melhor preço não necessariamente será o vencedor do processo. Os critérios técnicos estão divididos em maior benefício social, menor impacto ambiental, maior eficiência e maior agregação de valor local.
Danificar o menor número de árvores e criar o maior número de empregos diretos, por exemplo, são itens que podem fazer a diferença na pontuação entre os concorrentes. A concessão de florestas públicas pode ser liberada por um período que vai de cinco a 40 anos. Cada unidade de manejo terá um vencedor único e distinto. Podem participar das licitações empresas brasileiras, independentemente da origem do capital, desde que estejam instaladas no país.A área do Jamari será dividida em lotes de pequeno, médio e grande porte, que serão licitados separadamente e com regras distintas.
A intenção é que assim produtores de diferentes escalas tenham acesso, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirma que a possibilidade de explorar as florestas associada ao manejo viabiliza o ordenamento territorial e põe fim à grilagem (venda ilegal de terras): “As pessoas faziam grilagem, se apropriavam dos recursos públicos sem que isso significasse nenhum benefício para o país e para as populações locais. Da forma como está sendo feito nós temos critérios que são econômicos, sociais e ambientais para que se possa ganhar uma licitação de um desses lotes”.
Dos recursos arrecadados, 30% vão para a fiscalização e monitoramento do processo. Os outros 70% serão destinados ao Instituto Chico Mendes, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, e ao estado e ao município onde esteja localizada a área licitada.
O contrato de concessão da Floresta Nacional do Jamari tem assinatura prevista para março. Antes, serão divulgados o pré-edital e o edital, e em 9 e 10 de outubro haverá audiências públicas. Segundo o presidente do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, a Flona Jamari está localizada em uma das áreas de maior pressão para desmatamento, sendo assim considerada prioritária para concessão florestal.','').replace('','') -->
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Minha opinião - Cadê a autorização para a exploração no Distrito Florestal da BR 163, que logo depois da aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas foi anunciado como o primeiro que seria autorizado a entrar em ação? Só conversa, só mentira desse governo que é mais um a condenar a região ao atraso.
Brasília - A primeira área pública a ser licitada para concessão fica na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia. A unidade de conservação do Jamari tem 220 mil hectares de extensão, dos quais 90 mil hectares serão alvo da concessão.
O anúncio foi feito hoje (21) pelo Ministério do Meio Ambiente, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O SFB, órgão encarregado de gerenciar a atividade, foi criado com a Lei de Gestão de Florestas, regulamentada em março. Hoje também é o último dia de consulta pública sobre parâmetros para a exploração dessas áreas.
A exploração da floresta prevê pagamento pelo usos dos recursos naturais e manejo sustentável, que é retirar do local uma quantidade de produtos que não prejudiquem sua recuperação. Dentro dos 90 mil hectares podem ser explorados madeira, frutos, sementes, resinas, óleos etc. Também serão permitidas atividades de serviços como turismo ecológico. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol.
A licitação irá levar em contra os critérios de preço e técnica, sendo que o segundo item fica com o peso maior. Assim, quem oferecer o melhor preço não necessariamente será o vencedor do processo. Os critérios técnicos estão divididos em maior benefício social, menor impacto ambiental, maior eficiência e maior agregação de valor local.
Danificar o menor número de árvores e criar o maior número de empregos diretos, por exemplo, são itens que podem fazer a diferença na pontuação entre os concorrentes. A concessão de florestas públicas pode ser liberada por um período que vai de cinco a 40 anos. Cada unidade de manejo terá um vencedor único e distinto. Podem participar das licitações empresas brasileiras, independentemente da origem do capital, desde que estejam instaladas no país.A área do Jamari será dividida em lotes de pequeno, médio e grande porte, que serão licitados separadamente e com regras distintas.
A intenção é que assim produtores de diferentes escalas tenham acesso, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirma que a possibilidade de explorar as florestas associada ao manejo viabiliza o ordenamento territorial e põe fim à grilagem (venda ilegal de terras): “As pessoas faziam grilagem, se apropriavam dos recursos públicos sem que isso significasse nenhum benefício para o país e para as populações locais. Da forma como está sendo feito nós temos critérios que são econômicos, sociais e ambientais para que se possa ganhar uma licitação de um desses lotes”.
Dos recursos arrecadados, 30% vão para a fiscalização e monitoramento do processo. Os outros 70% serão destinados ao Instituto Chico Mendes, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, e ao estado e ao município onde esteja localizada a área licitada.
O contrato de concessão da Floresta Nacional do Jamari tem assinatura prevista para março. Antes, serão divulgados o pré-edital e o edital, e em 9 e 10 de outubro haverá audiências públicas. Segundo o presidente do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, a Flona Jamari está localizada em uma das áreas de maior pressão para desmatamento, sendo assim considerada prioritária para concessão florestal.','').replace('','') -->
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Minha opinião - Cadê a autorização para a exploração no Distrito Florestal da BR 163, que logo depois da aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas foi anunciado como o primeiro que seria autorizado a entrar em ação? Só conversa, só mentira desse governo que é mais um a condenar a região ao atraso.
Cebola no PSDB
Um dos grandes momentos da convenção muncipal do PSDB, domingo, a realizar-se na Câmara, será a assinatura da ficha de filiação por parte do vereador João Bastos Rodrigues, o Cebola. Sua ficha deverá ser abonada pelo prefeito Roselito Soares.
Outro vereador que deverá ingressar no PSDB será César Aguiar, atualmente sem partido. Ele era do PPS, mas, quando Helenilson Pontes começou a cogitar a saída do partido de Ciro Gomes César pulou fora. Ele chegou a ter um namoro com o PDT, depois que esse partido mudou de maõs, mas parece que não deu casamento.
Outro vereador que deverá ingressar no PSDB será César Aguiar, atualmente sem partido. Ele era do PPS, mas, quando Helenilson Pontes começou a cogitar a saída do partido de Ciro Gomes César pulou fora. Ele chegou a ter um namoro com o PDT, depois que esse partido mudou de maõs, mas parece que não deu casamento.
Horário de verão vai começar dia 14 de outubro
O horário de verão deste ano começará à meia-noite do dia 14 de outubro. Os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País terão de adiantar seus relógios em uma hora. A mudança nos ponteiros valerá até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008. O calendário foi divulgado ontem pelo Ministério de Minas e Energia. Assim como no ano passado, o horário de verão não vai vigorar nas regiões Norte e Nordeste do País. Mas terá 125 dias de duração, 13 a mais do que o de 2006/ 2007.
A previsão do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de 4% a 5% na demanda no horário de pico, o que representa cerca de 2.000 MW (megawatts), a mesma previsão da edição passada. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é que haja uma redução na demanda da ordem de 1.745 MW. Isso equivale ao dobro do consumo máximo de Brasília por dia no horário de pico.
A previsão do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de 4% a 5% na demanda no horário de pico, o que representa cerca de 2.000 MW (megawatts), a mesma previsão da edição passada. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é que haja uma redução na demanda da ordem de 1.745 MW. Isso equivale ao dobro do consumo máximo de Brasília por dia no horário de pico.
200 dias
Em Itaituba poucas escolas, mas muito poucas cumprem os 200 dias letivos. Quem afirma é o professor Jadir Fank, baseado em números que dispõe, fruto de um levantamento que ele fez.
Jadir, que é o diretor-superintendente da Faculdade do Tapajós, levantou essa questão numa reunião de diversos segmentos da educação de Itaituba realizada esta semana. Ele mostrou aos presentes que com um mês de férias em julho e terminando as aulas no final de novembro, como a maioria dos estabelecimentos de ensino faz, não tem jeito de fechar a conta dos 200 dias letivos.
Jadir, que é o diretor-superintendente da Faculdade do Tapajós, levantou essa questão numa reunião de diversos segmentos da educação de Itaituba realizada esta semana. Ele mostrou aos presentes que com um mês de férias em julho e terminando as aulas no final de novembro, como a maioria dos estabelecimentos de ensino faz, não tem jeito de fechar a conta dos 200 dias letivos.
BR-163 é bloqueada por manifestantes
Bloqueio é organizado por empresários e trabalhadores do setor madeireiro
O Liberal
Um grupo de empresários e trabalhadores ligados ao setor florestal interditaram a rodovia BR-163, a Santarém-Cuiabá. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação causou congestionamentos na rodovia, ontem, à altura do quilômetro 168. As informações são do Portal ORM. O protesto, segundo a PRF, ocorre por conta da não-liberação de planos de manejo florestal na localidade de 'Castelo dos Sonhos', distante cerca de 140 quilômetros de Novo Progresso.
Os colonos bloquearam a rodovia usando caminhões e máquinas pesadas. Policiais militares acompanham a manifestação, que até ontem era pacífica. O posto da PRF mais próximo fica em Santarém, no oeste do Estado. 'Vamos enviar uma equipe amanhã (hoje) para verificar a situação e negociar a liberação da pista', afirmou o agente da PRF José Carlos, do plantão da Central de Operações da PRF.
O agente informou que o tráfego vinha sendo liberado na via a cada doze horas, para evitar conflitos com os motoristas. A PRF informou que a manifestação começou na tarde de quarta-feira, 18, em protesto contra a decisão da Justiça Federal de Santarém de interditar 99 assentamentos rurais na região. Os manifestantes querem que os assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sejam liberados pelo Judiciário.
Segundo Aloizio Sampaio, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Castelo de Sonhos, a interdição da rodovia vai se intensificar hoje, quando outros assentados devem interditar a estrada em dois trechos: no entroncamento com a BR-230 (Transamazônica) e próximo ao município de Novo Progresso, em frente ao assentamento 'Esperança 4'.
Os assentados estão elaborando um documento a ser encaminhado à Ouvidoria Agrária Nacional pedindo o afastamento do juiz federal Francisco Garcês, de Santarém, que concedeu a liminar interditando os assentamentos. Eles também devem formalizar um pedido de investigação junto à Polícia Federal para saber os motivos que levaram o Ministério Público Federal a pedir a interdição. Aloizio Sampaio observou que os assentamentos eram uma reivindicação dos movimentos sociais da região, e não dos madeireiros, como alega o MPF.
O Liberal
Um grupo de empresários e trabalhadores ligados ao setor florestal interditaram a rodovia BR-163, a Santarém-Cuiabá. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação causou congestionamentos na rodovia, ontem, à altura do quilômetro 168. As informações são do Portal ORM. O protesto, segundo a PRF, ocorre por conta da não-liberação de planos de manejo florestal na localidade de 'Castelo dos Sonhos', distante cerca de 140 quilômetros de Novo Progresso.
Os colonos bloquearam a rodovia usando caminhões e máquinas pesadas. Policiais militares acompanham a manifestação, que até ontem era pacífica. O posto da PRF mais próximo fica em Santarém, no oeste do Estado. 'Vamos enviar uma equipe amanhã (hoje) para verificar a situação e negociar a liberação da pista', afirmou o agente da PRF José Carlos, do plantão da Central de Operações da PRF.
O agente informou que o tráfego vinha sendo liberado na via a cada doze horas, para evitar conflitos com os motoristas. A PRF informou que a manifestação começou na tarde de quarta-feira, 18, em protesto contra a decisão da Justiça Federal de Santarém de interditar 99 assentamentos rurais na região. Os manifestantes querem que os assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sejam liberados pelo Judiciário.
Segundo Aloizio Sampaio, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Castelo de Sonhos, a interdição da rodovia vai se intensificar hoje, quando outros assentados devem interditar a estrada em dois trechos: no entroncamento com a BR-230 (Transamazônica) e próximo ao município de Novo Progresso, em frente ao assentamento 'Esperança 4'.
Os assentados estão elaborando um documento a ser encaminhado à Ouvidoria Agrária Nacional pedindo o afastamento do juiz federal Francisco Garcês, de Santarém, que concedeu a liminar interditando os assentamentos. Eles também devem formalizar um pedido de investigação junto à Polícia Federal para saber os motivos que levaram o Ministério Público Federal a pedir a interdição. Aloizio Sampaio observou que os assentamentos eram uma reivindicação dos movimentos sociais da região, e não dos madeireiros, como alega o MPF.
Jóia
José Delarosa, o Jóia, será empossado como sub-prefeito de Crepurizão, amanha. A solenidade será presidida pelo prefeito Roselito Soares, que segue de manhã para aquela comunidade.
Jóia já vinha exercendo a presidência da Associação de Moradores de Crepurização há alguns anos.
Jóia já vinha exercendo a presidência da Associação de Moradores de Crepurização há alguns anos.
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Cupom
Por enquanto a SEFA não está apertando os comerciantes de Itaituba, depois da grande pressão que fez há pouco mais de um mês.
Muitos compraram o equipamento necessário, mas a SEFA não autorizou nenhuma empresa de Itaituba a fazer o lacre. Com isso, que investiu uma considerável soma está achando que jogou dinheiro fora.
Não qualquer movimentação por parte da SEFA no sentido de fazer com que os que se enquadram nas exigências da lei trabalhem com o cupom fiscal. O empresário Davi Menezes, na Pontocom, aguarda até hora a liberação do governo para ser autorizado a lacrar o equipamento.
Não dá para entender o comportamento da Secretária de Fazenda do Estado.
Muitos compraram o equipamento necessário, mas a SEFA não autorizou nenhuma empresa de Itaituba a fazer o lacre. Com isso, que investiu uma considerável soma está achando que jogou dinheiro fora.
Não qualquer movimentação por parte da SEFA no sentido de fazer com que os que se enquadram nas exigências da lei trabalhem com o cupom fiscal. O empresário Davi Menezes, na Pontocom, aguarda até hora a liberação do governo para ser autorizado a lacrar o equipamento.
Não dá para entender o comportamento da Secretária de Fazenda do Estado.
Jornada de Comunicação
Tudo certo para a I Jornada de Comunicação, sexta e sábado da semana que vem. Acontecerá no auditório da 19ª Seccional de Polícia Civil de Itaituba, reundio profissionais da comunicação de Itaituba e de municípios vizinhos.
O jornalista Manuel Dutra, doutor comunicação social, será o palestrante. ele já enviou o programa a ser seguido, que é dos mais interessantes e que certamente acrescentará muito aos jornalistas e repórteres que participarão do encontro.
A realização é do Jornal do Comércio, que conta com a colaboração fundamental da Prefeitura Municipal de Jacareacanga, cujo prefeito Carlos Veiga não colocou nenhuma dificuldade para ajudar, da D´Gold, Pontocom, BNcom, Ourominas, Cimaq e outros que ainda estão sendo contatados. A Câmara Municipal de Itaituba, através do presidente João Bastos Rodrigues, também está apoiando o evento. Já de parte de parte da Prefeitura de Itaituba não houve sinalização de qualquer apoio para a realização da Jornada, embora tenha sido feita solicitação através de ofício.
O jornalista Manuel Dutra, doutor comunicação social, será o palestrante. ele já enviou o programa a ser seguido, que é dos mais interessantes e que certamente acrescentará muito aos jornalistas e repórteres que participarão do encontro.
A realização é do Jornal do Comércio, que conta com a colaboração fundamental da Prefeitura Municipal de Jacareacanga, cujo prefeito Carlos Veiga não colocou nenhuma dificuldade para ajudar, da D´Gold, Pontocom, BNcom, Ourominas, Cimaq e outros que ainda estão sendo contatados. A Câmara Municipal de Itaituba, através do presidente João Bastos Rodrigues, também está apoiando o evento. Já de parte de parte da Prefeitura de Itaituba não houve sinalização de qualquer apoio para a realização da Jornada, embora tenha sido feita solicitação através de ofício.
Jantar para a Imprensa
O Sindicato dos Produtores Rarais de Itaituba - SIPRI, reuniu a imprensa, ontem à noite, em um jantar informal no Parque de Exposições.Compareceram diretores e funcionários de todas as emissoras de rádio, TV e jornais, além de alguns outros convidados e de associados do SIPRI.
O motivo do encontro, segundo disse o presidente do sindicato, Clóvis Carvalho, foi fazer um agradecimento antecipado à imprensa, que tem dado cobertura aos eventos promovidos pelo SIPRI, sobretudo a Feira Agropecuária, cuja 18ª edição começará em duas semanas.
Ladrões agem na cidade
A Polícia não vem dando conta de combater o grande número de roubos e furtos na cidade de Itaituba. Arrombamentos de residências e estabelecimentos comerciais têm sido frequentes, assim como o roubo de motos.
A Drogaria Pontual, de João Batista Prado, situada na Travessa João Pessoal, foi arrombada duas vezes no espaço de 32 dias. Na primeira vez os ladrões levaram perto de R$ 4 mil entre dinheiro e cartões telefônicos. Da última vez, domingo passado, foram mais de R$ 1 mil.
Tudo indica que há menores envolvidos nesse caso.
A Drogaria Pontual, de João Batista Prado, situada na Travessa João Pessoal, foi arrombada duas vezes no espaço de 32 dias. Na primeira vez os ladrões levaram perto de R$ 4 mil entre dinheiro e cartões telefônicos. Da última vez, domingo passado, foram mais de R$ 1 mil.
Tudo indica que há menores envolvidos nesse caso.
Abaixo-assinado entregue na Câmara Federal

Por Marcelo Antônio - de Brasília
O Movimento Pela Criação do Estado do Tapajós ganhou força na Câmara dos Deputados. A Comissão de trabalhos pelo Plebiscito e Pela Criação do Estado do Tapajós que atuou nesta semana na Câmara dos Deputados sob a coordenação do Deputado Lira Maia, contou com a presença do Prof. Edvaldo Bernardes, dos Deputados Estaduais Alexandre Von e Antônio Rocha, dos Prefeitos de Santarém Maria do Carmo, de Porto de Moz Edilson Cardoso, de Itaituba Roselito Soares, de Juruti Henrique Costa, de Jacareacanga Carlos Veiga e do Vice-Prefeito de Rurópolis Silvino, de Vereadores de Santarém, Belterra, Óbidos, Rurópolis, Altamira, Juruti, Monte Alegre, Oriximiná e Porto de Moz, Representantes da Associação Empresarial de Santarém, Secretários Municipais, Representantes de Entidades Não-Governamentais, Sindicatos, Igreja e Movimentos Sociais.
Durante o movimento, a Comitiva foi recebida em Audiência pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Arlindo Chinaglia, pelo Líder do Governo Na Câmara dos Deputados, Deputado José Múcio, pelo 1º Vice-Líder do PMDB, Deputado Tadeu Filippelli, pelo Líder da Minoria, Deputado Zenaldo Coutinho, pelo Líder do PTB, Deputado Joavair Arantes, pelo Líder do PV, Deputado Marcelo Ortiz, pelo Líder do PSB, Deputado Márcio França, pelas Lideranças dos demais partidos na Câmara dos Deputados e pelo Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.
Foram formados ainda, Grupos de Trabalho que fizeram visitas aos gabinetes dos 513 Deputados, levando vasta documentação sobre a viabilidade política, econômica e social sobre criação do Estado do Tapajós.
Na audiência com o Presidente da Câmara dos Deputados, foi entregue o abaixo assinado em apoiamento ao Plebiscito pela Criação do Estado do Tapajós com cerca de 500 mil assinaturas, requerimentos de todas as Câmaras Municipais dos 25 Municípios que compõem o Novo Estado, Moção de apoiamento da Assembléia Legislativa do Estado do Pará e do Amazonas, Relatório de viabilidade pela criação do Estado do Tapajós emitido pela Comissão de Estudos Territoriais do Congresso Nacional em cumprimento ao disposto no art. 12 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, Requerimento de Criação da Frente Parlamentar em defesa dos Estados do Tapajós e do Carajás no âmbito da Assembléia Legislativa do Pará.
Para o Deputado Lira Maia, os encontros realizados foram de vital importância para o Movimento, tendo em vista a ótima receptividade que envolve a questão e principalmente, pela importância do Estado para o desenvolvimento de toda região Amazônica e para o Brasil. “O Presidente Arlindo Chinaglia se comprometeu em levar o Projeto que autoriza o Plebiscito à apreciação do Colégio de Líderes, visando a inclusão na pauta de votações. O Líder do Governo se comprometeu em trabalhar junto ao Governo Federal o apoiamento ao projeto. Vivemos um momento histórico para o Estado do Tapajós, acredito que a inclusão na pauta de votações é o primeiro passo para a realização deste sonho que começa a se tornar uma realidade para nossa população”.
“Durante todas as reuniões que foram realizadas, conseguimos sensibilizar os Líderes e os Parlamentares da necessidade da Criação do Estado do Tapajós de forma a alavancar o desenvolvimento da Região Oeste do Estado do Pará e certamente, tivemos um apoio além das expectativas”.
Terça-feira, Setembro 18, 2007
Chico Dentista só terça
O presidente da Câmara, João Bastos Rodrigues, confirmou para o blog que a posse do suplente de vereador Chico Dentista será terça-feira da próxima semana. Chico vai ocupara a cadeira de Antônio Cardoso, até o final de março. Cardoso vai assumir a sub-prefeitura de Moraes Almeida.
A posse de Chico Dentista será inusitada, pois acontecerá na comunidade de Novo Horizonte, na sessão itinerante que será realizada naquela comunidade do entorno do PARNA, terça-feira da semana que vem. Cebola pediu que todos os vereadores estejam presentes ao acontecimento.
A posse de Chico Dentista será inusitada, pois acontecerá na comunidade de Novo Horizonte, na sessão itinerante que será realizada naquela comunidade do entorno do PARNA, terça-feira da semana que vem. Cebola pediu que todos os vereadores estejam presentes ao acontecimento.
Sem teto
Depois da reunião com o DNIT, os vereadores conversaram com os sem teto do Piracanã, que querem saber se ganharão os terrenos onde muitos já fizeram seus barracos.
O vereador César Aguiar confirmou para os presentes que o terreno tem dono, sim e que é escriturado. Disse que se ele entrar na Justiça antes da invasão completar um ano e um dia, quase com certeza será decretada a reintegração de posse.
Ficou acertado que será mantido um cantato com o proprietário, que não mora em Itaituba, para saber se ele tem interesse de vender a área. Caso a resposta seja positiva, será marcada uma reunião com o prefeito Roselito Soares para pedir que o município tente negociar para fazer a doação para as famílias que lá estão. Essa idéia partiu da vereadoa Ana Cativo.
Os sem teto sairam satisfeitos da reunião.
O vereador César Aguiar confirmou para os presentes que o terreno tem dono, sim e que é escriturado. Disse que se ele entrar na Justiça antes da invasão completar um ano e um dia, quase com certeza será decretada a reintegração de posse.
Ficou acertado que será mantido um cantato com o proprietário, que não mora em Itaituba, para saber se ele tem interesse de vender a área. Caso a resposta seja positiva, será marcada uma reunião com o prefeito Roselito Soares para pedir que o município tente negociar para fazer a doação para as famílias que lá estão. Essa idéia partiu da vereadoa Ana Cativo.
Os sem teto sairam satisfeitos da reunião.
Na faixa
Um representante do DNIT, de Belém, esteve reunido com o vereadores de Itaituba, neste terça, na sala da presiência. Presente estiveram, também, moradores de Miritituba que têm suas casas na faixa de domínio da rodovia Tranasamazônica, que estão sendo convidados a abondonar o local.
A Câmara quer encontrar uma solução, pois existem alguns que moram lá há muitos anos. Os moradores foram orientados a não assinarem nenhum documento, sob pena de correrem o risco de serem retirados de lá em pouco tempo, pois teriam apenas 15 dias para fazer isso, caso dêem ciência no comunicado que o DNIT está enviado a eles.
Ficou definido que a Câmara vai mandar ofício ao diretor do DNIT no Pará, Sérgio Maneschi, convidando-o para uma reunião em Itaituba, quando o assunto será discutido com todos os detalhes.
Além desses mordores, alguns empresas também estariam na faixa de domínio em Miritituba.
A Câmara quer encontrar uma solução, pois existem alguns que moram lá há muitos anos. Os moradores foram orientados a não assinarem nenhum documento, sob pena de correrem o risco de serem retirados de lá em pouco tempo, pois teriam apenas 15 dias para fazer isso, caso dêem ciência no comunicado que o DNIT está enviado a eles.
Ficou definido que a Câmara vai mandar ofício ao diretor do DNIT no Pará, Sérgio Maneschi, convidando-o para uma reunião em Itaituba, quando o assunto será discutido com todos os detalhes.
Além desses mordores, alguns empresas também estariam na faixa de domínio em Miritituba.
Via crucis
E não é que eu resolvi ir de moto, de Itaituba para Santarém! Como se isso não bastasse, ainda convenci minha mulher Marilene a acompanhar-me.
Confesso que não me arrependo, pois tinha vontade de fazer esse trajeto. Mas, tive bastante juízo para botar a boto no barco e volta por água para Itaituba.
De Miritituba a Rurópolis é um passeio. A entrada está tão boa, que de tão boa chega a ser perigosa, pois dá vontade de apertar o acelerador até o final. Mas é preciso cautela, uma vez que há uma piçarra sobre a estrada que pode provocar uma queda aos menos atentos.
Até Rurópolis, por não conhercer a estrada, ainda bati em umas tres pequenas vala formadas pela erosão. Como a moto é uma XTZ Yamaha, com suspensão pra lá de moderna, ela pulou na frente e eu segurei a possante. Mas, ficou o susto.
Em Rurópolis perguntei para alguns mototaxistas se a BR 163 estava boa até Santarém. Eles disseram que sim e me recomendaram ter cuidado com alguns atalhos. Mas, não foi isso que eu vi e vivenciei.
De Rurópolis, até começar o asfalto que liga a Santarém não existe estrada. Há longos trechos em que não se consegue andar a mais do que 20 ou 30 km por hora. A menos que se queira cair ou quebrar a moto.
A estrada está cheia de buracos. Existem trechos onde só dá para passar um veículo de cada vez. A piçarra desapareceu em muitas partes, o que significa que ao menor sinal de chuva fica complicado seguir em frente. Quando chegar o inverno vai ficar intrafegável se nada for feito.
Há um desvio enorme, dentre tantos, de muitos quilômetros de extensão. Nesse, de tanto passar carro de todo tamanho a terra soltou e é difícil o tráfego, pois a poeira é insuportável. Nesse mesmo eu caí. Felizmente estava a menos de 20 km por hora e nada de grave aconteceu.
Não me arrependo, pois realmente queria fazer isso, mas, é uma verdadeira via crucis. Se conselho fosse bom a gente venderia, mas, eu aconselho a quem tem seu carrinho em bom estado a não fazer essa aventura. A não ser que seja um veículo preparado para esse tipo de terreno.
O BEC está trabalhando na preparação de 20 km para serem asfaltados. Quanto ao restante, há um ou outro serviço sendo feito, mas muito pouco diante da enormidade de quilômetros que existe para ser consertada.
É difícil esperar que algo de extraordinário possa acontecer em favor da Santarém-Cuiabá, pois faltam-nos representantes em Brasília que lutem por isso. O único que temos, Lira Maia, ainda é da oposição.
Confesso que não me arrependo, pois tinha vontade de fazer esse trajeto. Mas, tive bastante juízo para botar a boto no barco e volta por água para Itaituba.
De Miritituba a Rurópolis é um passeio. A entrada está tão boa, que de tão boa chega a ser perigosa, pois dá vontade de apertar o acelerador até o final. Mas é preciso cautela, uma vez que há uma piçarra sobre a estrada que pode provocar uma queda aos menos atentos.
Até Rurópolis, por não conhercer a estrada, ainda bati em umas tres pequenas vala formadas pela erosão. Como a moto é uma XTZ Yamaha, com suspensão pra lá de moderna, ela pulou na frente e eu segurei a possante. Mas, ficou o susto.
Em Rurópolis perguntei para alguns mototaxistas se a BR 163 estava boa até Santarém. Eles disseram que sim e me recomendaram ter cuidado com alguns atalhos. Mas, não foi isso que eu vi e vivenciei.
De Rurópolis, até começar o asfalto que liga a Santarém não existe estrada. Há longos trechos em que não se consegue andar a mais do que 20 ou 30 km por hora. A menos que se queira cair ou quebrar a moto.
A estrada está cheia de buracos. Existem trechos onde só dá para passar um veículo de cada vez. A piçarra desapareceu em muitas partes, o que significa que ao menor sinal de chuva fica complicado seguir em frente. Quando chegar o inverno vai ficar intrafegável se nada for feito.
Há um desvio enorme, dentre tantos, de muitos quilômetros de extensão. Nesse, de tanto passar carro de todo tamanho a terra soltou e é difícil o tráfego, pois a poeira é insuportável. Nesse mesmo eu caí. Felizmente estava a menos de 20 km por hora e nada de grave aconteceu.
Não me arrependo, pois realmente queria fazer isso, mas, é uma verdadeira via crucis. Se conselho fosse bom a gente venderia, mas, eu aconselho a quem tem seu carrinho em bom estado a não fazer essa aventura. A não ser que seja um veículo preparado para esse tipo de terreno.
O BEC está trabalhando na preparação de 20 km para serem asfaltados. Quanto ao restante, há um ou outro serviço sendo feito, mas muito pouco diante da enormidade de quilômetros que existe para ser consertada.
É difícil esperar que algo de extraordinário possa acontecer em favor da Santarém-Cuiabá, pois faltam-nos representantes em Brasília que lutem por isso. O único que temos, Lira Maia, ainda é da oposição.
De volta
Há alguns dias ausente do município, estou de volta para postar algumas notícias de Itaituba e da região.
Aproveitei o período do Sairé para visitar Santarém, revendo a família e alguns amigos.
Do Sairé trago informações sobre a festa, que mais uma vez foi boa, com a presença de muita gente, embora alguns achem que havia menos do que ano passado.
A idéia de terceirizar a festa gerou muita discussão. Para 2008, caso a comunidade de Alter do Chão decida entregar a organização do evento para alguama empresa de fora, quase certamente deverá procurar alguém de mais perto.
Muitas críticas foram feitas ao fato de ter sido contratada um empresa de Fortaleza, que não faz a menor idéia do que é o Sairé. O mais lógico seria contratar alguém do Estado do Pará. Valeu pela experiência que não foi lá muito positiva.
Para se ter uma idéia de quão importante é preservar os valores locais, o pessoal de Parintins, tanto do Caprichoso quanto do Garantido, decidiu que os compositores das toadas dos festivais de lá têm que viver naquela município. Eles também tiveram um experiência nada boa quando abriram demais para que gente de fora participasse.
Aproveitei o período do Sairé para visitar Santarém, revendo a família e alguns amigos.
Do Sairé trago informações sobre a festa, que mais uma vez foi boa, com a presença de muita gente, embora alguns achem que havia menos do que ano passado.
A idéia de terceirizar a festa gerou muita discussão. Para 2008, caso a comunidade de Alter do Chão decida entregar a organização do evento para alguama empresa de fora, quase certamente deverá procurar alguém de mais perto.
Muitas críticas foram feitas ao fato de ter sido contratada um empresa de Fortaleza, que não faz a menor idéia do que é o Sairé. O mais lógico seria contratar alguém do Estado do Pará. Valeu pela experiência que não foi lá muito positiva.
Para se ter uma idéia de quão importante é preservar os valores locais, o pessoal de Parintins, tanto do Caprichoso quanto do Garantido, decidiu que os compositores das toadas dos festivais de lá têm que viver naquela município. Eles também tiveram um experiência nada boa quando abriram demais para que gente de fora participasse.
Sexta-feira, Setembro 07, 2007
Oito partidos
Aconteceu há poucos dias uma grande reunião política promovida pelo prefeito Roselito Soares, na qual estiverem presentes oito partidos que poderão estar em seu palanque na eleição do ano que vem. Como não existem muitos outros em Itaituba, se continuar assim e se for confirmado que o prefeito terá tanta gente assim com ele, restaram poucas siglas para os outros candidatos. Entenda-se: Afábio e Valmir.
Morcegos hematófagos atacam garimpeiros
Por Gerciene Belo ( Jornal O Impacto)
A população de morcegos hematófagos cresceu e muito na região do Alto Tapajós, especialmente na região do garimpo do Penedo, à 300 km de Itaituba, Oeste do Pará. No início desta semana, quatro garimpeiros foram atacados por morcegos hematófagos no km 180 da Rodovia Transamazônica. Na Secretaria de Saúde do município de Itaituba, um caso de raiva animal foi registrado em conseqüência do ataque dos pequenos animais.
Segundo um dos garimpeiros atacados pelos morcegos, é grande o numero de morcegos que sobrevoam os casebres na comunidade do Penedo durante a noite. E os moradores não estão conseguindo dormir, pois temem o ataque dos animais.
Os morcegos hematófagos encontrando-se contaminados pode m transmitir a Raiva como qualquer mamífero. Os morcegos hematófagos realizam um corte na pele do ser humano ou animal, com o auxílio dos incisivos e caninos. A saliva deste morcego contém uma substância anticoagulante e permite que o sangue flua e o animal se alimente. Morcegos hematófagos consomem em média de 15 a 20 gramas de sangue por noite.
Os proprietários dos garimpos da região do Km 180, pediram ajuda da Secretaria de Saúde do Município de Itaituba, haja vista ser a cidade mais próxima com estrutura para atender a população.
Uma equipe da Divisão de Zoonoses, da Secretaria de Saúde, seguiu na segunda-feira para um dos garimpos para avaliar a situação. No garimpo do Penedo, por exemplo, uma vaca contraiu o vírus da raiva, após ter sido mordida por um morcego.
A Secretaria de Saúde do Município de Itaituba está tomando todas as providências para evitar a ação dos morcegos e solicitou da Secretaria de Saúde do Estado, um técnico "para o caso de morcegos" e outro para atender pessoas infectadas pelo vírus da raiva animal. A equipe vai atuar desde a comunidade Buburé, a 75 km de Itaituba, até a divisa com o município de Jacareacanga, à 220 km da cidade de Itaituba.
Uma equipe a ADEPARÁ, iniciou na terça-feira, o atendimento nas fazendas próximas aos garimpos. Uma moradora da comunidade Penedo disse que a maior preocupação dos moradores é que o vírus da raiva já está circulando através de outros animais na região.
A população de morcegos hematófagos cresceu e muito na região do Alto Tapajós, especialmente na região do garimpo do Penedo, à 300 km de Itaituba, Oeste do Pará. No início desta semana, quatro garimpeiros foram atacados por morcegos hematófagos no km 180 da Rodovia Transamazônica. Na Secretaria de Saúde do município de Itaituba, um caso de raiva animal foi registrado em conseqüência do ataque dos pequenos animais.
Segundo um dos garimpeiros atacados pelos morcegos, é grande o numero de morcegos que sobrevoam os casebres na comunidade do Penedo durante a noite. E os moradores não estão conseguindo dormir, pois temem o ataque dos animais.
Os morcegos hematófagos encontrando-se contaminados pode m transmitir a Raiva como qualquer mamífero. Os morcegos hematófagos realizam um corte na pele do ser humano ou animal, com o auxílio dos incisivos e caninos. A saliva deste morcego contém uma substância anticoagulante e permite que o sangue flua e o animal se alimente. Morcegos hematófagos consomem em média de 15 a 20 gramas de sangue por noite.
Os proprietários dos garimpos da região do Km 180, pediram ajuda da Secretaria de Saúde do Município de Itaituba, haja vista ser a cidade mais próxima com estrutura para atender a população.
Uma equipe da Divisão de Zoonoses, da Secretaria de Saúde, seguiu na segunda-feira para um dos garimpos para avaliar a situação. No garimpo do Penedo, por exemplo, uma vaca contraiu o vírus da raiva, após ter sido mordida por um morcego.
A Secretaria de Saúde do Município de Itaituba está tomando todas as providências para evitar a ação dos morcegos e solicitou da Secretaria de Saúde do Estado, um técnico "para o caso de morcegos" e outro para atender pessoas infectadas pelo vírus da raiva animal. A equipe vai atuar desde a comunidade Buburé, a 75 km de Itaituba, até a divisa com o município de Jacareacanga, à 220 km da cidade de Itaituba.
Uma equipe a ADEPARÁ, iniciou na terça-feira, o atendimento nas fazendas próximas aos garimpos. Uma moradora da comunidade Penedo disse que a maior preocupação dos moradores é que o vírus da raiva já está circulando através de outros animais na região.
Feltrin no PT
Luiz Feltrin e sua esposa Daya (Jotan Táxi Aéreo) assinaram ficha de filiação do PT, semana passada. Luiz não descarta a possibilidade de sair candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores em 2008.
Os perigos de um Pará já dividido. O Zé-Povo paga a conta, como sempre...
Por Manuel Dutra - Extraído do blog do Jeso
Há algum tempo escrevi que a vitória de um “não” no esperado plebiscito pela revisão territorial do Pará será pior do que a não realização da consulta popular. A questão de fundo é: como ficará a relação de Marabá e Santarém, vitrines das duas regiões que pleiteiam a autonomia, com a capital Belém, depois de um possível revés no plebiscito?
E não me refiro propriamente aos políticos e aos empresários, pois estes sempre encontram maneiras de se ajustar às situações esperadas e inesperadas em suas alianças com os grupos predominantes em Belém. Penso nos demais setores sociais do Sul e do Oeste paraenses, pois a luta pela emancipação, pela primeira vez, está indo muito além da arena partidária para afetar majoritariamente a população.
O que preocupa é a maneira irresponsável como a questão vem sendo tratada. Do lado dos contrários, o discurso é o da desqualificação debochada de uma demanda que envolve uns tantos milhões de paraenses majoritariamente desejosos de ver, pela autonomia político-administrativa, um futuro diferente do presente. Do lado dos militantes favoráveis percebe-se que não têm a exata noção da magnitude da questão. Entre os erros crassos cometidos está a inclusão do Xingu na área a ser desmembrada, supostamente não muito do agrado das lideranças e de setores populares do principal município daquela região, Altamira.
Os dois lados estão brincando com fogo. A verdade é que o Pará já está dividido, historicamente dividido, sentimentalmente dividido. Basta lermos a introdução do Primeiro Plano Qüinqüenal da SPVEA, mais tarde Sudam, para constatarmos, nas palavras de seu primeiro superintendente, o historiador amazonense Arthur Cezar Ferreira Reis, a cruel realidade que permanece, ou seja, nos idos de 1950 a cidade de Belém se caracterizava por abrigar uma elite bacharelesca e predadora das populações interioranas que, historicamente exploradas e sem contar com a presença do Estado, sustentavam os ares de “modernidade” da capital. Isto está num documento oficial, do governo federal.
Se a realidade presente mudou um pouco, seria desonesto não constatar hoje a brutal diferença entre Belém e as principais cidades do interior, um estado cabeçudo com um corpo franzino. Se os representantes do poder político e as lideranças empresariais, culturais e demais proeminências encasteladas em Belém se dessem ao trabalho de menos ir a Miami ou Paris e fossem ao interior que dizem tanto desejar unido à capital, perceberiam a realidade que sustenta o pleito por autonomia.
Há gente falando de plebiscito, de ambos os lados, sem ter a noção do que isso tudo representa. Se a consulta popular resultar num “não”, haverá festas? Se houver, pior ainda. O presente sentimento de aversão crescente contra a campanha pelo “não” poderá – Deus nos livre! – transformar-se em rancor. E o Pará estará dividido pelo ódio, embora “unido” institucionalmente. Seria como forçar a convivência de um casal que deseja ardentemente separar-se.
Há, portanto, subjazendo a isso tudo, algo muito grave que não pode ser encarado com ignorância, irresponsabilidade e molecagem mesmo, a partir de certa imprensa paraense. Cada piada ou gozação que sai no jornal O Liberal e outras mídias de Belém são intensamente repercutidas no Oeste e no Sul do Pará, potencializando o ressentimento. Que futuro estamos construindo dessa forma?
Com as campanhas contra e a favor despidas de racionalidade e de bom senso, o que fica é o emocional, a imaturidade de não tratarmos com alguma seriedade dos problemas do Pará e da Amazônia, como bem identificou o empresário e político Oziel Carneiro há alguns anos. E cito Carneiro por ser ele francamente contrário à revisão territorial. Porém, talvez, uma das poucas vozes que, há algum tempo, chamou a atenção para essa irracionalidade e para a ausência de debates sérios sobre os problemas do Pará como um todo, incluindo aí também as demandas autonomistas.
Não acredito que essa racionalidade aparecerá. Por isso sou pessimista tanto com a perspectiva de um “não”, pelas razões já apontadas, como com a possibilidade de um “sim”. Isto porque as velhas aves de rapina, daqui e de alhures, já preparam as garras para abocanhar o quinhão que sempre foi negado ao povo trabalhador. E essa nefasta herança histórica sobreviverá talvez com mais força e astúcia após uma eventual autonomia do Oeste e do Sul.
Neste sentido, hipotéticos Estados do Pará “remanescente”, Tapajós e Carajás em nada de substancial se diferenciarão: o Zé-Povo continuará arcando com o peso de sustentar as mesmíssimas elites que historicamente usufruíram de seu trabalho. E, se vivo fosse, o sábio e conservador historiador da Amazônia poderia escrever, amanhã, sobre Santarém e Marabá, o mesmo que escreveu de Belém há meio século.
-----------------------------* Santareno, é jornalista, professor-doutor em Comunicação Social e autor de vários livros.
Há algum tempo escrevi que a vitória de um “não” no esperado plebiscito pela revisão territorial do Pará será pior do que a não realização da consulta popular. A questão de fundo é: como ficará a relação de Marabá e Santarém, vitrines das duas regiões que pleiteiam a autonomia, com a capital Belém, depois de um possível revés no plebiscito?
E não me refiro propriamente aos políticos e aos empresários, pois estes sempre encontram maneiras de se ajustar às situações esperadas e inesperadas em suas alianças com os grupos predominantes em Belém. Penso nos demais setores sociais do Sul e do Oeste paraenses, pois a luta pela emancipação, pela primeira vez, está indo muito além da arena partidária para afetar majoritariamente a população.
O que preocupa é a maneira irresponsável como a questão vem sendo tratada. Do lado dos contrários, o discurso é o da desqualificação debochada de uma demanda que envolve uns tantos milhões de paraenses majoritariamente desejosos de ver, pela autonomia político-administrativa, um futuro diferente do presente. Do lado dos militantes favoráveis percebe-se que não têm a exata noção da magnitude da questão. Entre os erros crassos cometidos está a inclusão do Xingu na área a ser desmembrada, supostamente não muito do agrado das lideranças e de setores populares do principal município daquela região, Altamira.
Os dois lados estão brincando com fogo. A verdade é que o Pará já está dividido, historicamente dividido, sentimentalmente dividido. Basta lermos a introdução do Primeiro Plano Qüinqüenal da SPVEA, mais tarde Sudam, para constatarmos, nas palavras de seu primeiro superintendente, o historiador amazonense Arthur Cezar Ferreira Reis, a cruel realidade que permanece, ou seja, nos idos de 1950 a cidade de Belém se caracterizava por abrigar uma elite bacharelesca e predadora das populações interioranas que, historicamente exploradas e sem contar com a presença do Estado, sustentavam os ares de “modernidade” da capital. Isto está num documento oficial, do governo federal.
Se a realidade presente mudou um pouco, seria desonesto não constatar hoje a brutal diferença entre Belém e as principais cidades do interior, um estado cabeçudo com um corpo franzino. Se os representantes do poder político e as lideranças empresariais, culturais e demais proeminências encasteladas em Belém se dessem ao trabalho de menos ir a Miami ou Paris e fossem ao interior que dizem tanto desejar unido à capital, perceberiam a realidade que sustenta o pleito por autonomia.
Há gente falando de plebiscito, de ambos os lados, sem ter a noção do que isso tudo representa. Se a consulta popular resultar num “não”, haverá festas? Se houver, pior ainda. O presente sentimento de aversão crescente contra a campanha pelo “não” poderá – Deus nos livre! – transformar-se em rancor. E o Pará estará dividido pelo ódio, embora “unido” institucionalmente. Seria como forçar a convivência de um casal que deseja ardentemente separar-se.
Há, portanto, subjazendo a isso tudo, algo muito grave que não pode ser encarado com ignorância, irresponsabilidade e molecagem mesmo, a partir de certa imprensa paraense. Cada piada ou gozação que sai no jornal O Liberal e outras mídias de Belém são intensamente repercutidas no Oeste e no Sul do Pará, potencializando o ressentimento. Que futuro estamos construindo dessa forma?
Com as campanhas contra e a favor despidas de racionalidade e de bom senso, o que fica é o emocional, a imaturidade de não tratarmos com alguma seriedade dos problemas do Pará e da Amazônia, como bem identificou o empresário e político Oziel Carneiro há alguns anos. E cito Carneiro por ser ele francamente contrário à revisão territorial. Porém, talvez, uma das poucas vozes que, há algum tempo, chamou a atenção para essa irracionalidade e para a ausência de debates sérios sobre os problemas do Pará como um todo, incluindo aí também as demandas autonomistas.
Não acredito que essa racionalidade aparecerá. Por isso sou pessimista tanto com a perspectiva de um “não”, pelas razões já apontadas, como com a possibilidade de um “sim”. Isto porque as velhas aves de rapina, daqui e de alhures, já preparam as garras para abocanhar o quinhão que sempre foi negado ao povo trabalhador. E essa nefasta herança histórica sobreviverá talvez com mais força e astúcia após uma eventual autonomia do Oeste e do Sul.
Neste sentido, hipotéticos Estados do Pará “remanescente”, Tapajós e Carajás em nada de substancial se diferenciarão: o Zé-Povo continuará arcando com o peso de sustentar as mesmíssimas elites que historicamente usufruíram de seu trabalho. E, se vivo fosse, o sábio e conservador historiador da Amazônia poderia escrever, amanhã, sobre Santarém e Marabá, o mesmo que escreveu de Belém há meio século.
-----------------------------* Santareno, é jornalista, professor-doutor em Comunicação Social e autor de vários livros.
Terça-feira, Setembro 04, 2007
Já será sábado
O baile De Volta Aos Anos 60 será sábado que vem, no Emoções.
A procura por mesas tem sido muito grande. Tanto que restam apenas 4.
Jefferson Serique, líder da Banda Mistura Brasileira, Jair de Sousa e mais dois músicos do 15º BPM, que farão parte da banda, têm ensaiado diariamente para estarem afinados sábado.
Os compradores de mesas concorrerão ao sorteio de uma jóia ofertada pela COOPERJAM.
A procura por mesas tem sido muito grande. Tanto que restam apenas 4.
Jefferson Serique, líder da Banda Mistura Brasileira, Jair de Sousa e mais dois músicos do 15º BPM, que farão parte da banda, têm ensaiado diariamente para estarem afinados sábado.
Os compradores de mesas concorrerão ao sorteio de uma jóia ofertada pela COOPERJAM.
Você foi recenseado?
Bastou o programa Focalizando, da TV Tapajoara noticiar o resultado preliminar da contagem da população de Itaituba para o telefone da emissora não pagar de tocar. Muita gente ligou zangada reclamando que nenhum recenseador passou em sua casa.
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Nota vermelha
O Ministério da Educação desclassificou Itaituba e criticou “o desinteresse” da prefeitura pela construção de uma escola técnica no município. O ministro Fernando Haddad afirmou que “a comunidade não poderá ser penalizada pela falta de compromisso de alguns”. O tucano Roselito Soares, candidato à reeleição, é quem administra o município há três anos. (Repórter Diário)
Evandro manda notícias
O colega jornalista Evandro Corrêa, que atuou por diversos anos em Itaituba, atualmente em O Liberal, bateu um fio, hoje.
Voltamos a manter contato de pois de muito tempo.
Evandro informou que estará brevemente em Itaituba. Ele foi indicado pelo jornal dos Maiorana para ser o responsável pela cobertura jornalística da região de Marabá e de Itaituba.
Um dos motivos da primeira visita de Evandro, após alguns anos, vai ser deixar as coisas encaminhadas por aqui para a cobertura de O Liberal.
Que meu amigo Evandro é competente, não tenho dúvida. Mas, que a área ficou grande demais para ele, também não dúvidas. Mesmo que tivesse uma avião à sua disposição, ainda assim, seria dificil dar conta.
Depois o pessoal do Liberal quer saber porque a gente deseja tanto criar o Estado do Tapajós, por aqui e do Carajás, do outro lado.
Voltamos a manter contato de pois de muito tempo.
Evandro informou que estará brevemente em Itaituba. Ele foi indicado pelo jornal dos Maiorana para ser o responsável pela cobertura jornalística da região de Marabá e de Itaituba.
Um dos motivos da primeira visita de Evandro, após alguns anos, vai ser deixar as coisas encaminhadas por aqui para a cobertura de O Liberal.
Que meu amigo Evandro é competente, não tenho dúvida. Mas, que a área ficou grande demais para ele, também não dúvidas. Mesmo que tivesse uma avião à sua disposição, ainda assim, seria dificil dar conta.
Depois o pessoal do Liberal quer saber porque a gente deseja tanto criar o Estado do Tapajós, por aqui e do Carajás, do outro lado.
Dirceu lamenta
Informado por uma amigo de Itaituba sobre a saída de Elias Leão do cargo de secretário da Mineração e Meio Ambiente, o ex-secretário Dirceu Frederico, de S. Paulo, lamentou a decisão do prefeito Roselito Soares. Dirceu tem certeza que essa não foi uma atitude das mais sábias que o prefeito tomou.
Pelo jeito, o desafio de Jandira é muito grande. Vai ter que quebrar muita resistência e provar que Roselito está certo.
Pelo jeito, o desafio de Jandira é muito grande. Vai ter que quebrar muita resistência e provar que Roselito está certo.
De primeiro mundo
Seja qual for o critério do IBGE, uma coisa fica bem definida: Itaituba tem uma população cujo perfil tem peculiaridades de primeiro mundo. As famílias, por esses números, têm poucos filhos. Basta verificar o contingente eleitoral do município que chegou quase a 60 mil eleitores na eleição de 2006.
Com a expedição de novos títulos para a eleição de 2008 é provavel que passe de 62 eleitores, pelo menos.
Outro do que coloca em cheque o censo 2007 de Itituba é o número de domicílios na sede do muncípio, que passa de 18 mil. Supondo-se que vivam quatro pessoas, em média por domicílio, isso equivaleria a uma população de a 72 mil habitantes somente na sede.
É difícil imaginar que no interior, incluíndo a região de garimpos, não vivam pelo menos mais 40 mil pessoas.
Tem alguma coisa errada nessa conta, de novo.
Com a expedição de novos títulos para a eleição de 2008 é provavel que passe de 62 eleitores, pelo menos.
Outro do que coloca em cheque o censo 2007 de Itituba é o número de domicílios na sede do muncípio, que passa de 18 mil. Supondo-se que vivam quatro pessoas, em média por domicílio, isso equivaleria a uma população de a 72 mil habitantes somente na sede.
É difícil imaginar que no interior, incluíndo a região de garimpos, não vivam pelo menos mais 40 mil pessoas.
Tem alguma coisa errada nessa conta, de novo.
Qual é o critério?
Se é para contar todo mundo, não dá para entender que critério do IBGE usou para a coleta de dados em Itaituba.
Para citar apenas um nom de uma pessoa muito conhecida que não está entre os recenseados, Ivo Lubrinna, presidente da AMOT.
Como ele, certamente muita gente ficou de fora
Para citar apenas um nom de uma pessoa muito conhecida que não está entre os recenseados, Ivo Lubrinna, presidente da AMOT.
Como ele, certamente muita gente ficou de fora
AMOT não gostou
Jandira na SEMMA não era a notícia que a AMOT (Associação dos Mineradores do Tapajós) espera ouvir.
O presidente da entidade, Ivo Lubrinna, disse ao blog que recebeu a notícia consternado, pois não acreditava que o prefeito Roselito Soares pudesse tomar essa decisão, substituindo um técnico competente, Elias Leão, por alguém que não tem conhecimento suficiente para dar andamento nos projetos que estão em execução. Ivo disse que o setor mineral vê a mudança com muita preocupação.
O presidente da entidade, Ivo Lubrinna, disse ao blog que recebeu a notícia consternado, pois não acreditava que o prefeito Roselito Soares pudesse tomar essa decisão, substituindo um técnico competente, Elias Leão, por alguém que não tem conhecimento suficiente para dar andamento nos projetos que estão em execução. Ivo disse que o setor mineral vê a mudança com muita preocupação.
Censo piorou a situação para Itaituba
De Belém o amigo José Waterloo Leal informou pelo telefone e depois por e-mail, a informação sobre a divulgação dos resultados preliminares do Censo 2007. A notícia não é boma para Itaituba.
Primeiro fontes da Prefeitura informaram que a contagem tinha chegado a 120 mil habitantes em Itaituba, depois veio uma contra-informação dando conta de que seriam 130 mil.
Se contaram todas essas pessoas, esqueceram de passar para o IBGE, que divulgou às 10 horas de hoje, uma preliminar da recém encerrada contagem da população dos municípios com até 170 mil habitantes. O Diário Oficial da União ficou de publicar o resultado em sua edição de hoje.
Itaituba perdeu alguns habitantes em relação ao último censo. Essa é uma péssima notícia para o município, que vai ficar estacionado no patamar que estava quanto ao FPM, se não perder mais alguma coisa.
A Contagem da População foi realizada em 5.414 municípios com até 170 mil habitantes e em mais 21 municípios 1 situados em 14 estados onde, além da capital, um ou dois excedem esse teto de população, permitindo, dessa forma, totalizar a população desses estados com base nos resultados da Contagem da População.
Para os 129 municípios restantes, incluindo o Distrito Federal, onde não houve Contagem, repetiu-se preliminarmente a estimativa da população de 2006. A Contagem da População já recenseou mais de 105 milhões de pessoas e cerca de 34 milhões de domicílios em todo o Brasil.
Os resultados de 31 de agosto ainda são preliminares, mesmo com o processo de coleta de informações finalizado. Em alguns municípios, uma parcela significativa dos domicílios visitados estava fechada ou houve recusa em atender ao recenseador, o que prejudicou a realização da entrevista.
Desta forma, de 1º a 12 de setembro, os recenseadores retornarão a estes domicílios para atualização dos dados populacionais e, assim, concluir a Contagem da População com informações como o número de moradores do domicílio, idade e sexo de cada pessoa. Também a partir de hoje as prefeituras serão informadas por meio de Ofício do IBGE sobre a população de seus municípios.
Veja o que informa o IBGE. O blog divulga um comparativo da população estimada em 2006 com a contagem de 2007.
Muncípio Popul. estima. em 2006 Contagem de 2007
Itaituba 96.515 96.282
Aveiro 18.949 16.623
Jacareacanga 34.683 37.637
Novo Progresso 39.245 21.856
Trairão 17.892 15.894
Monte Alegre 69.372 60.286
A situação ficou preta para Itaituba, Novo Progresso está num vermelho danado e Trairão também não pode rir dos seus vizinhos.
Dezenas de garimpos deixaram de ser visitados pelo recenseadores e algumas milhares de pessoas que vivem nos baixões e mesmo em algumas corrutelas não foram recenseados.
Mesmo que a Prefeitura tenha se comportado melhor do que em governos passados, fica claro que ainda não fez o suficiente para que o trabalho do IBGE pudesse alcançar os objetivos necessários.
O prefeito Carlos Veiga, de Jacareacanga, trabalhou melhor do que seu colega Roselito Soares. de Itaituba., dando-lhe um belo chapéu. Pior para Roselito, que ainda tem um ano e três meses de governo e não vai ter o aumento esperado no repasse de FPM e para quem sentar no trono em 1º de janeiro de 2009.
Primeiro fontes da Prefeitura informaram que a contagem tinha chegado a 120 mil habitantes em Itaituba, depois veio uma contra-informação dando conta de que seriam 130 mil.
Se contaram todas essas pessoas, esqueceram de passar para o IBGE, que divulgou às 10 horas de hoje, uma preliminar da recém encerrada contagem da população dos municípios com até 170 mil habitantes. O Diário Oficial da União ficou de publicar o resultado em sua edição de hoje.
Itaituba perdeu alguns habitantes em relação ao último censo. Essa é uma péssima notícia para o município, que vai ficar estacionado no patamar que estava quanto ao FPM, se não perder mais alguma coisa.
A Contagem da População foi realizada em 5.414 municípios com até 170 mil habitantes e em mais 21 municípios 1 situados em 14 estados onde, além da capital, um ou dois excedem esse teto de população, permitindo, dessa forma, totalizar a população desses estados com base nos resultados da Contagem da População.
Para os 129 municípios restantes, incluindo o Distrito Federal, onde não houve Contagem, repetiu-se preliminarmente a estimativa da população de 2006. A Contagem da População já recenseou mais de 105 milhões de pessoas e cerca de 34 milhões de domicílios em todo o Brasil.
Os resultados de 31 de agosto ainda são preliminares, mesmo com o processo de coleta de informações finalizado. Em alguns municípios, uma parcela significativa dos domicílios visitados estava fechada ou houve recusa em atender ao recenseador, o que prejudicou a realização da entrevista.
Desta forma, de 1º a 12 de setembro, os recenseadores retornarão a estes domicílios para atualização dos dados populacionais e, assim, concluir a Contagem da População com informações como o número de moradores do domicílio, idade e sexo de cada pessoa. Também a partir de hoje as prefeituras serão informadas por meio de Ofício do IBGE sobre a população de seus municípios.
Veja o que informa o IBGE. O blog divulga um comparativo da população estimada em 2006 com a contagem de 2007.
Muncípio Popul. estima. em 2006 Contagem de 2007
Itaituba 96.515 96.282
Aveiro 18.949 16.623
Jacareacanga 34.683 37.637
Novo Progresso 39.245 21.856
Trairão 17.892 15.894
Monte Alegre 69.372 60.286
A situação ficou preta para Itaituba, Novo Progresso está num vermelho danado e Trairão também não pode rir dos seus vizinhos.
Dezenas de garimpos deixaram de ser visitados pelo recenseadores e algumas milhares de pessoas que vivem nos baixões e mesmo em algumas corrutelas não foram recenseados.
Mesmo que a Prefeitura tenha se comportado melhor do que em governos passados, fica claro que ainda não fez o suficiente para que o trabalho do IBGE pudesse alcançar os objetivos necessários.
O prefeito Carlos Veiga, de Jacareacanga, trabalhou melhor do que seu colega Roselito Soares. de Itaituba., dando-lhe um belo chapéu. Pior para Roselito, que ainda tem um ano e três meses de governo e não vai ter o aumento esperado no repasse de FPM e para quem sentar no trono em 1º de janeiro de 2009.
Jussara em casa
O prefeito Roselito Soares discutiu em tom áspero que a chege de gabinete Jussara, que deixou de comparecer ao prédio da Prefeitura por conta disso. Quem viu a discussão, ou o pito que o prefeito deu nela, afirma que Jussara tem toda razão de estar mais do que chateada com o prefeito, que teria sido desrespeitoso.
Jandira assume hoje
Está marcada para as 15 horas de hoje a posse da nova secretária municipal de Mineração e Meio Ambiente, Jandira, conhecida como Jandira do PSB. Ela substituirá o geólogo Elias Leão, que estava respondendo pela SEMMA, desde que o ex-secretário Dirceu Frederico Deixou o cargo.
Jandira tem algum conhecimento prático do setor mineral, pois preside uma cooperativa de garimpeiros e vive no meio. Mas, terá uma grande responsabilidade, numa secretaria que parecia um patinho feio da administração municipal, a qual foi transformada em um órgão importante por Dirceu, trabalho que Elias vinha dando prosseguimento muito bem.
A justificativa do prefeito Roselito para colocar Jandira é meramente política. Há mais ou menos dois meses ele convesou com Elias Leão sobre essa troca. Na oportunidade afirmou que quem assumisse o cargo seria o secretário de direito, mas, que ele continuaria sendo o secretário de fato. Portanto, trata-se de uma mexida que mira na eleição de 2008.
A questão é saber até onde vai a atual influência política de Jandira, que já foi bem mais ativa na cidade. Hoje seu nome já não tem mais o mesmo peso.
Sendo técnico e não filiado a nenhuma partido político, Elias Leão se movimenta com facilidade por todas as correntes. Fazendo apenas o seu trabalho baseado na sua formação técnica, ele tem feito com que a SEMMA possa render bons frutos para o prefeito.
Não dá para comparar o caso de Jandira com o de Dirceu, que também foi uma indicação política. Dirceu é do meio mineral, é político, aglutinador e também tem bom trânsito em todas as correntes. Jandira terá que provar que pode ter semelhante desenvoltura. Roselito pode ter feito uma mexida errada no tabuleiro político da eleição do ano que vem. O tempo confirmará, ou não isso.
EM TEMPO: Elias Leão tem convite de alguns partidos, inclusive de oposição ao atual governo de Itaituba, para se filiar a um deles. Até hoje não tinha pensado no assunto, mas, o blog apurou que ele está balançando e ninguém se surpreenda se daque a pouco ele esteja fialiado a uma das grandes agremiações partidárias. E realmente pode ser uma de oposição.
Jandira tem algum conhecimento prático do setor mineral, pois preside uma cooperativa de garimpeiros e vive no meio. Mas, terá uma grande responsabilidade, numa secretaria que parecia um patinho feio da administração municipal, a qual foi transformada em um órgão importante por Dirceu, trabalho que Elias vinha dando prosseguimento muito bem.
A justificativa do prefeito Roselito para colocar Jandira é meramente política. Há mais ou menos dois meses ele convesou com Elias Leão sobre essa troca. Na oportunidade afirmou que quem assumisse o cargo seria o secretário de direito, mas, que ele continuaria sendo o secretário de fato. Portanto, trata-se de uma mexida que mira na eleição de 2008.
A questão é saber até onde vai a atual influência política de Jandira, que já foi bem mais ativa na cidade. Hoje seu nome já não tem mais o mesmo peso.
Sendo técnico e não filiado a nenhuma partido político, Elias Leão se movimenta com facilidade por todas as correntes. Fazendo apenas o seu trabalho baseado na sua formação técnica, ele tem feito com que a SEMMA possa render bons frutos para o prefeito.
Não dá para comparar o caso de Jandira com o de Dirceu, que também foi uma indicação política. Dirceu é do meio mineral, é político, aglutinador e também tem bom trânsito em todas as correntes. Jandira terá que provar que pode ter semelhante desenvoltura. Roselito pode ter feito uma mexida errada no tabuleiro político da eleição do ano que vem. O tempo confirmará, ou não isso.
EM TEMPO: Elias Leão tem convite de alguns partidos, inclusive de oposição ao atual governo de Itaituba, para se filiar a um deles. Até hoje não tinha pensado no assunto, mas, o blog apurou que ele está balançando e ninguém se surpreenda se daque a pouco ele esteja fialiado a uma das grandes agremiações partidárias. E realmente pode ser uma de oposição.
Domingo, Setembro 02, 2007
Vice no Lib
O jornal dos Maiorana deu oportunidade ao vice-governador Odair Correa falar sobre a criação do Estado do Tapajós, depois de tantas reclamações de seus leitores do oeste do Pará, a respeito da campanha pesada que faz contra a luta dos que querem tanto o Tapajós como o Carajás.
Particularmente, acho que Odair perdeu uma ótima oportunidade de ser mais preciso quando falou sobre as vantagens da criação do Tapajós. Ele foi muito evasivo para quem passou 23 anos integrado ao Movimento.
Como ele não aproveitou a chance que foi dada, podemos nos preparar por quem vem por aí muito chumbo grosso dos contra, que têm todo o espaço que querem no Liberal. E o Odair deverá levar muita cacetada.
A seguir o blog publica na íntegra a entrevista.
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Odair Corrêa diz que, no governo, ele tem que ser neutro em plebiscito
O vice-governador do Pará, Odair Corrêa, é um homem disposto a comprar briga quando se trata de defender suas idéias políticas e a população do oeste do Estado. Exposto à metralhadora verbal de adversários, ele tem protagonizado nos últimos dias alguns episódios que fariam qualquer político imaturo tremer nas bases diante da pressão feroz dos críticos. Primeiro, viajou para Manaus (AM), onde debateu com políticos e empresários locais a divisão do Pará. Foi defender a criação do Estado do Tapajós, idéia que alimenta há 23 anos.
O mundo caiu na cabeça dele. 'Por que ele não foi lá defender a divisão do Amazonas, que é muito maior do que o Pará?', bradaram vozes iradas de seus novos desafetos políticos. Na Câmara Municipal de Belém, vereadores desceram das tamancas para costurar um título de persona non grata para Corrêa e querem ainda, por tabela, cassar uma comenda que lhe foi concedida, o Brazão D’Armas. Não faltou, por fim, quem o chamasse de traidor, sugerindo a perda do cargo de vice.
Calmo, medindo as palavras, mas sem medo de expor seu pensamento, o vice encara as críticas com naturalidade. Diz falar com conhecimento de causa. Acredita que seus adversários são movidos pelo desconhecimento dos fatos e pelo sentimentalismo ao atacá-lo. E avisa: não teme cara feia nem arreganho de ninguém. Aprendeu com outros nove irmãos a superar as adversidades da vida. O menino pobre, nascido e criado em Santarém, se diz pronto para enfrentar incompreensões e desafios.
Nesta entrevista ao repórter Carlos Mendes, de O LIBERAL, o vice explica que está 'acompanhando o bonde da história' ao defender a emancipação política do oeste paraense. Não pretende se expor ou correr o risco de alguém querer tirá-lo do cargo. 'Defendo a realização do plebiscito sobre o criação do Estado do Tapajós. Depois, é outra história', limita-se a dizer.
'O que eu não posso, como vice, depois de ter jurado manter a integridade do território paraense, é convocar as pessoas e tomar procedimentos para a divisão do Pará. Jamais farei isso', sustenta Corrêa. Na entrevista, não foge das perguntas sobre a divisão do Estado. Aponta motivos, destila argumentos favoráveis e vislumbra benefícios sociais.
n O senhor tem se posicionado claramente a favor da criação do Estado do Tapajós. Mas seus adversários políticos afirmam que isso contraria o juramento feito ao assumir o cargo, juntamente com a governadora Ana Júlia, de defender a integridade do território paraense. Como o senhor reage diante dos críticos, que chegam a chamá-lo de traidor?
o A questão que está sendo tratada é a da emancipação regional. Não estamos em estado beligerante, pegando no fuzil e na metralhadora para dizer que é separatismo. Os que usam a expressão separatismo se apóiam num termo forte para contradizer o procedimento da emancipação. Outra coisa: a emancipação regional do Tapajós é apenas uma das outras 15 em todo o País cujos projetos tramitam no Congresso Nacional. Ela trata de uma ação de plebiscito, que é democrático, baseada no artigo 18, parágrafo 3º da Constituição Federal, combinado com o artigo 12 e também com o artigo 49, da competência do Congresso. Estivemos por lá, trabalhando nos últimos 23 anos, defendendo a emancipação mista do Tapajós. Então, nós estamos há 23 anos fazendo a história, e não começando isso agora, como querem dar a entender.
n Tem gente imaginando que o senhor pegou essa bandeira agora, de uns tempos para cá...
o Nada disso, são 23 anos. Estamos apenas acompanhando o bonde da história. Na época do Império, o Tapajós era uma província, isso há mais de 150 anos. Por ser um democrata e ter sido eleito pelo voto, assumindo o governo do Estado na condição de vice, tenho uma posição tranqüila de defender a realização do plebiscito. E mais: não vejo razão para tanta tempestade em copo d’água. A Constituição Federal, que é legítima, estabelece o plebiscito para resolver ou não a criação de novos estados. Toda a população do Pará vai opinar a esse respeito.
n Realizado o plebiscito e se ele for favorável à divisão do Pará, qual será a sua posição, mesmo ocupando o cargo de vice?
o Eu não posso, com base na Constituição do meu Estado e na promessa que fiz no juramento de posse de manter a integridade territorial do Pará, chegar aqui e dizer: 'Olha, vamos tomar os procedimentos para a divisão do Pará'. Eu não farei isso. Não é por aí. Mas, com relação ao plebiscito, sim, defendo que deva ser realizado. Depois disso é uma outra história. Não se sabe quanto tempo isso (plebiscito) vai levar. Mesmo que o plebiscito fosse hoje eu não poderia me manifestar pela divisão do Estado. Sou o vice-governador e tenho respeito pelo meu Estado.
n Outra questão levantada pelos opositores da divisão é a de que a idéia é defendida por parlamentares que nasceram em outros estados, mas que vivem no Pará e aqui se elegeram com os votos dos paraenses.
o É bom que se diga: sou paraense nato. Meu pai nasceu em Breves, eu nasci em Santarém. Então, sou santareno, portanto, paraense. O que não posso fazer é desconhecer a minha história. Acredito muito nessa possibilidade, de estarmos juntos, mesmo que a separação ocorra mais tarde. Aposto numa reciprocidade entre irmãos fraternos, enquanto paraenses que somos.
n O que seus conterrâneos da região oeste pensam disso? Não seriam criados antagonismos por conta da divisão?
o Os que movimentam o projeto de criação do Tapajós em Brasília e o pessoal lá de Santarém entendem que não surgirá um fosso entre Pará e Tapajós, caso o novo Estado seja criado. Pelo contrário: à medida que se instalar um Estado com essa envergadura na região, que se criar 90 mil empregos diretos, com certeza a região precisará de muito técnico que hoje anda chutando lata em Belém. Essa mão-de-obra vai trabalhar conosco lá na região.
n A tese contrária à divisão alega que a União teria grandes despesas para implantar o novo Estado, montando órgãos públicos. Qual a sua opinião a esse respeito?
o Os que falam isso deveriam sair da retórica e mostrar o lado prático dessa idéia. Eles deveriam focar as coisas, por exemplo, na presença do Estado na região. Se fizessem isso seria uma beleza. O problema é que hoje temos uma região como a do oeste do Pará, de onde foram acossados para fora do Estado 480 mil habitantes em busca de melhores meios de vida no Amazonas, em Manaus. E nem todos tiveram a mesma chance. Há muitos paraenses em Manaus e isso traz um peso significativo no orçamento do Amazonas.
n Se o Estado do Tapajós for criado, esses paraenses que foram para Manaus retornariam aos municípios de origem?
o Queremos trazer essa população de volta. Há muitas pessoas que hoje estão inchando a periferia de Manaus e os presídios. Por que há discriminação do Amazonas com o Pará? Porque há paraenses que, segundo eles, estão tirando os empregos dos amazonenses e praticando crimes. Por outro lado, há muita gente competente que saiu do Pará e foi para Manaus tentar melhor sorte. Há pessoas daqui em boas posições lá no Amazonas. Respondendo à pergunta sobre gastos excessivos da União com a criação de um novo Estado, digo que isso não passa de ledo engano. É um desconhecimento total da realidade. Na época em que estive lá no comitê da Frente Popular pelo Estado do Tapajós fizemos vários levantamentos técnicos e científicos a respeito. Depois de fazer esses levantamentos estivemos em Belém, na Assembléia Legislativa, que também fez um levantamento técnico sobre o assunto. Esse levantamento era favorável à criação do Tapajós, embora os deputados tenham votado contra. Também mandamos buscar técnicos no Rio de Janeiro, treinados na Fundação Getúlio Vargas, para que não dissessem depois que estávamos querendo puxar a brasa para a nossa sardinha.
n Que argumentos consistentes pesariam favoravelmente, na sua opinião, ao Estado do Tapajós?
o No oeste do Pará, somos um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 6,5 bilhões. Isto aí é muito pano para manga. Com a emancipação territorial do Tapajós, ao invés de o remanescente Pará, que é nosso irmão, sair perdendo, irá sair ganhando. Vou dar um exemplo: se há uma transferência federal, hoje, da ordem de R$ 1,8 bilhão para o Estado do Pará e ele repassa R$ 300 milhões ao ano para a região, quando da criação de um novo Estado e com a reformulação das estruturas orçamentárias do País, o Tapajós receberá R$ 1,1 bilhão. Isto somado a R$ 1,5 bilhão do Pará, a região sairá ganhando como um todo.
n Se é tão simples assim, por que há tantas vozes contrárias à divisão? Seria por desinformação ou ignorância?
o No oeste, o projeto não é tratado com sentimentalismo. Esse mesmo sentimentalismo também foi demonstrado quando houve a divisão territorial da província do Amazonas, que era a do Rio Negro. Foram as mesmas reclamações que se ouvem hoje. A história de 150 anos atrás se repete. Naquela época se diziam as mesmas coisas, que estavam querendo dividir a pobreza, criar mais despesas. As experiências emancipacionistas do Brasil inteiro não podem ser ignoradas. Veja o bom exemplo da criação do Estado do Tocantins. A população melhorou de vida. O PIB é de mais de R$ 2 bilhões. A experiência do Mato Grosso do Sul, que inspira o Tapajós, é outra história de sucesso. No começo, eram apenas R$ 4,5 bilhões de dólares. Hoje, a somatória dos dois estados, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, dá mais de R$ 50 bilhões. Isto significa dizer que há ganhos no desenvolvimento regional com novos estados no País.
n Na Câmara Municipal de Belém, alguns vereadores o consideram persona non grata e querem cassar a comenda do Brazão D’Armas, que já lhe foi entregue. Eles fazem isso sem conhecer o assunto que debatem, a divisão do Pará, ou porque estariam movidos pelo sentimentalismo?
o Não sei definir exatamente o que está movendo essas pessoas. Sou novato em Belém. Estou aqui há apenas sete ou oito meses, efetivamente. Tive uma campanha eleitoral muito forte e em função dessa campanha chegamos ao poder. Na campanha passada, um vereador propôs campanha de repúdio aos maus paraenses que queriam criar o Tapajós. Aí, alguns maus paraenses vieram de lá para explicar na Câmara Municipal de Belém. No final, esses maus paraenses conseguiram uma votação favorável de 19 a 2, a favor não da moção de repúdio, mas a uma moção de apoio ao plebiscito, que seria enviada à Câmara Federal. A questão é o conhecimento de causa e porque se pleiteia isto. Como a história nos diz que mais cedo ou mais tarde isto (a divisão do Estado) vai acontecer, eu não tenho muita preocupação.
n O senhor defende a emancipação do oeste, mas a governadora Ana Júlia é contra. Isto não cria um conflito de idéias entre o senhor e ela capaz de criar problemas no futuro?
o A governadora tem uma posição democrática e também respeita a questão plebiscitária. Ela só gostaria que o plebiscito não ocorresse agora. Não há nenhum conflito ou contradição entre eu e a governadora. Há, sim, um respeito mútuo. Se o plebiscito vier agora, nós sabemos que teremos de nos manter como juízes e não como pessoas interessadas em defender esta ou aquela posição. O Pará todo terá de ser ouvido e eu não tenho nenhum problema com relação a isso.
n Há espíritos armados de paixão na discussão pró e contra a divisão do território paraense...
o Nenhuma pessoa sensata deseja um estado de beligerância nessa discussão. Nós não estamos mais na Cabanagem. Vivemos uma época de debate de idéias e de fazer fluir procedimentos de políticas públicas que possam atingir as demandas sociais deste povo, principalmente da Amazônia. E, com muita ênfase, a soberania nacional em relação à Amazônia.
Particularmente, acho que Odair perdeu uma ótima oportunidade de ser mais preciso quando falou sobre as vantagens da criação do Tapajós. Ele foi muito evasivo para quem passou 23 anos integrado ao Movimento.
Como ele não aproveitou a chance que foi dada, podemos nos preparar por quem vem por aí muito chumbo grosso dos contra, que têm todo o espaço que querem no Liberal. E o Odair deverá levar muita cacetada.
A seguir o blog publica na íntegra a entrevista.
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Odair Corrêa diz que, no governo, ele tem que ser neutro em plebiscito
O vice-governador do Pará, Odair Corrêa, é um homem disposto a comprar briga quando se trata de defender suas idéias políticas e a população do oeste do Estado. Exposto à metralhadora verbal de adversários, ele tem protagonizado nos últimos dias alguns episódios que fariam qualquer político imaturo tremer nas bases diante da pressão feroz dos críticos. Primeiro, viajou para Manaus (AM), onde debateu com políticos e empresários locais a divisão do Pará. Foi defender a criação do Estado do Tapajós, idéia que alimenta há 23 anos.
O mundo caiu na cabeça dele. 'Por que ele não foi lá defender a divisão do Amazonas, que é muito maior do que o Pará?', bradaram vozes iradas de seus novos desafetos políticos. Na Câmara Municipal de Belém, vereadores desceram das tamancas para costurar um título de persona non grata para Corrêa e querem ainda, por tabela, cassar uma comenda que lhe foi concedida, o Brazão D’Armas. Não faltou, por fim, quem o chamasse de traidor, sugerindo a perda do cargo de vice.
Calmo, medindo as palavras, mas sem medo de expor seu pensamento, o vice encara as críticas com naturalidade. Diz falar com conhecimento de causa. Acredita que seus adversários são movidos pelo desconhecimento dos fatos e pelo sentimentalismo ao atacá-lo. E avisa: não teme cara feia nem arreganho de ninguém. Aprendeu com outros nove irmãos a superar as adversidades da vida. O menino pobre, nascido e criado em Santarém, se diz pronto para enfrentar incompreensões e desafios.
Nesta entrevista ao repórter Carlos Mendes, de O LIBERAL, o vice explica que está 'acompanhando o bonde da história' ao defender a emancipação política do oeste paraense. Não pretende se expor ou correr o risco de alguém querer tirá-lo do cargo. 'Defendo a realização do plebiscito sobre o criação do Estado do Tapajós. Depois, é outra história', limita-se a dizer.
'O que eu não posso, como vice, depois de ter jurado manter a integridade do território paraense, é convocar as pessoas e tomar procedimentos para a divisão do Pará. Jamais farei isso', sustenta Corrêa. Na entrevista, não foge das perguntas sobre a divisão do Estado. Aponta motivos, destila argumentos favoráveis e vislumbra benefícios sociais.
n O senhor tem se posicionado claramente a favor da criação do Estado do Tapajós. Mas seus adversários políticos afirmam que isso contraria o juramento feito ao assumir o cargo, juntamente com a governadora Ana Júlia, de defender a integridade do território paraense. Como o senhor reage diante dos críticos, que chegam a chamá-lo de traidor?
o A questão que está sendo tratada é a da emancipação regional. Não estamos em estado beligerante, pegando no fuzil e na metralhadora para dizer que é separatismo. Os que usam a expressão separatismo se apóiam num termo forte para contradizer o procedimento da emancipação. Outra coisa: a emancipação regional do Tapajós é apenas uma das outras 15 em todo o País cujos projetos tramitam no Congresso Nacional. Ela trata de uma ação de plebiscito, que é democrático, baseada no artigo 18, parágrafo 3º da Constituição Federal, combinado com o artigo 12 e também com o artigo 49, da competência do Congresso. Estivemos por lá, trabalhando nos últimos 23 anos, defendendo a emancipação mista do Tapajós. Então, nós estamos há 23 anos fazendo a história, e não começando isso agora, como querem dar a entender.
n Tem gente imaginando que o senhor pegou essa bandeira agora, de uns tempos para cá...
o Nada disso, são 23 anos. Estamos apenas acompanhando o bonde da história. Na época do Império, o Tapajós era uma província, isso há mais de 150 anos. Por ser um democrata e ter sido eleito pelo voto, assumindo o governo do Estado na condição de vice, tenho uma posição tranqüila de defender a realização do plebiscito. E mais: não vejo razão para tanta tempestade em copo d’água. A Constituição Federal, que é legítima, estabelece o plebiscito para resolver ou não a criação de novos estados. Toda a população do Pará vai opinar a esse respeito.
n Realizado o plebiscito e se ele for favorável à divisão do Pará, qual será a sua posição, mesmo ocupando o cargo de vice?
o Eu não posso, com base na Constituição do meu Estado e na promessa que fiz no juramento de posse de manter a integridade territorial do Pará, chegar aqui e dizer: 'Olha, vamos tomar os procedimentos para a divisão do Pará'. Eu não farei isso. Não é por aí. Mas, com relação ao plebiscito, sim, defendo que deva ser realizado. Depois disso é uma outra história. Não se sabe quanto tempo isso (plebiscito) vai levar. Mesmo que o plebiscito fosse hoje eu não poderia me manifestar pela divisão do Estado. Sou o vice-governador e tenho respeito pelo meu Estado.
n Outra questão levantada pelos opositores da divisão é a de que a idéia é defendida por parlamentares que nasceram em outros estados, mas que vivem no Pará e aqui se elegeram com os votos dos paraenses.
o É bom que se diga: sou paraense nato. Meu pai nasceu em Breves, eu nasci em Santarém. Então, sou santareno, portanto, paraense. O que não posso fazer é desconhecer a minha história. Acredito muito nessa possibilidade, de estarmos juntos, mesmo que a separação ocorra mais tarde. Aposto numa reciprocidade entre irmãos fraternos, enquanto paraenses que somos.
n O que seus conterrâneos da região oeste pensam disso? Não seriam criados antagonismos por conta da divisão?
o Os que movimentam o projeto de criação do Tapajós em Brasília e o pessoal lá de Santarém entendem que não surgirá um fosso entre Pará e Tapajós, caso o novo Estado seja criado. Pelo contrário: à medida que se instalar um Estado com essa envergadura na região, que se criar 90 mil empregos diretos, com certeza a região precisará de muito técnico que hoje anda chutando lata em Belém. Essa mão-de-obra vai trabalhar conosco lá na região.
n A tese contrária à divisão alega que a União teria grandes despesas para implantar o novo Estado, montando órgãos públicos. Qual a sua opinião a esse respeito?
o Os que falam isso deveriam sair da retórica e mostrar o lado prático dessa idéia. Eles deveriam focar as coisas, por exemplo, na presença do Estado na região. Se fizessem isso seria uma beleza. O problema é que hoje temos uma região como a do oeste do Pará, de onde foram acossados para fora do Estado 480 mil habitantes em busca de melhores meios de vida no Amazonas, em Manaus. E nem todos tiveram a mesma chance. Há muitos paraenses em Manaus e isso traz um peso significativo no orçamento do Amazonas.
n Se o Estado do Tapajós for criado, esses paraenses que foram para Manaus retornariam aos municípios de origem?
o Queremos trazer essa população de volta. Há muitas pessoas que hoje estão inchando a periferia de Manaus e os presídios. Por que há discriminação do Amazonas com o Pará? Porque há paraenses que, segundo eles, estão tirando os empregos dos amazonenses e praticando crimes. Por outro lado, há muita gente competente que saiu do Pará e foi para Manaus tentar melhor sorte. Há pessoas daqui em boas posições lá no Amazonas. Respondendo à pergunta sobre gastos excessivos da União com a criação de um novo Estado, digo que isso não passa de ledo engano. É um desconhecimento total da realidade. Na época em que estive lá no comitê da Frente Popular pelo Estado do Tapajós fizemos vários levantamentos técnicos e científicos a respeito. Depois de fazer esses levantamentos estivemos em Belém, na Assembléia Legislativa, que também fez um levantamento técnico sobre o assunto. Esse levantamento era favorável à criação do Tapajós, embora os deputados tenham votado contra. Também mandamos buscar técnicos no Rio de Janeiro, treinados na Fundação Getúlio Vargas, para que não dissessem depois que estávamos querendo puxar a brasa para a nossa sardinha.
n Que argumentos consistentes pesariam favoravelmente, na sua opinião, ao Estado do Tapajós?
o No oeste do Pará, somos um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 6,5 bilhões. Isto aí é muito pano para manga. Com a emancipação territorial do Tapajós, ao invés de o remanescente Pará, que é nosso irmão, sair perdendo, irá sair ganhando. Vou dar um exemplo: se há uma transferência federal, hoje, da ordem de R$ 1,8 bilhão para o Estado do Pará e ele repassa R$ 300 milhões ao ano para a região, quando da criação de um novo Estado e com a reformulação das estruturas orçamentárias do País, o Tapajós receberá R$ 1,1 bilhão. Isto somado a R$ 1,5 bilhão do Pará, a região sairá ganhando como um todo.
n Se é tão simples assim, por que há tantas vozes contrárias à divisão? Seria por desinformação ou ignorância?
o No oeste, o projeto não é tratado com sentimentalismo. Esse mesmo sentimentalismo também foi demonstrado quando houve a divisão territorial da província do Amazonas, que era a do Rio Negro. Foram as mesmas reclamações que se ouvem hoje. A história de 150 anos atrás se repete. Naquela época se diziam as mesmas coisas, que estavam querendo dividir a pobreza, criar mais despesas. As experiências emancipacionistas do Brasil inteiro não podem ser ignoradas. Veja o bom exemplo da criação do Estado do Tocantins. A população melhorou de vida. O PIB é de mais de R$ 2 bilhões. A experiência do Mato Grosso do Sul, que inspira o Tapajós, é outra história de sucesso. No começo, eram apenas R$ 4,5 bilhões de dólares. Hoje, a somatória dos dois estados, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, dá mais de R$ 50 bilhões. Isto significa dizer que há ganhos no desenvolvimento regional com novos estados no País.
n Na Câmara Municipal de Belém, alguns vereadores o consideram persona non grata e querem cassar a comenda do Brazão D’Armas, que já lhe foi entregue. Eles fazem isso sem conhecer o assunto que debatem, a divisão do Pará, ou porque estariam movidos pelo sentimentalismo?
o Não sei definir exatamente o que está movendo essas pessoas. Sou novato em Belém. Estou aqui há apenas sete ou oito meses, efetivamente. Tive uma campanha eleitoral muito forte e em função dessa campanha chegamos ao poder. Na campanha passada, um vereador propôs campanha de repúdio aos maus paraenses que queriam criar o Tapajós. Aí, alguns maus paraenses vieram de lá para explicar na Câmara Municipal de Belém. No final, esses maus paraenses conseguiram uma votação favorável de 19 a 2, a favor não da moção de repúdio, mas a uma moção de apoio ao plebiscito, que seria enviada à Câmara Federal. A questão é o conhecimento de causa e porque se pleiteia isto. Como a história nos diz que mais cedo ou mais tarde isto (a divisão do Estado) vai acontecer, eu não tenho muita preocupação.
n O senhor defende a emancipação do oeste, mas a governadora Ana Júlia é contra. Isto não cria um conflito de idéias entre o senhor e ela capaz de criar problemas no futuro?
o A governadora tem uma posição democrática e também respeita a questão plebiscitária. Ela só gostaria que o plebiscito não ocorresse agora. Não há nenhum conflito ou contradição entre eu e a governadora. Há, sim, um respeito mútuo. Se o plebiscito vier agora, nós sabemos que teremos de nos manter como juízes e não como pessoas interessadas em defender esta ou aquela posição. O Pará todo terá de ser ouvido e eu não tenho nenhum problema com relação a isso.
n Há espíritos armados de paixão na discussão pró e contra a divisão do território paraense...
o Nenhuma pessoa sensata deseja um estado de beligerância nessa discussão. Nós não estamos mais na Cabanagem. Vivemos uma época de debate de idéias e de fazer fluir procedimentos de políticas públicas que possam atingir as demandas sociais deste povo, principalmente da Amazônia. E, com muita ênfase, a soberania nacional em relação à Amazônia.
Sábado, Setembro 01, 2007
A caminho do PMDB
Quem diz que ainda não definiu a qual partido irá se filiar é o vereador João Crente. Ele informou a coluna que tem convite de todos os lados, incluindo par voltar ao PSDB. Até o dia 25 de setembro ele deverá tomar uma posição. Dizem alguns chegados seus que o rumo poderá ser o PSB de Ademir Andrade. Fala-se também no PMDB. O vereador não desmente, nem confirma.
Uma fonte segura do PMDB informou ao blog, ontem à noite, que João Crente já deixou tudo acertado e que vai mesmo assinar a ficha de filiação desse partido.
Uma fonte segura do PMDB informou ao blog, ontem à noite, que João Crente já deixou tudo acertado e que vai mesmo assinar a ficha de filiação desse partido.
EDIR SEM O PSC
O médico Edir Pires, que quase elegeu-se deputado estadual por esse partido, levou uma senhora rasteira de Hilton Aguiar e da direção do PSC. Edir perdeu o comando do Partido Social Cristão, sem receber sequer um telefonema da cúpula estadual do PSC, numa flagrante falta de respeito para com alguém que foi muito importante na transferência de uma grande soma de votos para a referida sigla. Enquanto isso, com Hilton Aguiar asumndo o PSC em Itaituba, é mais do que certo que o mesmo estará no palanque do prefeito Roselito Soares na eleição do ano que vem.
Não foi bom para Valmir, que contava com o PSC em sua campanha.
Não foi bom para Valmir, que contava com o PSC em sua campanha.
FBAP
Sérgio Porto foi um cronista dos anos 60 e 70 que se tornou célebre por sua irreverência. Ele tinha uma coluna no jornal O Globo, intitulada FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLA O PAÍS, ou, simplesmente FBAP. Pois não é que já temos a nossa versão cabocla da FBAP! Podemos chamá-la apenas de Festival de Besteiras que Assola a Região, ou FBAR.
FBPAR
Por ocasião da discussão do PTP, que muita gente continua achando que vai dar em nada, alguns municípios não souberam o que pedir e outros fizeram pedidos inusitados. Vejam o caso de Aveiro, cuja delegação incluiu como uma das três prioridades mais rádios comunitárias. É ou não é um brincadeira ou total falta de preparo para tratar dos assuntos de toda uma comunidade? Essa prioridade foi substituída a tempo de provocar um vexame ainda maior.
FBPAR
Por ocasião da discussão do PTP, que muita gente continua achando que vai dar em nada, alguns municípios não souberam o que pedir e outros fizeram pedidos inusitados. Vejam o caso de Aveiro, cuja delegação incluiu como uma das três prioridades mais rádios comunitárias. É ou não é um brincadeira ou total falta de preparo para tratar dos assuntos de toda uma comunidade? Essa prioridade foi substituída a tempo de provocar um vexame ainda maior.
NOVO LÍDER
O vereador César Aguiar já está treinando para substituir seu colega Antônio Cardoso na liderança do governo, na Câmara Municipal. Cardoso vai se licenciar para assumir a subprefeitura de Moraes Almeida, tendo posse marcada para o dia 9 de setembro. Dia 5 de setembro será a última sessão da qual participará. César deverá travar um bom e saudável embate com o líder do PDMB na Casa, vereador Manoel Diniz.
CALOTE
A inadimplência nas faculdades particulares de Itaituba, tanto na FAT quanto na FAI é muito grande. Tem muitos alunos que podem pagar as mensalidades em dia, mas, não o fazem. Existem alguns casos nos quais, ao terminar o semestre, gente que tem dinheiro chega na direção da faculdade onde estuda e faz quase uma chantagem. Diz que está com o dinheiro para pagar, mas, além de pedir a dispensa de 100% dos juros que incidem sobre o débito, ainda pede desconto. Quem age assim trabalha contra o município onde vive, pois com tanta inadimplência, como é que essas instituições vão se manter? Essa gente adquire conhecimento e não quer pagar por isso.
DECEPÇÃO
Decepcionante! É o mínimo que se pode dizer dos prefeitos da região sudoeste do Estado com referência ao abaixo-assinado em favor do Estado do Tapajós. O prefeito Roselito Soares foi o único que fez alguma coisa. Pelo menos deu uma força, não tirando das ruas as pessoas que tinham sido colocadas pela vice-prefeita Antonieta Lima para pegar assinaturas. Os demais não descruzaram os braços. Talvez por medo da governadora. Assim fica difícil criar o sonhado novo Estado.
Dupla dinâmica
Cabano como cabeça de chapa e Leon Boulet como seu vice. Essa é a dupla dinâmica que bai bater chapa com a prefeita Gorete Xavier, de Aveiro, na eleição do ano que vem. Essa dupla promete. Cada um tem mais problemas que o outro nos tribunais de conta.
CABANO NO PMDB
Ex-prefeito de Aveiro, Adalberto Viana (Cabano), já está filiado ao PMDB de Jader Barbalho. A ele também foi entregue a responsabilidade de formar a comissão provisória do partido naquele município. Ele deverá ser candidato a prefeito em 2008, tentando destronar a atual prefeita Gorete Xavier, que derrotou Cabano em 2004. A propósito, a coluna apurou de uma fonte segura do PMDB de Itaituba, que Jader não quer ver Gorete na sua frente, nem pintada, pois ele não gostou nada do comportamento dela na eleição do ano passado.
Balizamento
Está quase tudo pronto. Quase, porque fala chegar um regulador de brilho, que controla a intensidade do brilho das lâmpadas do balizamento do aeroporto de Itaituba. Enquanto esse regulador não chega, o aeroporto continua fechado para operações noturnas. A exceção é somente para situações de emergência.
SERIPA reuniu com pilotos em Itaituba
Três acidentes seguidos, ocorridos nos dias 11, 12 e 13 de julho passado, envolvendo aviões de pequeno porte, sacudiram o setor aéreo da região e fizeram com que as autoridades do setor se mexessem para chamar atenção dos pilotos que atuam em Itaituba e municípios vizinhos. Essa foi a razão pela qual o SERIPA (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes) viesse a Itaituba para reunir com os pilotos.
Durante quase quatro horas, quatro militares da FAB que fazem parte do SERIPA conversaram com os pilotos e com outras pessoas envolvidas nessa atividade. Cenas muito fortes, como as das condições em que ficaram aeronaves e vítimas foram mostradas. Por isso, não foi permitida a entrada da imprensa. O pessoal do SERIPA ressaltou o fato dos três acidentes terem ocorrido em pistas não homologadas.
A reportagem do Jornal do Comércio conversou com algumas pessoas que estiveram na reunião, as quais não podem ser identificadas, pois a reunião teve caráter sigiloso. Elas disseram que, num primeiro momento ficam todos muito assustados com uma seqüência de acidentes como essa recente. Durante pouco tempo todos os pilotos voam com muito mais atenção. Porém, à medida que o tempo passa volta tudo como era antes. Quem é cuidadoso e responsável continua operando dentro das normas; já quem é relapso, volta a operar como sempre fez, abusando e contribuindo para que novos acidentes possam ocorrer.
TRANSGREDINDO – Nossa reportagem apurou que continuam operando em Itaituba e na região, aeronaves sem a manutenção regular, que deve ser cumprida à risca, para segurança dos operadores e dos passageiros. Há aviões que são particulares, mas fazem o serviço de táxi aéreo, quando não estão legalmente autorizados para isso, além do que existem diversos aviões clandestinos voando para fazendas e garimpos, que operam de qualquer jeito. Há casos de aviões entregues a pilotos que não têm o brevê. São pilotos que aprenderam a voar, mas que tem apenas a prática. A eles falta o conhecimento teórico, que é essencial nesse tipo de serviço, onde o menor erro pode custar a vida. Os donos desses aviões compram peças clandestinas para reposição. Toda peça original tem um certificado, sendo sua comercialização controlada pelos órgãos do setor e motivo de controle por parte da ANAC.
Os abusos continuam ocorrendo, até mesmo com vôos partindo do aeroporto de Itaituba, de onde aviões pequenos decolam com excesso de carga para a região de garimpos ou para outros municípios onde não há controle algum. Essa fiscalização compete a ANAC, que tem apenas dois fiscais em Itaituba, os quais são muito pressionados e, às vezes, até ameaçados para liberarem aeronaves de qualquer jeito.
Quem precisa fretar um avião, nem sempre toma as medidas necessárias de segurança e entra naquele que consegue por menor preço, passando a correr riscos desnecessários. O certo é exigir o CHETA, que é o Certificado de Homologação de Empresa de Táxi Aéreo. Por incrível que parece, muitos representantes de grandes mineradoras multinacionais não tomam os cuidados necessários para sua segurança, preferindo voar com quem cobra mais barato, em detrimento do cumprimento das normas legais. Eles fazem vôos para garimpos cujas pistas não são homologadas, em aviões com manutenção duvidosa.
Pilotos de aviões pequenos que operam em Itaituba reclamam que a Prefeitura cobra taxas caras e não oferece a contrapartida dos serviços necessários. Uma das maiores reclamações é quanto à pista de táxi partindo dos hangares. Os aviões taxiam na poeira durante o verão e na lama no inverno.
Durante quase quatro horas, quatro militares da FAB que fazem parte do SERIPA conversaram com os pilotos e com outras pessoas envolvidas nessa atividade. Cenas muito fortes, como as das condições em que ficaram aeronaves e vítimas foram mostradas. Por isso, não foi permitida a entrada da imprensa. O pessoal do SERIPA ressaltou o fato dos três acidentes terem ocorrido em pistas não homologadas.
A reportagem do Jornal do Comércio conversou com algumas pessoas que estiveram na reunião, as quais não podem ser identificadas, pois a reunião teve caráter sigiloso. Elas disseram que, num primeiro momento ficam todos muito assustados com uma seqüência de acidentes como essa recente. Durante pouco tempo todos os pilotos voam com muito mais atenção. Porém, à medida que o tempo passa volta tudo como era antes. Quem é cuidadoso e responsável continua operando dentro das normas; já quem é relapso, volta a operar como sempre fez, abusando e contribuindo para que novos acidentes possam ocorrer.
TRANSGREDINDO – Nossa reportagem apurou que continuam operando em Itaituba e na região, aeronaves sem a manutenção regular, que deve ser cumprida à risca, para segurança dos operadores e dos passageiros. Há aviões que são particulares, mas fazem o serviço de táxi aéreo, quando não estão legalmente autorizados para isso, além do que existem diversos aviões clandestinos voando para fazendas e garimpos, que operam de qualquer jeito. Há casos de aviões entregues a pilotos que não têm o brevê. São pilotos que aprenderam a voar, mas que tem apenas a prática. A eles falta o conhecimento teórico, que é essencial nesse tipo de serviço, onde o menor erro pode custar a vida. Os donos desses aviões compram peças clandestinas para reposição. Toda peça original tem um certificado, sendo sua comercialização controlada pelos órgãos do setor e motivo de controle por parte da ANAC.
Os abusos continuam ocorrendo, até mesmo com vôos partindo do aeroporto de Itaituba, de onde aviões pequenos decolam com excesso de carga para a região de garimpos ou para outros municípios onde não há controle algum. Essa fiscalização compete a ANAC, que tem apenas dois fiscais em Itaituba, os quais são muito pressionados e, às vezes, até ameaçados para liberarem aeronaves de qualquer jeito.
Quem precisa fretar um avião, nem sempre toma as medidas necessárias de segurança e entra naquele que consegue por menor preço, passando a correr riscos desnecessários. O certo é exigir o CHETA, que é o Certificado de Homologação de Empresa de Táxi Aéreo. Por incrível que parece, muitos representantes de grandes mineradoras multinacionais não tomam os cuidados necessários para sua segurança, preferindo voar com quem cobra mais barato, em detrimento do cumprimento das normas legais. Eles fazem vôos para garimpos cujas pistas não são homologadas, em aviões com manutenção duvidosa.
Pilotos de aviões pequenos que operam em Itaituba reclamam que a Prefeitura cobra taxas caras e não oferece a contrapartida dos serviços necessários. Uma das maiores reclamações é quanto à pista de táxi partindo dos hangares. Os aviões taxiam na poeira durante o verão e na lama no inverno.
Cosanpa aperta o cerco
Os consumidores que têm débito de conta de água estão sendo apertados pela Cosanpa. A empresa negocia o débito, mas, caso o usuário insista em não pagar, o serviço é cortado. A inadimplência é altíssimo em Itaituba, chegando a 82%. Já foi até mais alta, conforme informou o atual supervisor de núcleo Raimundo Xavier (Raimundinho do Buburé), que falou sobre o trabalho que a Cosanpa desenvolve nesta cidade, em entrevista ao Jornal do Comércio.JC – Qual é a qualidade do serviço prestado pela Cosanpa à população de Itaituba?
Raimundinho – A água é de boa qualidade; é tratada. Contudo, eu costumo dizer que a água é de boa qualidade, mas ainda é em pouca quantidade, porque nós só conseguimos chegar até a 13ª Rua, onde termina a rede de distribuição da Cosanpa.
JC – Quanto ao horário de distribuição...
Raimundinho – Na Cidade Baixa ela chega das 6 horas da manhã ao meio-dia; do meio-dia às 18 horas para a Cidade Alta. Essa limitação acontece porque nossa bomba tem uma capacidade nominal de captação para 250 metros cúbicos por hora, equivalente a 250 mil litros por hora. Porém, o equipamento não corresponde 100% ao que o fabricante anuncia. No nosso caso, temos hoje uma deficiência de mais ou menos 150 mil litros por hora. Por isso há esse racionamento.
JC – Qual é o número exato de domicílios com água encanada, atualmente?
Raimundinho – Hoje temos 2.291 ligações cadastradas. Mas, existem mais ou menos umas 300 ligações que ainda estão sendo regularizadas, as quais começarão a receber a fatura em breve. Essas ligações já estão todas feitas e são mais recentes. Somando tudo chegamos a mais de 2.600 ligações. A gente está fazendo o levantamento de cada uma delas através de visita domiciliar, para saber quantas torneiras tem, para termos uma noção do consumo de cada uma.
JC - Existem muitos pedidos para novas ligações?
Raimundinho – Todo dia a gente recebe de cinco a seis pedidos para efetuarmos novas ligações.
JC – São somente ligações residenciais ou comerciais?
Raimundinho – Sim. Somente esse tipo de ligação, pois a Cosanpa é proibida de fazer ligações para lava-jatos, estádios de futebol e postos de combustível. Foi aprovada uma lei na Assembléia Legislativa nesse sentido.
JC – Qual é o índice de inadimplência dos consumidores?
Raimundinho – A inadimplência é muito grande em Itaituba. Chega a 82%. Quando nós assumimos, 90% da população que se beneficia do serviço não pagava. Para diminuir nós estamos com dois estagiários na rua, andando de porta em porta, fazendo um trabalho de conscientização do povo. A gente pergunta porque não estão pagando. Muita gente não leva a sério a questão do pagamento da conta de água, porque em Itaituba as pessoas se acostumaram a não pagar. Atualmente a gente tem recebido muitas visitas de comerciantes e usuários residenciais querendo acertar suas contas. A Cosanpa negocia. Não é o nosso desejo cortar a água de ninguém, mas, hoje, se não pagar, não tem jeito; tem que efetuar o corte.
JP - Qual é a alegação do consumidor para não pagar?
Raimundinho – Muitos consumidores alegam que foram enganados. Eles dizem que a empresa SERVIC, que fez o trabalho de ampliação da rede, informava que os novos usuários só começariam a pagar a partir de dois anos de uso. O cliente chega muitas vezes nervoso, alegando que a Cosanpa o enganou. Até certo ponto ele tem razão, mas não foi diretamente a Cosanpa, mas a empresa por ela contratada que agiu dessa forma.
JC – Como a Cosanpa administra essa situação?
Raimundinho – A gente mandou diversos ofícios para a direção da empresa, em Belém e avançamos em alguns aspectos. Por exemplo: a direção autorizou fazermos as ATRIBUIÇÕES, que é uma adequação de certos usuários à realidade financeira deles. Há pessoas idosas que visitamos e constatamos que não têm condições de pagar uma taxa normal. Essas, com o aval de Belém passam a pagar a taxa mínima, que é de R$ 12,00. Pagando em dia essa taxa baixa para R$ 8,50. Quanto aos que alegam que foram lesados pela SERVIC, nós ainda não tivemos nenhuma resposta da direção, embora já tenhamos feito comunicação por mais de uma vez. Apesar de tudo, um bom número dessas pessoas já começou a pagar a conta, porque constataram que recebem água de boa qualidade em casa.
Tratando especificamente da qualidade da água, Raimundo Xavier pediu que a técnica em saneamento Irene Lopes falasse sobre o assunto. Ela está há pouco mais de dois meses em Itaituba, mas, já conhece muito bem a cidade, pois também faz trabalho de campo, com visitas aos domicílios que têm ligação de água.
“A qualidade da água é ótima. Eu estava acostumada com Belém, onde o número de reclamações é bastante elevado. Aqui, minha surpresa foi grande quando tive contato com a água do Rio Tapajós. Já na viagem de Santarém para cá, a olho nu eu pude perceber a boa qualidade da água. Isso faz com que o tratamento seja feito utilizando-se uma quantidade menor de produtos. O consumidor pode ficar tranqüilo que está tudo certo”.
Um problema que foi destacado por Raimundo Xavier é o grande desperdício de água. Segundo ele, 10% da água são desperdiçados pelos consumidores, deixando torneias abertas ou quando caixas d’água transbordam horas seguidas. O ideal é que o consumidor instale uma bóia, que é uma peça que custa pouco e que resolve o problema.
Patrick afirma que atraso da orla é culpa do governo do Estado
“A Prefeitura Municipal está em dia com suas obrigações para com a obra. Quem está atrasado é o governo do Estado. No atual governo, até o contato da equipe fiscalizadora que vem de Belém, com a da comunidade de Itaituba está complicado, porque eles não avisam quando vêm. Muitas vezes, quando a gente sabe eles já viajaram de volta para a capital. Nesse aspecto, piorou bastante a comunicação. Antes, se houvesse alguma alteração numa visita programada a gente era comunicado. Agora, eles chegam de manhã e retornam à tarde sem que saibamos se quer se eles estiveram na cidade. É como se esse pessoal estivesse fugindo da gente e de suas obrigações. Quando a secretário esteve aqui nos soubemos em cima da hora. Ainda tivemos tempo de visitar a obra junto com ela. Prometeram que iriam nos avisar sempre que houvesse uma visita, mas não é assim que tem acontecido”, disse Patrick Sousa, um dos representantes da comunidade na comissão de fiscalização.
O cronograma da obra da orla tem 72% prontos. Estão faltando apenas 28%, que são da parte de acabamento, sempre a mais demorada de qualquer obra. A empresa responsável tem até dezembro de 2008 para entregar a orla de Itaituba pronta, embora a previsão inicial fosse setembro de 2006. Dependendo a liberação dos recursos a entrega poderá ocorrer antes desse último prazo estabelecido.
No novo governo houve apenas uma mudança, que Patrick considera desnecessária. A grama que já tinha sido plantada, que é de boa qualidade e bem resistente, será trocada por uma de qualidade inferior. A informação foi passada a Patrick pelo engenheiro Madeira.
O cronograma da obra da orla tem 72% prontos. Estão faltando apenas 28%, que são da parte de acabamento, sempre a mais demorada de qualquer obra. A empresa responsável tem até dezembro de 2008 para entregar a orla de Itaituba pronta, embora a previsão inicial fosse setembro de 2006. Dependendo a liberação dos recursos a entrega poderá ocorrer antes desse último prazo estabelecido.
No novo governo houve apenas uma mudança, que Patrick considera desnecessária. A grama que já tinha sido plantada, que é de boa qualidade e bem resistente, será trocada por uma de qualidade inferior. A informação foi passada a Patrick pelo engenheiro Madeira.
Mordaça
Artigo do Jota Parente, publicado na edição 48 do Jornal do Comércio
Durante algum tempo da ditadura militar que comandou o Brasil por 21 longos anos, dinheiro parecia jorrar de alguma fonte inesgotável. Tomavam-se empréstimos nos bancos americanos e europeus como se nunca fosse preciso pagar; construíram-se centenas de obras importantes para a montagem da infra-estrutura do País e muitas outras de relevância questionável. Acima de tudo, endividou-se o Brasil como nunca. Mas, o dinheiro fácil entrava pela porta da frente, enquanto a liberdade saía pela porta dos fundos.
Seis anos depois de implantado o regime militar eu comecei minha carreira profissional no Rádio. Naquele tempo não havia a facilidade de comunicação que existe hoje. Jornal diário vinha da capital com as notícias filtradas pela censura; emissoras de rádio havia duas em Santarém; Rádio Clube de a Rádio Rural; televisão, só veio chegar em 1978. Vivíamos o tempo do cerceamento da informação que a ditadura impôs.
A Rádio Rural, através de seu criador, o saudoso D. Tiago Ryan, colocou-se claramente do lado dos menos favorecidos e isso nos custou muitas dores de cabeça, pois a emissora foi duramente perseguida pela ditadura. Havia um funcionário da Polícia Federal cujo único trabalho era ficar ouvindo a Rádio Rural o dia todo. No final da tarde a gente tinha que apresentar a programação do dia seguinte para ser carimbada. Caso o responsável pelo setor de programação da emissora esquecesse, coisa que não me lembro de ter acontecido, a mesma teria que ficar fora do ar durante todo o dia seguinte.
Havia uma imposição que era um dos absurdos da censura, contra o qual nada se podia fazer. Se a gente decidisse transmitir um jogo do velho estádio Elinaldo Barbosa, em Santarém ou retransmitir alguma partida, via Embratel, caso estivesse fora da programação anteriormente liberada, era preciso dar entrada num requerimento e encaminhar ao respectivo departamento da PF. Se o censor não estivesse de bom humor e resolvesse não autorizar, a transmissão não aconteceria.
Os sermões de D. Tiago, na Praça da Matriz eram um verdadeiro furor. Ele parecia nada temer, ou tinha absoluta consciência de que como cidadão norte-americano não seria incomodado pelas forças armadas brasileiras, pois, como se sabe, os Estados Unidos avalizaram o golpe militar e abençoavam a ditadura. Por isso, o saudoso bispo criticava duramente a barbaridades que eram cometidas, sobretudo pela Polícia Militar.
D. Tiago era quase inatingível. A direção da Rádio Rural e quem nela trabalhava, não. Por isso, toda a pressão reprimida era direcionada para o trabalho que a emissora realizava. Quem estivesse respondendo pela gerência da rádio era incessantemente fustigado. Bastava que saísse alguma coisa de menor significância, que a censura considerasse ofensiva ao regime militar para que o gerente fosse convocado a ir até a sede da Polícia Federal. Nesse particular, meu dileto amigo Manuel Dutra foi quem mais sofreu, a ponto de ter que se afastar da direção durante mais ou menos seis meses, no final da década de 70, para tratamento de saúde, tal foi o rigor da marcação.
Tenho saudades das equipes fabulosas de locutores e operadores de áudio e das extraordinárias equipes de esporte que formamos nos idos dos anos 70 e 80, mas, não sai de minha lembrança a mordaça que colocada pela ditadura. Hoje, vivemos um período em que a comunicação é extremamente fácil e ainda por cima, a gente tem liberdade para se expressar. E não há dinheiro que pague a liberdade.
Durante algum tempo da ditadura militar que comandou o Brasil por 21 longos anos, dinheiro parecia jorrar de alguma fonte inesgotável. Tomavam-se empréstimos nos bancos americanos e europeus como se nunca fosse preciso pagar; construíram-se centenas de obras importantes para a montagem da infra-estrutura do País e muitas outras de relevância questionável. Acima de tudo, endividou-se o Brasil como nunca. Mas, o dinheiro fácil entrava pela porta da frente, enquanto a liberdade saía pela porta dos fundos.
Seis anos depois de implantado o regime militar eu comecei minha carreira profissional no Rádio. Naquele tempo não havia a facilidade de comunicação que existe hoje. Jornal diário vinha da capital com as notícias filtradas pela censura; emissoras de rádio havia duas em Santarém; Rádio Clube de a Rádio Rural; televisão, só veio chegar em 1978. Vivíamos o tempo do cerceamento da informação que a ditadura impôs.
A Rádio Rural, através de seu criador, o saudoso D. Tiago Ryan, colocou-se claramente do lado dos menos favorecidos e isso nos custou muitas dores de cabeça, pois a emissora foi duramente perseguida pela ditadura. Havia um funcionário da Polícia Federal cujo único trabalho era ficar ouvindo a Rádio Rural o dia todo. No final da tarde a gente tinha que apresentar a programação do dia seguinte para ser carimbada. Caso o responsável pelo setor de programação da emissora esquecesse, coisa que não me lembro de ter acontecido, a mesma teria que ficar fora do ar durante todo o dia seguinte.
Havia uma imposição que era um dos absurdos da censura, contra o qual nada se podia fazer. Se a gente decidisse transmitir um jogo do velho estádio Elinaldo Barbosa, em Santarém ou retransmitir alguma partida, via Embratel, caso estivesse fora da programação anteriormente liberada, era preciso dar entrada num requerimento e encaminhar ao respectivo departamento da PF. Se o censor não estivesse de bom humor e resolvesse não autorizar, a transmissão não aconteceria.
Os sermões de D. Tiago, na Praça da Matriz eram um verdadeiro furor. Ele parecia nada temer, ou tinha absoluta consciência de que como cidadão norte-americano não seria incomodado pelas forças armadas brasileiras, pois, como se sabe, os Estados Unidos avalizaram o golpe militar e abençoavam a ditadura. Por isso, o saudoso bispo criticava duramente a barbaridades que eram cometidas, sobretudo pela Polícia Militar.
D. Tiago era quase inatingível. A direção da Rádio Rural e quem nela trabalhava, não. Por isso, toda a pressão reprimida era direcionada para o trabalho que a emissora realizava. Quem estivesse respondendo pela gerência da rádio era incessantemente fustigado. Bastava que saísse alguma coisa de menor significância, que a censura considerasse ofensiva ao regime militar para que o gerente fosse convocado a ir até a sede da Polícia Federal. Nesse particular, meu dileto amigo Manuel Dutra foi quem mais sofreu, a ponto de ter que se afastar da direção durante mais ou menos seis meses, no final da década de 70, para tratamento de saúde, tal foi o rigor da marcação.
Tenho saudades das equipes fabulosas de locutores e operadores de áudio e das extraordinárias equipes de esporte que formamos nos idos dos anos 70 e 80, mas, não sai de minha lembrança a mordaça que colocada pela ditadura. Hoje, vivemos um período em que a comunicação é extremamente fácil e ainda por cima, a gente tem liberdade para se expressar. E não há dinheiro que pague a liberdade.
Crédito consignado é bom mesmo para os bancos
A propaganda diz que é bom para o trabalhador. O governo chama de ação social para estimular a economia pessoal e familiar dos servidores. Mas a história mostra que a relação de amor e ódio entre trabalhadores e empréstimos consignados é um negócio bom mesmo só para os bancos. Enquanto eles lucram milhões por ano, do outro lado cresce a fila de endividados que, não raro, desconhecem completamente o momento em que começaram a dever e, o pior, não têm a mínima idéia de quando vão parar de pagar.
Em Itaituba existem diversas representações desses bancos que não têm agências nesta região, além dos bancos oficiais que trabalham com crédito consignado. Já houve alguns problemas que foram parar na polícia. Mas, o negócio continua prosperando, enquanto aposentados, pensionistas e servidores públicos continuam se endividando. Os comerciantes de Itaituba reclamam que parte do dinheiro que deveria circular todo mês está sendo retirado para o pagamento das parcelas dos empréstimos. O movimento no comércio, que era bom até o dia 10 ou 12 de cada mês, em agosto não passou do dia 8. Depois disso, as vendas despencaram.
No Pará, a maioria dos endividados, 80%, são funcionários públicos estaduais, federais e municipais, que, 'beneficiados' pela estabilidade funcional, são os principais alvos das 'facilidades' de crédito descontado em folha ou direto em conta corrente. Regulado em 2003 pelo governo federal para aquecer o consumo, o crédito consignado saiu de R$ 11 bilhões em junho de 2004 para R$ 48 bilhões em dezembro de 2006, um crescimento de 46,7%. No Pará, os números não são menores.
O coordenador geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Pará, Agnaldo Silva, diz que os empréstimos são um poço sem fundo e que a culpa é do governo, que achatou os salários e não deu esperanças de reajustes para os trabalhadores. 'Só é bom no dia que vai receber o empréstimo. Não conheço ninguém que não se arrependeu', disse. O coordenador jurídico do Sindicato, Cedício Vasconcelos, diz que há casos de servidores que sequer receberam o empréstimo e mesmo assim são descontados. É o caso de um militar que, em abril do ano passado, recebeu um telefonema de um suposto funcionário do Banco do Brasil avisando que havia R$ 1.200,00 na conta que, se não fossem descontados, seriam recolhidos. O aposentado foi ao caixa eletrônico, mas, quando passou o cartão, o terminal apagou sem liberar o dinheiro. 'Voltei pra casa desconfiado de que era fraude'. O pior foi ouvir do gerente que a dívida teria que ser paga em 24 meses. 'Desde abril, eles descontam R$ 108 da minha conta'.
Bancos se banqueteiam com lucros exorbitantes - Hoje em dia, nenhuma instituição financeira, por maior que seja ela, pode viver sem o crédito pessoal. Em todas, os empréstimos consignados representam lucros exorbitantes e uma maneira de movimentar o dinheiro dos correntistas. Outro interesse dos bancos é o chamado 'nível de reciprocidade'. Isso significa que, para conseguir juros menores e outras 'vantagens' nos empréstimos, o servidor deve contrair serviços do banco, como seguros, cartões de crédito, cheque especial, títulos de captação, consórcios e outros, sob os quais invariavelmente incidem taxas, taxas e mais taxas.
Apesar dos problemas, o mercado aponta para o crescimento dos consignados. O Banco do Brasil, por exemplo, tem metas ambiciosas e se orgulha de ter R$ 1 bilhão de empréstimos em junho de 2004 e chegar a R$ 8,2 bilhões até dezembro de 2007, um crescimento de 101,5% ao ano. O Banpará também deve aumentar sua carteira com a volta, nos próximos meses, do empréstimo consignado em folha, suspenso desde 2001 porque alguns servidores deviam tanto que não tinham mais salário. A verdade é que o governo federal, mais uma vez, trabalhou em favor do segmento econômico que nada tem a reclamar, que é o segmento bancário. Isso vale para o Brasileiro inteiro.
Em Itaituba existem diversas representações desses bancos que não têm agências nesta região, além dos bancos oficiais que trabalham com crédito consignado. Já houve alguns problemas que foram parar na polícia. Mas, o negócio continua prosperando, enquanto aposentados, pensionistas e servidores públicos continuam se endividando. Os comerciantes de Itaituba reclamam que parte do dinheiro que deveria circular todo mês está sendo retirado para o pagamento das parcelas dos empréstimos. O movimento no comércio, que era bom até o dia 10 ou 12 de cada mês, em agosto não passou do dia 8. Depois disso, as vendas despencaram.
No Pará, a maioria dos endividados, 80%, são funcionários públicos estaduais, federais e municipais, que, 'beneficiados' pela estabilidade funcional, são os principais alvos das 'facilidades' de crédito descontado em folha ou direto em conta corrente. Regulado em 2003 pelo governo federal para aquecer o consumo, o crédito consignado saiu de R$ 11 bilhões em junho de 2004 para R$ 48 bilhões em dezembro de 2006, um crescimento de 46,7%. No Pará, os números não são menores.
O coordenador geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Pará, Agnaldo Silva, diz que os empréstimos são um poço sem fundo e que a culpa é do governo, que achatou os salários e não deu esperanças de reajustes para os trabalhadores. 'Só é bom no dia que vai receber o empréstimo. Não conheço ninguém que não se arrependeu', disse. O coordenador jurídico do Sindicato, Cedício Vasconcelos, diz que há casos de servidores que sequer receberam o empréstimo e mesmo assim são descontados. É o caso de um militar que, em abril do ano passado, recebeu um telefonema de um suposto funcionário do Banco do Brasil avisando que havia R$ 1.200,00 na conta que, se não fossem descontados, seriam recolhidos. O aposentado foi ao caixa eletrônico, mas, quando passou o cartão, o terminal apagou sem liberar o dinheiro. 'Voltei pra casa desconfiado de que era fraude'. O pior foi ouvir do gerente que a dívida teria que ser paga em 24 meses. 'Desde abril, eles descontam R$ 108 da minha conta'.
Bancos se banqueteiam com lucros exorbitantes - Hoje em dia, nenhuma instituição financeira, por maior que seja ela, pode viver sem o crédito pessoal. Em todas, os empréstimos consignados representam lucros exorbitantes e uma maneira de movimentar o dinheiro dos correntistas. Outro interesse dos bancos é o chamado 'nível de reciprocidade'. Isso significa que, para conseguir juros menores e outras 'vantagens' nos empréstimos, o servidor deve contrair serviços do banco, como seguros, cartões de crédito, cheque especial, títulos de captação, consórcios e outros, sob os quais invariavelmente incidem taxas, taxas e mais taxas.
Apesar dos problemas, o mercado aponta para o crescimento dos consignados. O Banco do Brasil, por exemplo, tem metas ambiciosas e se orgulha de ter R$ 1 bilhão de empréstimos em junho de 2004 e chegar a R$ 8,2 bilhões até dezembro de 2007, um crescimento de 101,5% ao ano. O Banpará também deve aumentar sua carteira com a volta, nos próximos meses, do empréstimo consignado em folha, suspenso desde 2001 porque alguns servidores deviam tanto que não tinham mais salário. A verdade é que o governo federal, mais uma vez, trabalhou em favor do segmento econômico que nada tem a reclamar, que é o segmento bancário. Isso vale para o Brasileiro inteiro.
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